Roseli Isidoro contesta a versão do Sinditest | Fábio Campana

Roseli Isidoro contesta a versão do Sinditest

A vereadora Roseli Isidoro enviou carta aberta a este blog contestando a versão do Sinditest sobre Ação de indenização de autoria de Roseli contra a gestão de Antônio Néris do biênio 2000-2001 e que, segundo o sindicato, custará ao Sinditest e à categoria um prejuízo de R$ 107.147,68. Leia abaixo o texto da vereadora:

“Carta aberta à categoria dos trabalhadores em Educação do terceiro grau público – Sinditest/PR

Quem verdadeiramente está causando prejuízos à categoria é quem, numa manobra, transferiu para o Sindicato arcar com o ônus de ter difamado e caluniado os colegas.

Se alguém está prejudicando a categoria são os 11 integrantes da direção passada do Sinditest-PR e três dirigentes atuais – Carla Cobalchini, José Carlos de Assis, Bernardo Pilotto – que, na época do fato, eram diretores. Essas pessoas, de forma premeditada e desleal à categoria, transferiram a obrigação que era deles para o sindicato, buscando se isentar da responsabilidade quanto ao pagamento de indenização, especificamente do nosso processo 265/2000. Assim, ficou fácil dizer o que quer (difamar, caluniar) e, agora, não aceitar ouvir o que não quer escutar.

Mais do que isso: usa-se hoje do oportunismo para manipular politicamente a opinião dos trabalhadores, com a finalidade de influenciar dois processos eleitorais que estão em curso: a disputa interna pelo comando da UFPR e as eleições municipais de Curitiba.

Por que foram irresponsáveis?

Porque fizeram acusações graves e pesadas contra os colegas Roseli Isidoro, Gessimiel Germano (Paraná), Rosemari Nunes Ferreira, Arielto Conceição Alves, Mário Tadeu Setim e Norton Nohama, levantando suspeitas e acusações mentirosas no Jornal do Sinditest-PR em janeiro de 2000. A auditoria realizada nas contas do sindicato – com empresa contratada pela própria entidade – não encontrou qualquer indício de irregularidade.

– Faça essa pergunta a você mesmo: se lhe acusassem de um crime que você não cometeu e jogassem seu nome na lama, você também não iria buscar se defender e recorrer à Justiça contra os caluniadores? Foi o que nós fizemos. Ingressamos com ação, buscando reestabelecer a verdade, sendo que acionamos na Justiça individualmente os 11 dirigentes do Sindicato, como pessoas físicas. Do Sinditest-PR cobramos apenas o direito de resposta, uma vez que a acusação foi feita no jornal da entidade, utilizando para repercutir os veículos de divulgação do sindicato e os meios institucionais disponíveis na época. Ainda hoje, as acusações e mentiras são espalhadas pelos informativos, site da entidade, redes sociais, para filiados e também para sindicatos e diversas outras instituições… Sem limites!

– Além de irresponsáveis, os acusadores foram negligentes…

Justiça seja feita! Em todas as instâncias judiciais que o processo contra os dirigentes caluniadores tramitou, a Justiça deu ganho de causa para Roseli e os demais colegas, em uma a uma das ações. Mas os caluniadores foram negligentes em empurrar com a barriga, ignorar e perder prazos para o cumprimento das decisões judiciais.

Por que pessoas supostamente instruídas e conhecedoras dos seus direitos deixaram a coisa toda virar uma bola de neve?

– Aí é que entra a intransigência e o oportunismo…

Houve uma tentativa de acordo, proposta pela Roseli e pelos demais colegas que estavam sendo acusados, até por entenderem que a categoria não era responsável pela calúnia e difamação e, sim, os autores das acusações. A direção do sindicato recusou sumariamente o acordo e deixou o processo correr. Porque já, na época, pretendia transferir os prejuízos dos erros pessoais e das perseguições para a entidade, fazer o coletivo pagar pela ação inconsequente de algumas pessoas. Foi exatamente o que aconteceu!

Em uma assembleia com apenas 27 pessoas, no dia 3 de outubro de 2008, além de recusar o acordo para encerrar a questão, decidiu-se que: ‘o Sinditest-PR assumirá quaisquer despesas na defesa jurídica e política, que as questões o exigirem’.

