'Acredito que vai ter cadeia', diz o procurador sobre o mensalão | Fábio Campana

‘Acredito que vai ter cadeia’, diz o procurador sobre o mensalão

Do iG São Paulo:

Na véspera do início do julgamento dos acusados do chamado núcleo político do PT no mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que a condenação dos réus será “um marco” para a mudança das práticas políticas no País. “Esse comportamento na política dá cadeia, sim. Acredito firmemente que vai ter cadeia, em número bem significativo”, afirmou o procurador-geral.

Gurgel reiterou a convicção de que “José Dirceu (ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula) era o grande mentor, o grande líder daquela organização criminosa”. “Continuo absolutamente convencido da participação dele, a prova é mais que abundante, é torrencial em relação ao ministro José Dirceu”, afirmou.Antes de iniciar o julgamento do núcleo político do PT, que inclui além de Dirceu, o ex-presidente nacional do partido José Genoino e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares, o STF terá de concluir nesta segunda-feira a etapa que trata dos integrantes de outros partidos da base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – PP, PL (hoje PR), PTB e PMDB.

Após as manifestações do ministro relator, Joaquim Barbosa, e do revisor, Ricardo Lewandowski, na última quinta-feira (27) foi a vez dos demais magistrados da Corte se posicionarem sobre as acusações feitas a 13 réus do processo. Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes concluíram seus votos. José Antonio Dias Toffoli votou apenas parcialmente, pois teve de deixar o plenário para participar da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e irá retomar a leitura sobre o caso nesta segunda.

Na sequência, ainda na análise das acusações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra os 13 réus dos partidos aliados, votarão os ministros Marco Aurélio Mello – criticado duramente pelo relator Joaquim Barbosa em nota à imprensa na última sexta –, o decano da Corte Celso de Mello e o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto. A expectativa é de que toda a sessão desta segunda-feira seja dedicada somente a este tópico do processo.

Até o momento, após os votos do relator, do revisor e de quatro outros ministros (já que Dias Toffoli ainda não concluiu seu parecer), foram condenados por corrupção, neste item da denúncia do mensalão, o ex-deputado do PTB Roberto Jefferson, delator do esquema; o deputado Valdemar Costa Neto; o ex-deputado do PP e ex-presidente nacional do partido Pedro Corrêa; o ex-deputado do PL Bispo Rodrigues; o ex-líder do PMDB José Borba; e o ex-deputado do PTB Romeu Queiroz; o homem de confiança do PP João Genu; e ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.

Por lavagem de dinheiro, foram condenados pela maioria do STF Enivaldo Quadrado, ex-sócio da corretora Bônus Banval, além de Costa Neto, Corrêa e Jacinto Lamas. O réu Antonio Lamas, irmão de Jacinto, foi absolvido de todos as acusações.

O STF julga o item 6 da denúncia da ação do mensalão – o quarto dos sete itens do processo –, que trata do chamado “núcleo político”, do qual fazem parte ex-parlamentares que teriam se beneficiado do pagamento de propina em troca de apoio ao governo Lula no Congresso Nacional.

*Com Agência Estado


4 comentários

  1. VISIONÁRIO
    segunda-feira, 1 de outubro de 2012 – 15:28 hs

    Depois de tanta espera do bendito julgamento pelo STF, se não
    tiver cadeia para os culpados… para que julgamento !?
    Ainda fica em haver para a população brasileira:- a devolução de
    tanta roubalheira e o julgamento do Lula !!!

  2. GURGEL O ENGAVETADOR.
    segunda-feira, 1 de outubro de 2012 – 16:49 hs

    Esse não é o ENGAVETADOR?

  3. Ocimar
    terça-feira, 2 de outubro de 2012 – 8:47 hs

    PRA ESSES MALDITOS PETISTAS,CADEIA É POUCO,O JUSTO SERIA A PENA CAPITAL,IRIA FALTAR DEPÓSITO DE LIXO PRA DESOVAR ESSAS LÉPRAS.

  4. Marcia Soares
    terça-feira, 2 de outubro de 2012 – 12:33 hs

    Tudo é possível em um julgamento no qual aceitam denúncia sem provas como evidências, indícios fabricados como certezas, elasticidade probatória e condenatória, declaração antecipada da dosimetria individualizada das penas …
    Tudo é possível em um julgamento de exceção, no qual uma ministra diz que na falta de provas, tem que usar de bom senso pra condenar (mesmo faltando a indispensável certeza jurídica).

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