Paraná terá grupo de trabalho para orientar seguranças de boates | Fábio Campana

Paraná terá grupo de trabalho para orientar seguranças de boates

Jovem de 18 anos teve a perna amputada após incidente com seguranças. Grupo também vai estudar a elaboração de um projeto de lei para o setor.

Audiência pública contou com representantes dos vigilantes, dos proprietários de bares e da OAB (Foto: Divulgação/ Sandro Nascimento)

Do G1 PR:

O resultado da audiência pública realizada nesta terça-feira (15) na Assembleia Legislativa do Paraná sobre a atuação dos profissionais da segurança privada em bares e casas noturna foi a constituição de um grupo de trabalho para orientar a atuações destes trabalhadores. Além disso foi levantada a possibilidade de se estudar a elaboração de um possível projeto de lei para regulamentar a contratação de seguranças.

A temática ganhou uma dimensão ainda maior com o caso de um estudante de 18 anos que teve que amputar a perna no sábado (12), após um incidente em uma casa noturna de Curitiba. O rapaz consumiu R$ 60, entretanto, tinha apenas R$ 40 para pagar a conta. O advogado do garoto, Samuel Ricardo Rangel Silveira, alega que o jovem foi agredido por seguranças. O representante do estabelecimento nega a agressão e diz que o jovem cometeu um crime ao tentar sair do bar sem pagar. Nesta terça-feira, o universitário recebeu alta do hospital.

No debate público, participaram integrantes da Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania da Casa, da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar), da Federação dos Vigilantes do Estado do Paraná, da Ordem dos Advogados do Brasil – PR (OAB-PR) e proprietários de casas noturnas e similares.

Os deputados se comprometeram também a pedir para a Polícia Federal (PF) que intensifique a fiscalização das empresas e profissionais que hoje prestam os serviços de segurança. A Abraba informou que organiza um curso de capacitação na área. Para isso, a instituição contratou instrutor formado pela polícia de Israel e pela estadunidense SWAT, especializado em processos de segurança em bares e casas noturnas.

Vigilantes de casas noturnas devem passar por curso de qualificação
A legislação brasileira determina que os profissionais que atuam na vigilância privada de casas noturnas passem por uma escola de formação de vigilante autorizada pela Polícia Federal. Em média, os cursos duram 160 horas. É obrigatório ainda o curso de reciclagem, de 32 horas, a cada dois anos. O curso prepara o segurança para abordar as pessoas, oferta aulas de defesa pessoal, treinamento de tiro e combate a incêndio, por exemplo. Todo este preparo também é válido para aqueles que atuam na porta dos estabelecimentos controlando a entrega das comandas.

As empresas devem contratar esses profissionais por meio de uma empresa especializada, ou seja, o serviço deve ser terceirizado. A contratação direta só é permitida quando o estabelecimento adquire, junto à Polícia Federal, a denominação de empresa orgânica de segurança. Para conseguir esta denominação, a empresa deve comprovar a necessidade contratar um segurança.

Foto: Audiência pública contou com representantes dos vigilantes, dos proprietários de bares e da OAB (Foto: Divulgação/ Sandro Nascimento)


7 comentários

  1. Viezzer
    terça-feira, 15 de maio de 2012 – 21:30 hs

    Eu já trabalhei como Segurança de Boate…E nunca agredi ninguém…Mas soube de muitos fatos lamentáveis de colegas meus…É preciso mesmo ter mais fiscalização sobre isso…O cliente enche a cara e começa a ofender todo mundo, quem não tem sangue frio acaba fazendo bobagem…