Conseguiram, assim, isentar os próprios bolsos da culpa. E isso vale para o futuro também. Os dirigentes podem fazer a acusação que quiserem, contra quem quiserem, que estão blindados! Podem radicalizar, tocar o terror, tudo na conta do Sindicato. Você acha isso certo?

 

E a intransigência da atual diretoria acarretará em multa processual que incide sobre o não cumprimento espontâneo do direito de resposta

Já não se trata mais apenas dos R$ 107 mil reais de indenização por danos morais aos trabalhadores acusados desde o ano 2000, por irresponsabilidade administrativa e judicial. No dia 20 de junho deste ano, a Justiça determinou a publicação de um ‘direito de resposta’ no Jornal do Sindicato, com prazo de 30 dias para o cumprimento dessa sentença, ou seja, esse prazo venceu no dia 20 de julho passado. A diretoria não cumpriu a ordem judicial, pois não houve a publicação do direito de resposta até o dia 20 de julho e isso está gerando uma multa de 500 reais para cada dia de atraso, que sairá dos cofres da entidade e do bolso da categoria. Queremos saber: o valor será devolvido para a categoria pelos bolsos da atual direção do sindicato, que não cumpriu a ordem judicial?

 

Quais os interesses por trás de tanta falta de responsabilidade na administração de nosso sindicato?

100% políticos!

Primeiro, porque a multa não sai do bolso dos diretores. Quem paga é a categoria. Diferentemente das custas processuais dos colegas acusados, que já tiraram do próprio bolso mais de 6 mil reais cada um para o pagamento de advogados. Segundo, porque adiando e esticando o cumprimento da decisão judicial, a coisa toda estouraria nas semanas decisivas para dois processos eleitorais: o bate-chapa na eleição da Reitoria da UFPR e as eleições municipais. Coincidência? Não. De bobos, eles não têm nada!

Roseli foi vereadora de Curitiba por dois mandatos, apontada pelo Movimento Pela Ética na Política como parlamentar “nota 10”, após avaliação criteriosa de sua atuação. Trazer para as eleições municipais oportunamente essas acusações afeta sua campanha hoje e favorece diretamente outras duas candidaturas que têm base na UFPR: a do diretor licenciado do Sinditest-PR,  Bernardo Pilotto (candidato a vereador pelo PSOL), e a do assessor jurídico do sindicato, Avanilson Alves de Araújo (candidato a prefeito pelo PSTU).

Há documentos que comprovam que o vice-presidente do Sinditest-PR, Márcio Palmares, deu ciência do direito de resposta no dia 17 de fevereiro de 2012.

 

12 anos lutando pelo reestabelecimento da verdade

É preciso dar um basta. São 12 anos de calúnias, difamações, ilações e inverdades. Perseguições rasteiras e manipulações que precisam ter um fim. Assim como a categoria não merece arcar com os prejuízos da intolerância, do radicalismo e da irresponsabilidade de algumas pessoas, imbuídas do cargo de dirigentes sindicais, também não é justo ser manipulada e enganada por uma versão parcial dos fatos, cuja única finalidade é política, eleitoral. Se não, por que usariam fotos do candidato a reitor, Zaki Akel Sobrinho, da ministra Gleisi e do candidato Gustavo Fruet em uma questão interna do Sinditest?

As pessoas que criaram o problema precisam, no mínimo, ter a maturidade e a honradez de assumirem as consequências dos seus atos radicais e de se apropriar da estrutura do sindicato para atender a interesses próprios. A Justiça já prevaleceu, em vários momentos, inocentando os colegas das acusações irresponsáveis e manipuladoras que tentam há anos manchar uma trajetória de lutas e conquistas em defesa da classe trabalhadora. Atropelando, inclusive, o objetivo maior da organização sindical: uma categoria forte e unida. Temos plena convicção de que ao reestabelecer a verdade dos fatos, estamos resgatando esses valores.

 

‘A honra e a dignidade de qualquer pessoa estão acima dos interesses políticos’.”

