O que Dilma fez com o Código Florestal, por Miriam Leitão | Fábio Campana

O que Dilma fez com o Código Florestal, por Miriam Leitão

Da Miriam Leitão, O Globo:

Toda a discussão do Código Florestal mostrou uma fratura no sistema de representação política do Brasil.

A bancada ruralista defendeu pontos que são inaceitáveis pelo momento em que o mundo vive, são contraditórios com o que pensa a maioria da sociedade e não refletem a prática de parte importante do agronegócio.

Há um lado moderno e dinâmico do setor que pelo silêncio se deixou representar por defensores de teses obsoletas.

A lei vai ser sancionada toda fraturada. O governo pegou a lei aprovada na Câmara, vetou 12 dispositivos e mudou, fez ajustes ou acrescentou outros 32.

— Na segunda-feira, o Código atual não estará em vigor, haverá uma lei sancionada com buracos e uma MP tentando preencher esses buracos — resume Tasso Azevedo, que foi diretor do Serviço Florestal Brasileiro.

A tramitação será difícil porque é uma MP que tenta consertar uma lei com vetos. Se a MP cair, ficará um monstrengo cheio de falhas em vigor.

O governo diz que não há anistia, mas as multas estão suspensas. Diz que se o proprietário não fizer o Cadastro Ambiental Rural e o Plano de Recuperação Ambiental em cinco anos não terá direito a financiamento. Mas o prazo era um ano.

Os vetos melhoram o que foi aprovado na Câmara, mas não organizam a confusão nem atualizam o debate no país.

Houve, durante todo o processo, uma fratura do governo com ele mesmo.

No início da tramitação no Congresso, o governo não quis ver a dimensão do que estava sendo decidido. Omitiu-se. Um deputado da base, hoje ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, comandou de forma equivocada a discussão.

Era para encontrar um caminho equilibrado. Ouviu apenas o pior de um dos lados. E defendeu sua proposta com argumentos de deplorável xenofobia.

Já o governo ficou na estranha situação de perder de sua própria base nas etapas seguintes. Até chegar na posição de vetar partes do Código aprovado com muitos votos governistas.


21 comentários

  1. CAÇADOR DE PETISTAS
    domingo, 27 de maio de 2012 – 15:44 hs

    Eelgeram esta incompetente a pedido do CHEFE DO MENSALÃO DO PT, PROTETOR DE CARLINHOS CACHOEIRA E DEMAIS MALACOS PETISTAS AGORA, COLHAM OS FRUTOS DESTA DESGRAÇA POR MAIS 3 ANOS.

  2. Palpiteiro
    domingo, 27 de maio de 2012 – 16:27 hs

    Isso tudo é um besteirol. Os ecochatos e outros pentelhos querem levar o Brasil de volta à idade da pedra lascada. Aquecimento global: nem o inventor desta impostura acredita mais. Interessa apenas a ongueitos e oscipeiros que ganham milhòes de programas públicos.

  3. Ricardo
    domingo, 27 de maio de 2012 – 17:53 hs

    Mais uma vez temos esta senhora, que é economista, a falar sobre coisas que não entende, sendo mais uma ambientalista da Globo, e seus entendidos em praia.

    Se o Congresso, na sua maioria, quis o Código desta forma, há que se respeitar a vontade da maioria, ou então esta senhora quer que se estabeleça uma ditadura da minoria? Que aprenda a perder!

    Se ao menos a Dra. Leitão entendesse alguma coisa de produção rural, digamos, de suinocultura, por exemplo…Mas não passa de mais uma ambientalista da Barra da Tijuca, brô! CALABOCA, LEITÃO!!!

  4. Peter Bad Hazar Thess
    domingo, 27 de maio de 2012 – 18:34 hs

    Disse-o bem Miriam Leitão.
    Xenófobos – dai, tapados e caolhos os que investem conttra Ongs internacionais que clamam contra o desmatamento, a bandeira do agronegócio, defendida pela chantagem escondida atrás da figura do agricultor que sofre para botar comida na mesa do povo.
    Em se dizendo adeus às matas ciliares, as de proteção dos morros, digamos adeus às águas, à vida e protejamo-nos das pragas que nos serão rogadas pelos nossos pósteros.
    E louvados continuem os chamados rasgadores de novas fronteiras agrícolas, os pilotos de motosserras e os agrônomos travestidos de marqueteiros da indústria do agrotóxico.
    Melhor devastar, recuperar área degradada demora muito e é muito prá cabeça de rurícolas e governos imediatistas.

  5. Deutsch
    domingo, 27 de maio de 2012 – 18:49 hs

    O que dizer de um sistema político ineficiente, corrupto e desonesto, onde nem a presidente se salva?

  6. miguel
    domingo, 27 de maio de 2012 – 21:58 hs

    Lamentavel, imagine se o país respeitasse o tratado de tordesilhas seriamos neste seculo um terço do que somos.
    imagine tambem se não tivessemos desbravado o territorio nacional em busca de terras agriculturaveis como alimentariamos a população do mundo como estamos fazendo.
    imagine se fossemos no papo de quem não quis não teriamos a energia de itaipu, serra da mesa e tantas outras. Para realiza-las tivemos que ouvir milhoes de vezes que o clima seria afetado, tambem se não fosse o peito do Pres. Lula o nordeste semi árido jamais seria irrigado, até um padre se meteu na história, este esqueceu da fome e sede do povo numa tragédia que já dura 500 anos e até D.Pedro II se dispôs a doar as jóias da coroa para tentar resolver o problema. Na realidade precisamos acordar e olhar os dois lados procurando soluções técnicas e não apçaixonadas.

