Servidores da UFPR e da UTFPR entram em greve | Fábio Campana

Servidores da UFPR e da UTFPR entram em greve

Paralisação foi aprovada em assembleia nesta segunda-feira (11). Professores universitários estão parados desde maio deste ano.

Do G1 PR:

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) anunciaram que entraram em greve a nesta segunda-feira (11) . A decisão foi tomada em assembleia. A paralisação se soma a dos professores universitários, que suspenderam as atividades por tempo indeterminado em maio deste ano.

A pauta de reivindicações dos técnico-administrativos inclui piso salarial de três salários mínimos – atualmente é de 1,8 salário mínimo – e também reajuste linear de 22%. Além disso, os profissionais são contra a instalação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada no final de 2011 e que será responsável pela gestão dos hospitais universitários do país, e contra a Medida Provisória (MP) que altera a tabela salarial dos médicos e fixa um valor para o adicional de insalubridade.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do

Estado do Paraná (Sinditest), Carla Cobalchini, o último reajuste salarial da categoria, com impacto financeiro, foi em 2010 e foi uma consequência da mobilização de 2007. “Conseguimos um reajuste escalonado em três anos”, afirmou Cobalchini.

A paralisação vai afetar o atendimento no Hospital de Clínicas (HC), vinculado à UFPR. Segundo Cobalchini, inevitavelmente, todos os setores ficarão comprometidos. “Interfere desde a assistência até o atendimento acadêmico. Em um primeiro momento, haverá redução de cirurgias seletivas e na realização de exames. O leito cujo paciente tiver alta não será ocupado novamente”, explicou a presidente do Sinditest.

O sindicato informou que o HC foi notificado para se adequar a paralisação. Como determina a lei, 30% dos profissionais trabalharão normalmente. Nesta terça-feira (12), os médicos do HC vão parar por 24 horas, em protesto a MP que provoca mudanças na remuneração destes profissionais. Apenas o atendimento de urgência será mantido.

Em 2011, os técnico-administrativos também realizaram uma mobilização para reivindicar melhorias. A paralisação durou 113 dias.

A greve dos professores
A greve dos professores das universidades federais começou em 17 de maio, e atualmente professores de 51 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades em todo o país: 47 universidades (cerca de 80% do total) e quatro dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica estão parcial ou totalmente parados.

A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considera a greve injusta e diz que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo.


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