  2. terça-feira, 15 de maio de 2012 – 21:39 hs

    Seguranças de boates, deveriam ser todos fichados na polícia e fazerem cursos de boas maneiras, para apreenderem a respeitar as pessoas como exigência curricular e não só o de artes marciais, agem sem respeitar os direitos dos consumidores, você não pode reclamar, seus direitos, que não são respeitados, batem nas pessoas, abusam da violência, com a certeza da impunidade. Não vamos entrar no mérito de quem teve ou não razão, mas a vida e a segurança física dos consumidores tem de ser garantida pelos proprietário e seguranças desta casas noturnas, e não ser ameaçadas por estes. Aqueles que por razões diversas exageram na bebida, deveriam cuidados e ficar sob responsabilidade dos proprietários das casas noturnas e bares, dando amparo a segurança do cliente até ele se restabelecer, e não serem postos como cachorros para fora, colocando o bebado e o resto da população em risco e o dono da boate ou do bar, ficando com o lucro, passando o prejuízo para o resto da população, que se quer frequenta estes locais, Temos de criar uma lei, que responsabilize os proprietários de bares e casas noturnas, pela integridade física dos seus frequentadores, quando estes excederem no consumo de alcool, evitando com isso prejuízos e acidentes que ceifam vidas no trânsito, Com essa lei os donos destes estabelecimentos teriam mais cuidados com os excessos e exageros praticados pelos seus clientes, evitando que eles fiquem de porre e saiam matando gente pela cidade nas madrugadas.Proibir a venda de bebidas para quem já se excedeu ou q já está de porre, criar uma sala vips para os clientes que excederam possam recuperasse da bebedeira antes de sairem da boate, bar ou casa noturna.

  3. Denilson Pawowski
    terça-feira, 15 de maio de 2012 – 22:46 hs

    O bico de policiais é pratica costumeira em todas as casas noturnas somente o comando da PM que não esta enxergando.
    Como cobrar que não façam com o salario que recebem , entre a cruz e a espada.

  4. GARGAMEL
    quarta-feira, 16 de maio de 2012 – 8:31 hs

    Já imaginaram, se os contribuintes que não pagassem seus impostos fossem tratados da mesma maneira. No cacete!

    No caso em específico, faltou bom senso. Botasse o menino pra lavar pratos.

  5. silvana
    quarta-feira, 16 de maio de 2012 – 11:33 hs

    Não sei que projeto os deputados vão fazer se cabe a policia federal monitorar a vigilância… Uma escola de segurança tida como exemplo no Parana CPS curso de Profissionais de Segurança com sede em frente ao terminal do Boqueirão foi denunciada várias vezes por irregularidades na formação e até agora nada. Um exemplo não pode exceder a 45 alunos em sala de aula … tem dia que tem 60 ou mais … Aula de abordagem so teórica com video… aí fica esse resultado na formação péssima qualidade de prestação de serviço.

  6. Alberto
    quarta-feira, 16 de maio de 2012 – 14:01 hs

    Eu fico imaginando aqui o que pensa um cidadão que escreve sobre os ‘bêbados’ em bares. Ora! De que vive uma casa noturna? Não é de vender bebidas? O cidadão que está alcoolizado normalmente foi o que mais lucro deu ao proprietário. Aí vem o segurança e se ofende com o bêbado? Ou melhor, ofende-se com o MELHOR cliente do bar Eu acho isso engraçado e paradoxal!

  7. Fátima Souza
    quarta-feira, 16 de maio de 2012 – 16:44 hs

    Acho totalmente errado o que fizeram, nada justifica, agredirem desse jeito o garoto.
    Se o rapaz estava errado, chamassem a polícia, os pais dele, que eu saiba todos temos pais, agora agredir, por favor.
    Estamos fartos de tanta violência, tudo hoje em dia querem resolver na porrada, na faca, na bala.
    Que valores são esses.
    Outra coisa, uma bar tem condições de contratar bons profissionais, fazer uma boa seleção, estes individuos tem de fazer cursos e mais cursos para aprenderem a lidar com pessoas (seres humanos, gente), será que eles tratam os familiares deles desse jeito?
    Nada, Nada mesmo justifica tamanha violência, raiva.
    Quem esta em um bar, uma casa noturna tem de ser cuidado e não maltratado.
    Se ele realmente tentou sair sem pagar, tem de pagar por seu erro, todos nossos atos tem uma consequência,porém, não apanhando de uns bruta montes.

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