República dos bilhetes | Fábio Campana

República dos bilhetes

Ministro da Justiça segue exemplo de Dilma e adota os bilhetes para falar com assessores. Foto: André Coelho/O Globo.

De O Globo:

RIO – Nesta terça-feira, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo foi flagrado ao ler um bilhete entregue por sua assessoria em que combinava uma saída estratégica do Senado, após participar da Comissão Especial do Código Penal. A intenção era evitar confronto com os manifestantes da Polícia Federal, que estão em greve e ocupavam o corredor do Senado.

No bilhete estava escrito:
“Estamos organizando para o senhor sair sem falar com ninguém, pois a PF tomou o corredor”.

Na semana passada, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a presidente Dilma Rousseff também foi flagrada lendo um bilhete em que cobrava explicações das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) sobre o acordo que mudou a medida provisória do governo.

A presidente Dilma Rousseff deixou claro que não gostou de ler nos jornais sobre o acordo para votação do Código Florestal, na comissão especial do Congresso.


2 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 5 de setembro de 2012 – 10:11 hs

    A falta de criatividade pestista é natural. Os bilhetes não são novidade na república bananeira da Brasil. Alguns presidentes os usavam, mas, foram celebrizados por Jânio Quadros que, por óbvio, só escrevia aquilo que queria que se tornasse público no noticiário. Nenhum político escreveria nos bilhetes aquilo que não quisesse que o público soubesse. No Brasil, os políticos continuam achando que o povo é burro. Talvez, tenham razão.

  2. Raul Maleatto
    quarta-feira, 5 de setembro de 2012 – 11:22 hs

    Esta tática do bilhete é antiga em toda a ADM Pública. Os chefes, com medo de se comprometerem, preferem bilhetes a e-mails ou documentos formais, assim se der merda, a responsabilidade cai sobre quem cumpre a ordem e não sobre quem deu a ordem, pois não fica nada documentado.
    Simples assim, e viva esta prática nojenta.

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