Greve dos professores continua e não há perspectiva de acordo | Fábio Campana

Greve dos professores continua e não há perspectiva de acordo

Paralisação já dura 80 dias e sindicatos se recusam a firmar acordo com o governo.

Da Gazeta do Povo:

Em greve há 80 dias, os professores das universidades e dos institutos federais de ensino superior continuam sem perspectiva de volta às aulas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) recusaram-se a firmar acordo com o governo e mantêm a paralisação.

Na sexta-feira (3), a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. O fechamento do acordo significou o fim das negociações por parte do governo.

Com a aceitação da oferta governamental pelo Proifes, ficou mais evidente o racha na base sindical. Para a presidenta da Andes-SN, Marinalva Oliveira, o governo não foi coerente. “Para nossa indignação, entre quatro entidades, só uma manifestou ter aceitado, e o governo anunciou que as negociações estavam encerradas, de maneira unilateral, suspendeu qualquer tentativa de acordo”, afirmou.

O coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, também discorda da proposta apresentada e classificou de “intransigente” a atitude do governo ao encerrar as negociações. “O governo assinou o acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes. O governo ignora a categoria. Não estamos de acordo com essa postura”, disse Almeida.

Dados do Andes-SN e do Sinasefe indicam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico. No entanto, cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independentemente de acordo firmado. A expectativa da entidade é realizar assembleias na próxima semana, para decidir se os professores voltam ao trabalho.

Segundo a secretária adjunta de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós, ainda é cedo para falar em novas propostas, caso a greve continue. “Vamos monitorar os próximos dias muito atentamente. Qualquer avaliação é prematura agora, mas não queremos subestimar a situação”, disse Marcela.


5 comentários

  1. Vigilante do Portão
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 18:34 hs

    Corta o Ponto.
    Abre concurso e Começa a demitir grevistas que não voltarem ao trabalho.

  2. Juarez
    sábado, 4 de agosto de 2012 – 19:49 hs

    A EQUIPE DO GOVERNO DA DILMA É MUITO RUIM DE NEGOCIAÇÃO. NEM AJUDA AOS PRODUTORES DE FRANGO O GOVERNO CONSEGUE FAZER ALGUMA COISA. OS AGRICULTORES SÃO MAIS FORTES E CONSEGUEM. É UMA TRISTEZA VER MILHARES DE FRANGOS MORRENDO DE FOME!!

  3. Anônimo
    domingo, 5 de agosto de 2012 – 1:08 hs

    Pra que trabalhar, chova ou faça sol o salário está garantido no final do mês. A melhor coisa é trabalhar em uma empresa que não tem dono…………..

  4. Ocimar
    domingo, 5 de agosto de 2012 – 8:26 hs

    É SÓ ELES PARAREM DE VOTAR NESSA CORJA PETISTA QUE A COISA MELHORA COM CERTEZA.

  5. Parreiras Rodrigues
    domingo, 5 de agosto de 2012 – 8:50 hs

    Funciona assim:

    A rapaziada aplaude o petismo pelo arreganhamento de vagas e cotas, mas nem aí prá valorização do professor, prá melhoria da qualidade do ensino.

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