Governo estuda aumentar mistura de álcool na gasolina | Fábio Campana

Governo estuda aumentar mistura de álcool na gasolina

Medida depende da produção de etanol. ‘Se a produção melhorar, elevaremos para 25%’, afirmou o ministro.

Do G1, no Rio:

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo poderá aumentar o percentual do álcool anidro na gasolina de 20% para 25% assim que a produção nacional de etanol superar os patamares atuais.

“Reduzimos para 20% em razão da contintência do ano passado e estamos mantendo a 20%, mas a qualquer momento podemos voltar a 25%. Estamos examinando a possibilidade de aumentar para 25% na medida em que a produção justificar isso. Se a produção do etanol continuar nas condições em que está hoje vamos manter em 20%. Se a produção melhorar, elevaremos para 25% que é o nosso propósito”, afirmou o ministro, sem dar prazo.

O ministro, que participou da cerimônia de entrega do navio Sérgio Buarque de Holanda à Transpetro, no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), disse ainda que que somente haverá leilão em áreas do pré-sal após a aprovação da lei dos royalties.

Em outubro de 2011, o governo decidiu reduzir a mistura de álcool na gasolina de 25% para 20% por tempo indeterminado.

Na ocasião, Lobão afirmou que tratava-se de uma “medida de precaução” do governo contra o risco de desabastecimento de etanol no mercado brasileiro e o aumento do preço do produto para o consumidor. Devido à mistura, o aumento do preço do etanol também estava impactando no preço da gasolina.

Com a medida, a Petrobras passou a ter de importar mais gasolina do exterior para garantir o consumo nacional. A volta do patamar de 25% de álcool anidro beneficiaria a estatal, na medida em que a companhia passaria a ter de comprar menos combustível no exterior para abastecer o mercado doméstico.

A estatal vem defendendo uma maior paridade do preço do combustível em relação aos preços internacionais. No dia 22 de junho, a Petrobras anunciou um reajuste do preço dos combustíveis cobrados nas refinarias. O preço da gasolina aumentou 7,83%, e o do diesel, 3,94%. O Ministério da Fazenda, no entanto, anunciou, entretanto, a isenção da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), de forma a evitar a alta no preço final pago pelos consumidores nas bombas.


2 comentários

  1. antonio carlos
    segunda-feira, 9 de julho de 2012 – 20:17 hs

    Por que o Governo não retira também a Cide do álccol, assim ele teria preço competitivo em relação ao álcool. Eu uso gasolina porque é mais barata que o álccol, faria o contrário se fosse vantajoso. ACarlos

  2. Ocimar
    terça-feira, 10 de julho de 2012 – 12:23 hs

    SE DEPENDER DO CARECA BÊBADO,VÃO COLOCAR É 51.

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