STF pode alterar calendário para garantir Peluso na votação | Fábio Campana

STF pode alterar calendário para garantir Peluso na votação

Da Folha de S. Paulo:

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode alterar seu cronograma original e aumentar o número de sessões de votação do julgamento do mensalão para evitar o risco de o ministro Cezar Peluso não votar na ação penal.

Segundo a Folha apurou, os ministros estão dispostos a fazer o que for necessário para garantir a participação de Peluso antes de sua aposentadoria compulsória, prevista para setembro, quando completa 70 anos.

Eles consideram a presença do colega fundamental, pois o classificam como o mais preparado na área penal entre todos os 11 integrantes, podendo resolver dúvidas que surgirem durante a análise de provas caso haja contestações do voto.

Um ministro disse à Folha que o cronograma não é “imutável” e que a corte pode aumentar o número de sessões de três para quatro por semana a partir de 15 de agosto, quando começa o voto do relator Joaquim Barbosa. Existe a possibilidade de convocar sessões pela manhã.

Pelo calendário original, serão realizadas oito sessões de votação em agosto. Como o relator e o revisor Ricardo Lewandowski podem usar quatro sessões cada um para votar, qualquer atraso põe em risco o voto de Peluso antes de sua aposentadoria.

A estratégia dos advogados dos réus é exatamente atrasar o julgamento, tendo como um dos objetivos evitar a presença de Peluso, tido como voto contra os envolvidos.

A tática da defesa, que foi colocada em prática já no primeiro dia, levou colegas do presidente, Carlos Ayres Britto, a sugerir, durante o intervalo da sessão de anteontem, que ele fosse mais “enérgico”.

Os ministros do STF também avaliaram que o presidente do tribunal precisa se impor para tentar evitar as discussões que marcaram o primeiro dia de julgamento entre o relator e o revisor.

Na visão de colegas, Joaquim Barbosa foi muito “agressivo” e passou a impressão de querer “ganhar no grito” os debates com Lewandowski, que deu sinais de que pretende funcionar como um contraponto ao relator.

Ministros ouvidos pela Folha temem que Barbosa parta para o bate-boca cada vez que algum ministro discordar dele. O tom do relator levou o ministro Marco Aurélio Mello a se considerar assustado com o que pode ocorrer na gestão de Barbosa como o próximo presidente da corte, a partir de novembro.

“Será que ele [Joaquim Barbosa] se arvora em censor dos colegas?”, disse.

E completou: “Não gostei. Pela falta de urbanidade do relator. [..] O que eu vi ontem eu fiquei pasmo, inclusive com adjetivações impróprias em se tratando de um colegiado deste nível”.

A resposta veio por escrito: “É com extrema urbanidade que muitas vezes se praticam as mais sórdidas ações contra o interesse público”, informou o gabinete de Barbosa, por meio da assessoria de imprensa do STF.


7 comentários

  1. Silva Jr
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 11:11 hs

    Quá, quá, quá. Tem imbecil que pensa que muda alguma coisa com os réus sendo ou não condenados. Nada muda.O Serra pagou em apenas um ano 34 milhões para a Veja, é mais do que o denunciante Roberto Jeferson recebeu, 4,8 milhões.Viu acontecer algo com ele? E a Lista de Furnas, registrada em Cartório? E a Licitação fraudulenta do Metrô, também registrada em Cartório o resultado com antecedência.Tem gente que está acreditando que o Brasil está sendo passado a limpo, que há Justiça, mas é piada.Temos nesse momento dezenas de magistrados sentados sobre processos envolvendo políticos, a maior parte dos réus beneficiados com o engavetamento dos processos são políticos e latifundiários.Por que Gurgel sentou sobre o Inquérito de Demóstenes por três anos? Agora vem vestido de cavaleiro da pureza pura.Só rindo do circo que está sendo feito apenas para ajudar alguns nas Eleições, para dar a sensação ao povo de que temos Justiça e não haverá impunes.Os impunes estão aí,atuando até no julgamento circo em todos poderes constituídos.

  2. TROLL
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 11:35 hs

    Que assim seja!
    Com o Ministro Peluso a turma do “não sabia” terá incontinência urinária.
    Pau neles Ministro e depois aposente-se merecidamente.

  3. Silva Jr
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 13:23 hs

    A acusação

    O “esquema” envolveu dinheiro público

    A defesa

    As transferências para que aliados quitassem dívidas de campanha não envolveram dinheiro público. O dinheiro veio de empréstimos feitos junto aos bancos privados Rural e BMG.

    Por absoluta inconsistência, a acusação de desvio de dinheiro público contra os principais nomes do processo, entre eles José Dirceu, já foi rejeitada por unanimidade dos 11 juízes do STF, em agosto de 2007.

  4. Max
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 14:01 hs

    Cadeia aos Mensaleiros do Mensalão do Lula é o que importa, e tudo era planejado dentro do Planalto

  5. Evaldo.jose@terra.com.br
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 15:37 hs

    Empréstimos?

    Igualzinhos à “OPERAÇÃO URUGUAI” do Collor.

  6. salete cesconeto de arruda
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 19:39 hs

    Mas bah!
    Se o RESTO DO STF não é capaz de julgar com ISENÇÃO sem o Peluso – a coisa tá feia mesmo. Não por acaso diz a NAÇÃO que é o STF quem está em julgamento. Mensalão? Que mensalão depois do que disse o próprio Jefferson, a PRIVATARIA, a thurma da lama do Cachoeira…
    Não seria melhor o GURGEL e sua peça entre quatro paredes somadas ao seu GAVETEIRO ter mantido o parecer em termos técnicos? Comparem o palavreado com as REPORCAGENS da veja que virou espia. Depois contem aqui a conclusão. Pois é. E assim caminha a humanidade: correndo atrás do próprio rabo. Entre quatro paredes ou não!
    Parece que Gurgel entende de QUATRO PAREDES. O que ele não entende é de PEÇA no gênero FARSA e da QUARTA PAREDE fundamental para a boa encenação.
    Viva a blogosfera.

  7. Ocimar
    domingo, 5 de agosto de 2012 – 8:14 hs

    DESDE QUE SEJA PELA CONDENAÇÃO DESSES VAGABUNDOS,TUDO BEM.

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