Perillo pode forçar depoimento de governadores | Fábio Campana

Perillo pode forçar depoimento de governadores

Do Claudio Humberto:

Diante de forte operação para blindar governadores na CPI mista do Cachoeira, o grupo de “independentes” decidiu pressionar pela convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB): afinal, ele se colocou à disposição da comissão. O comparecimento de Perillo serviria como “detonador” para o comparecimento de Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e de Agnelo Queiroz (PT), do DF.

Preferencial

O grupo já conseguiu assinatura de quinze membros da CPI pedindo preferência para a votação do requerimento que convoca Perillo.

Iniciativa tucana

O documento para levar Marconi Perillo à CPI foi apresentado pelo próprio PSDB, após o governador garantir que não tem nada a temer.


5 comentários

  1. PEDRÃO
    sexta-feira, 25 de maio de 2012 – 14:34 hs

    É isso aí PSDB, mostra para essa petezada que quem não deve não teme. Aposto até que a petezada vai votar contra o requerimento de convocação do Governador Pirilo, pode ter certeza que vão arrumar alguma justificativa para isso.

  2. Ernetso
    sexta-feira, 25 de maio de 2012 – 16:32 hs

    PSDB já pensa em encerrar a CPI
    O PSDB fez um balanço dos primeiros trabalhos da CPI criada para investigar os elos do bicheiro Carlinhos Cachoeira e chegou à conclusão de que, até agora, o partido é o maior prejudicado. E para proteger o governador de Goiás, Marconi Perillo, os tucanos vão abrir mão da investigação. Em vez de trabalhar para aprovar requerimentos de convocações de integrantes e de envolvidos com a quadrilha de Cachoeira, os correligionários de Perillo apostam no aprofundamento de dados do inquérito, dando ênfase ao envolvimento da Delta Construções em âmbito nacional e na influência do bicheiro em órgãos do governo federal.

    Na manhã de ontem, 11 tucanos – quatro senadores e sete deputados – se encontraram às 7h30 no cafezinho do Senado para combinar estratégia de condução do depoimento de comparsas de Cachoeira na CPI e de participação na sessão administrativa de votação de requerimentos para evitar a convocação de Perillo. A conversa secreta foi municiada por um envelope repleto de documentos elaborados pela assessoria parlamentar da Câmara com informações que pudessem ampliar para o plano nacional as questões direcionadas aos comparsas de Cachoeira que atuavam em Goiás.

    No encontro, os parlamentares chegaram a um consenso de que os depoimentos de integrantes da quadrilha tendem a fragilizar mais a situação de Perillo do que de outros envolvidos. Citaram o exemplo do ex-vereador Wladimir Garcez. Apesar de o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia ter sido flagrado fazendo lobby para empresas farmacêuticas de Cachoeira, é a história do suposto pagamento da casa do governador com cheques da Delta, informação dada por Garcez, que prevalece no noticiário

    Ao Jornal Correio Braziliense, um dos parlamentares que participou da reunião de ontem afirmou que o objetivo do partido agora é “começar a fechar o cerco pelos depoimentos”. Se for para aprovar requerimento de depoente que possa provocar mais problemas a Perillo, os tucanos não têm interesse. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), um dos que madrugaram ontem no Senado para a reunião, contou que os tucanos se encontraram para combinar perguntas para o depoimento do ex-vereador, do araponga Idalberto Matias, o Dadá, e Jairo Martins.

  3. marcelo
    sexta-feira, 25 de maio de 2012 – 16:53 hs

    Nem Agnelo Queiroz, muito menos Sérgio Cabral, tiveram 237 conversa gravadas pela Polícia Federal com Cachoeira.

  4. marcelo
    sexta-feira, 25 de maio de 2012 – 16:57 hs

    conversas

  5. josé
    sexta-feira, 25 de maio de 2012 – 23:36 hs

    Bingo! Caminho do dinheiro do ‘Deltaduto’ já leva a Perillo, Demóstenes e Sandes Júnior.
    A presença destes políticos na rota do dinheiro já era previsível. Surpresa é o que faz na lista de pagamentos de uma empresa tida como fantasma e ligada ao esquema de Cachoeira, o escritório Morais Castilho e Brindeiro, do ex-procurador geral da República no governo FHC, Geraldo Brindeiro.

    Isso é apenas uma pequena amostra do que vem por aí. Mas já explica o desespero dos tucanos quando tentaram pautar a CPI para não seguir esse caminho do dinheiro sujo, e desviar a atenção para outras bandas, antes da hora. É coisa de “171” para afastar as investigações da “cena do crime”.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*