Proposta da Celepar é novamente rejeitada em assembleia | Fábio Campana

Proposta da Celepar é novamente rejeitada
em assembleia

Da Assessoria:

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (22), os trabalhadores da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) rejeitaram pela segunda vez a proposta da empresa e exigiram a prorrogação do Acordo Coletivo, garantia da data base de 1º de Maio e a retomada das negociações. “É uma demonstração clara de que os trabalhadores querem evitar a greve, os prejuízos decorrentes da paralisação para a sociedade e defendem a reabertura das negociações”, disse o advogado André Passos, assessor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (Sindpd-PR). Foram 325 votos contrários à proposta da Celepar e 232 favoráveis.

Logo após a assembleia, o Sindpd enviou um ofício à direção da Celepar para formalizar o resultado da votação dos trabalhadores, requerendo que até a próxima quarta-feira (27) a empresa se pronuncie e marque uma reunião de negociação. Caso a Celepar se negue a reabrir o processo, os trabalhadores também já autorizaram o sindicato a levar a negociação para Dissídio Coletivo. A entidade sindical ainda tem firme posição contrária a respeito das demissões imotivadas. “Os trabalhadores demonstraram profunda responsabilidade e respeito na defesa dos seus direitos, de sua condição de profissionais concursados, que não podem ser simplesmente demitidos pela vontade do empregador. Eles foram corajosos em enfrentar as pressões internas que têm ocorrido”, completou Passos.


5 comentários

  1. Jose Souza
    sexta-feira, 22 de junho de 2012 – 23:11 hs

    A atual diretoria da Celepar ao invés de investir nos funcionários, vai gastar mais de 38 milhões na contratação de empresas de software de fora para desenvolver sistemas de informação, algo que no governo passado sempre foi feito pelos funcionários da própria Celepar, usando software livre, o que ajudou o Paraná a economizar milhões na administração passada. Além disso, a empresa hoje está cheia de funcionários comissionados, cuja competência é duvidosa. Um exemplo é uma Coordenadora que hoje recebe mais de 5 mil reais e que em 2009 ficou apenas na 431a posição no concurso da Celepar para técnico assistente. Pela colocação nesse concurso, ela dificilmente seria chamada a trabalhar na empresa, mas a atual diretoria deu um jeitinho, e ao invés dela entrar com salário de técnico assistente, que é menos de 1500 reais, já entrou ganhando mais de 5 mil na função de coordenadora. Dessa forma, fica claro que muitos dos comissionados que hoje estão na folha de pagamento da Celepar não tem a competência necessária para trabalhar nessa empresa.

  2. Luiza
    sexta-feira, 22 de junho de 2012 – 23:38 hs

    Só faltou o André Contar que foi vaiado várias vezes durante a assembléia de hoje à tarde.

  3. Marina
    sábado, 23 de junho de 2012 – 17:23 hs

    Com certeza que ele foi vaido pelos gerentes, chefes e alguns funcionários que estavam do lado da empresa não sei se era por medo ou por causa das pressões dos últimos dias, e vc esqueceu de dizer que os gerentes e chefes foram obrigados a participarem da assembléia até assessor que não faz parte do corpo funcional estava lá.
    Parabéns André e sindicato.
    A vaia e o desrespeito mostraram uma postura de moleques e vc esqueceu de dizer que os trabalhadores estavam do lado dele que é um brilhante advogado, tanto é que rejeitamos a proposta da empresa.
    FORAM 325 trabalhadores e entre os 230 não esqueça que eram chefes e gerentes.

  4. Ricardo
    sábado, 23 de junho de 2012 – 22:58 hs

    Existe até ex-jogador de futebol, fraco ex-comentarista e que hoje figura de assessor da celepar. Alceu Caxias, que se intitula assessor para assuntos da Fundação Celepar, função que sequer existe pois a Fundação é dos funcionários da Celepar! Vergonha!

  5. Juliana
    segunda-feira, 25 de junho de 2012 – 2:50 hs

    Foi mais um ato de coragem desses funcionários que apesar da intimidação feita pelos gerentes, chefias deram um não bem grande contra a proposta fajuta da empresa.
    E os puxa sacos que fingem que estão enganados mais no fundo é o comodismo ou medo de enfrentar estes gerentes truculentos, que incitaram a baderna na Assembléia vaiando e gritando não deixando o advogado do Sindicato falar, tremenda falta de respeito e educação.
    Belo exemplo senhores baderneiros.

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