Toffoli votará no julgamento do mensalão | Fábio Campana

Toffoli votará no julgamento do mensalão

Do Noblat:

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal,  já comunicou à namorada, ex-advogada de um dos 38 mensaleiros, que participará do julgamento do mensalão, a ter início no próximo dia dois de agosto.

Ela não gostou da notícia. Acha que a decisão de Toffoli o desgastará – e a ela também.

Toffoli foi advogado de campanha de Lula em 2002. Depois assessor do ex-ministro José Dirceu na Casa Civil. Mais tarde Advogado Geral da União.

Não há na lei nada que o obrigue a se declarar impedido de votar no caso do mensalão. Declarar-se suspeito seria questão de foro íntimo.


12 comentários

  1. Anônimo
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 9:54 hs

    Qualquer porta de cadeia impugna o cara!

  2. Suzana
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 10:02 hs

    Toffoli é PT portanto é impossível esperar honestidade,ética e profissionalismo dele.
    Os Petistas não gostam que mostremos que eles não tem vergonha na cara, que são imorais e velhacos
    Taí o Toffoli provando que é pau mandado, vendido e que seu caráter é adaptado ao molde da Seita.
    Apesar da lei não o proibir, esperava-se uma conduta honrosa do um Ministro mas ele é PT portanto nada decente pode apresentar.
    TOFFOLI É DECEPÇÃO E VERGONHA PARA O BRASIL

  3. TROLL
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 10:30 hs

    Dá até para imaginar qual será o voto deste “piá pançudo”!
    Será o voto dos ungidos.

  4. O CURITIBANO
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 10:35 hs

    18/07/2012
    às 10:10 \ Direto ao Ponto
    O ministro Dias Toffoli precisa compreender que o caminho da desonra não tem volta

    A poucos segundos da hora da verdade, os amigos repetem que José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, ainda não decidiu se participará do julgamento do mensalão. A folha corrida do advogado recomenda aos berros que se declare impedido: quem passou quase 15 anos trabalhando para o PT, servindo a José Dirceu ou dando razão a Lula está desqualificado para julgar com isenção velhos companheiros. A agenda das últimas semanas grita que Dias Toffoli optou por afrontar os fatos e demitir a sensatez: a sequência de encontros com advogados de mensaleiros avisa que o mais jovem integrante do Supremo não vai cair fora do caso.

    Na tarde de 25 de junho, por exemplo, ele recebeu em seu gabinete o amigo José Luiz de Oliveira Lima, que há sete anos cuida da defesa de José Dirceu. O site do STF comunicou que, como nos demais encontros mantidos com doutores a serviço dos réus, os dois trocaram ideias sobre a AP 470, codinome em juridiquês do processo que começará a ser julgado em 2 de agosto. Se sobrou tempo, talvez tenham evocado episódios que os juntou na mesma trincheira.

    Em 2005, por exemplo, quando foi contratado para tentar evitar a cassação do mandato do deputado José Dirceu, o visitante contou com a ajuda de Toffoli, que acabara de deixar o empregão na Casa Civil em companhia do chefe despejado. No processo do mensalão, Oliveira Lima já atuou em parceria com a advogada Roberta Maria Rangel, então namorada do ministro com quem vive há quase um ano.

    “O ministro Dias Toffoli já julgou dois agravos regimentais nessa ação penal 470″, animou-se nesta segunda-feira Marcelo Leonardo, advogado do publicitário Marcos Valério. “Então, ele já se reconheceu habilitado a julgar”. O defensor do diretor-financeiro da quadrilha do mensalão teima em pleitear o impedimento do relator Joaquim Barbosa, mas nunca viu motivos para que Toffoli se afastasse. Faz sentido. O doutor quer um ministro fora por achar que condenará seu cliente. Quer outro dentro por ter certeza de que absolverá todo mundo.

    Tal convicção se ampara no passado recente. Paulista de Marília, diplomado em 1990 pela Faculdade do Largo de São Francisco, Toffoli sonhava com a vida de juiz de direito. Tentou o ingresso na magistratura nos concursos promovidos em 1994 e 1995, Duas reprovações consecutivas, ambas na primeira fase dos exames, aconselharam Toffoli a conformar-se com a carreira de advogado do PT, anabolizada pela ficha de inscrição no partido. Nem desconfiou que começara a percorrer uma curtíssima trilha que o levaria ao Supremo Tribunal Federal.

    Nos anos seguintes, foi consultor jurídico da CUT, assessor parlamentar do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência e, a partir de março de 2007, chefe da Advocacia Geral da União. Em outubro de 2009, Lula entendeu que deveria premiar com uma toga o aplicado companheiro que também chefiara a equipe jurídica do candidato nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006.

    Sem saber o suficiente para virar juiz de primeira instância, Toffoli tinha 42 anos quando se viu premiado com um cargo reservado pela Constituição a gente provida de “notável saber jurídico”. No País do Futebol, a torcida brasileira condenaria à morte na forca um treinador que ousasse transformar em titular da Seleção um jogador da categoria sub-20 reprovado em duas tentativas de subir para o time principal. No Brasil Maravilha, o presidente da República escalou um advogado para jogar no STF a favor do governo. Lula já deixou o Planalto, mas faz questão de ver seu pupilo em campo na final do campeonato que faz questão de ganhar.

    Sabe-se desde o Dia da Criação que, para ser justa, uma decisão não pode agredir os fatos. Sabe-se desde a inauguração do primeiro tribunal que toda sentença judicial deve amparar-se nos autos do processo. Não pode subordinar-se a vínculos partidários, laços afetivos ou dívidas de gratidão. Caso insista em viciar o julgamento mais importante da história do Brasil com o voto que endossará a institucionalização da impunidade, Toffoli será reduzido a uma prova ambulante da tentativa de aparelhar o Supremo empreendida durante a passagem do PT pelo coração do poder.

    Em princípio, o ministro ficará onde está mais 25 anos, até a aposentadoria compulsória em 2037. A Era Lula acabará bem antes. Se errar na encruzilhada, vai percorrer durante muito tempo, e sem padrinhos poderosos por perto, o caminho da desonra. É um caminho sem volta.

    Tags: José Antonio Dias Toffoli, julgamento, mensalão, PT, Supremo Tribunal Federal

  5. Pedro Rocha
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 11:44 hs

    Foro íntimo, em petista? – Tais brincado, não Noblat?

  6. HENRY
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 11:48 hs

    PIZZA A VISTA…

  7. SOLANGE LOPES
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 12:13 hs

    Voto certo a favor da quadrilha do PT.

  8. zangado
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 12:58 hs

    Fôro íntimo ? Onde fica ?

  9. Helena
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 14:07 hs

    Não existe mesmo lei que impeça que o ministro em foco, participe do julgamento, não existe, porque os mensaleiros são os mesmos que legislam em causa eles mesmos, mas existe a ÉTICA que deveria prevalecer em casos como estes, porém a ética já não é praticada há um longo tempo pelos políticos corruptos e politiqueiros…

  10. PEDREIRA
    quinta-feira, 19 de julho de 2012 – 14:26 hs

    Para se temer desonra, primeiramente é necessário ter honra.

  11. Deutsch
    sexta-feira, 20 de julho de 2012 – 0:06 hs

    É, não adinata mesmo, petista que é petista não tem vergonha na cara, não tem ética e nem moral. Faz-se qualquer coisa para proteger os integrantes da quadrilha.
    Lamentável!

  12. André Andretta
    sábado, 28 de julho de 2012 – 7:53 hs

    Até a namorada do sujeito, ex-advogada de um dos réus não gostou da notícia. Precisa dizer mais?

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