 

Assinam:

Roseli Isidoro

Gessimiel Germano (Paraná)

Rosemari Nunes Ferreira

Arielto Conceição Alves

Mário Tadeu Setim

Norton Nohama


8 comentários

  1. GESSIMIEL GERMANO (Paraná)
    quarta-feira, 19 de setembro de 2012 – 20:07 hs

    Fabio Campana,

    antes de fazerem qualquer comentário de juízo de valores, sugiro que primeiro procure conhecer as pessoas envolvidas, principalmente da atual Diretoria do SINDITEST-PR, que já estão na diretoria da entidade desde o ano de 2008, e vejam o que fizerão com o nosso sindicato, os prejuísos causados, não estou aqui falando em 107 mil, mas os indicios apontam para valores superiores a 1 milhão de reais como demonstra a farta documentação que faz parte deste processo, em que até a CEF que faz parte deste imbloglio, já respondeu ao MPF – que a transação realizada não condiz com a realidade apresentada na tesouraria, muito no patrimônio da entidade. para ter acesso a esta farta documentação, é só se dirigir ao MPE processo n.º 20090018752-5 e conhecerão quem da atual diretoria contribuiu com estas situações irregulares,

    1) – CARLA COBALCHINI atual Prsidente do Sinditest-Pr?
    2) – JOSÉ CARLOS DE ASSIS, esposo da Carla atual Diretor
    3) – BERNARDO PILOTO atual Diretor e candidato pelo PSOL.

    vão lá se informem e depois voltem o comentem o que encontraram. voces se supreenderão!!!!!

    CHEGA DE SACANAGEM COM A CATEGORIA,
    NOVAMENTE ESTÃO QUERENDO NOS TRANSFORMAR EM VILÃO , E ISSO NÃO VAMOS PERMITIR.

  2. Coelho Ricochete
    quarta-feira, 19 de setembro de 2012 – 21:27 hs

    Tem certeza que essa daí é a mesma candidata que ilustra uns cavaletes espalhados pela cidade? O TRE devia multá-la por propaganda enganosa e uso abusivo do photoshop !

  3. Jorge G.
    quinta-feira, 20 de setembro de 2012 – 4:23 hs

    Partido
    Usando
    Tecnicas
    Abusivas

  4. Anônimo
    quinta-feira, 20 de setembro de 2012 – 9:08 hs

    Esse Paraná se juntar com o Doático dá uma bela dupla…

  5. Rosemari Nunes Ferreira
    quinta-feira, 20 de setembro de 2012 – 12:44 hs

    É lamentável o oportunismo político em momento eleitoral. Nós que atuamos no Hospital de Clínicas, e vivenciamos esse absurdo, aonde dirigentes sindicais se acham no direito de denegrir a nossa história de luta no movimento sindical, usam o Sinditest, para dividir a categoria, e pregar o ódio, e esqueceram que nós ainda somos sindicalizados portanto fazemos parte da base de filiados do Sinditest e somos da mesma categoria.
    O que estamos passando, sirva de alerta aos demais sindicalizados que se não concordarem com os dismandos da nova Direção do Sinditest, poderão também passar pelo que estamos passando.

  6. Servidor aflito da UFPR
    quinta-feira, 20 de setembro de 2012 – 15:09 hs

    O que essa gente da Roseli e do PT não estão dizendo é se vão devolver o dinheiro dos filiados do sindicato da UFPR.

    Tinha que ir tudo preso. Mensalão nessa gente.

  7. Servidor aflito da UFPR
    sexta-feira, 21 de setembro de 2012 – 14:06 hs

    Agora a turma da Roseli está distribuindo um jornal feito em papel caríssimo pra dizer que não são culpados. Esse povo do PT ainda não disse se vai ou não devolver o dinheiro dos sindicalizados. DEVOLVE ROSELI!

  8. GESSIMIEL GERMANO (Paraná)
    sábado, 22 de setembro de 2012 – 13:44 hs

    Para aquele que se nomina Servidor aflito da UFPR, com toda certeza, voce é uma pessoal que não tem CARATER, MORAL, DIGUINIDADE e outros tantos adjetivos que lhe cabe nesta hora.

    não tem nem coragem de se identificar, vive nas sobras junto com a covardia, se dirija as pessoas e no minimo seja digno de mostrar sua verdadeira cara, apesar que disconfio quem seja, e se for que m penso, voce não ten carater algum.

    agora vamos falar sério, estou esperando voces e toda a diretoria do sindicato, para, em uma assembléia fazermos o debate com muita serenidade e principalmente com muita verdade, já lancei este desafio a atual direção e estico ele a voce, isso é, se tiver coragem de se apresentar, pois voce é que nem rato que vive escondido nos buracos, comendo as migalhas que lhe sobra.

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