  7. sergio silvestre
    domingo, 27 de maio de 2012 – 22:18 hs

    Bom a mirian leitão não é nenhuma criatura extraordinária das florestas,ou talvez entre naiades e duendes,deve ser a bruxa má.
    Não entendo porque uma pessoa que só fala em economia,acha tudo errado neste governo.

  8. cesar
    domingo, 27 de maio de 2012 – 23:09 hs

    Muito bem. Esta é a verdade. O Aldo e um monte de seguidores, só o que sabiam fazer era comparar o Brasil Com a Europa.
    Total Falta de Conhecimento. Enganação para cima dos Nossos Heroicos Pequenos Agricultores.
    aldo dizia que teve Audiência Pública, onde???
    Como disse Miriam Leitão, “Ouviu apenas o pior de um dos lados. E defendeu sua proposta com argumentos de deplorável xenofobia.” Participei de uma dessas audiências, o poder do agronegôcio lotou onibus, lotou auditórios com pequenos agricultores, que só puderam ouvir discursos, sem poderem se manifestar. Qualquer um que fosse contrario, não podia nem abrir a boca. Só espero que amanhã não seja tarde demais.
    5 metros não protege rio, não protege nossas águas, não protege a agricultura, não protege o Agricultor. Que Deus Nos Protega.

  9. Kacetada
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 4:39 hs

    Anistiar quem crime ambiental cometeu, pela mudança da lei com efeito retroativo, é a mesma coisa que dizer que daqui pra frente roubar não é mais crime e o que se fez lá atrás, está alforriado. Vetasse tudo Dilma. Perdeu a chance de demonstrar que temos um estadista à frente da nação. Por isso, votei Marina.

  10. joao
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 8:39 hs

    Como as pessoas dão credibilidade a Mírian leitão, não devemos ficar sonhando com o país das maravilhas e achar que o código seria a solução dos problemas ambientais. A atualização era premente, e o grande latifúndio queriam tirar partido disto. O lobby está institucionalizado e não é de graça.

  11. VLemainski -Cascavel-PR
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 9:41 hs

    Cagam todo o dia no Tietê e querem meter o bico em código florestal… Pimenta nos olhos dos outros é refresco?
    Por pior que seja, pelo menos, agora temos um código…

  12. Capitão do mato
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 9:55 hs

    Nunca na história deste meu Pais, vi tanta gente falando sobre o que não entende. Dando palpite sem fundamento. Tá na hora de parar de chamar agricultor de coitado que “sofre para alimentar a nação”, quanta baboseira. Não tem coitadinho nessa peleia.

  13. Peter Bad Hazar Thess
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 10:12 hs

    A usina de Itaipu provocou o alagamento de extensa área das terras mais férteis do mundo.
    Expulsou milhares de famílias, sepultando povoados, cemitérios e as impressionantes 7 Quedas de Guaira – que eram mais de 40.
    Valeu pelo título de A maior do mundo, perseguido pelo governo militar, dado a obras faraônicas e a estupidez, como o complexo de Angra, uma grande negociata entre Geisel e a Alemanha para adquirir a sucata da Westhinghouse.
    A quantidade de kwa produzida por Itaipu, nunca justifica os gastos em sua construção e muito menos os prejuízos sociais e ambientais.

  14. NHO XICU
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 12:37 hs

    sinhô Peter Bad Hazar Thess to vendu qui o sinhô intente tantu de agricurtura..e prantiu e criação…qui o sinhô deveria morá na minha caza qui é feita de lasca di parmito e di chao patidu. acordá num raiá do sor…buscá agua no barde pra da di bebe prus animar e despois trabaia na lida…vem pra cá homi..to pricisando di ajuda!!! sai dai desse luga doido qui é a cidadi…ai osceis tem energia…toma banhu quenti…tem tv…pc..interneti…vem pra cá cé é dos nossus…mas pra cê dus nossu pricisa mora aqui i faze u qui nois faiz. vennnnnnnnnnhaaaaaaaa!!!

  15. José Andrade
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 12:47 hs

    O pessoal do agronegócio não entendem nada de natureza.

    Eles, mais a Monsanto, querem arar a terra até na beiras dos rios, aí o rio seca, aí não vai mais chover, aí o povo morre.

    Aí eles vão vender pra quem a soja envenenada?

  16. NHO XICU
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 12:53 hs

    ué…ma esa tar di miria leitoa num é aquela du jornar…qui qui esa dona intendi di agricurtura? ah…ja sei..num sô burru…ela deve representá as tar di ongis…ta ispricado!!!

  17. João
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 13:28 hs

    Nada!!!!!!!

  18. cesar, da barraquinha - ivaipo
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 14:03 hs

    NHO XICU!!!! Tu é “caipirra”, mas num é “buro”. Omi, cuidá da natureza, é cuidá da vida, é te peixe pa pegá, é te passarinho cantando no pé de laranjeira. É i no rio e ver a água cristalinha, é ter a certeza que água não vai faltar, i óia que nus urtimos anos ela já fartou pur dimais da conta. Seco rio, seco nascente, seco até poço arteziano. Morreu o mio, morreu a soja, e até frango de granja pur farta de água, omi.
    Sou caipira, mas meu pai sobe cuidar do rio e da nascente de agua boa.
    sei que o veio código tinha pur dimais besteira, omi.
    mas pelo Amor de Deus, cuida e protege os rios é dever de todos, matutos, caipiras, executivos, industrial, professor, aluno.
    Omi, é uma burrada não protege pelos menos 30 metros de cada lado do rio e das nascentes. Omi, espero que esta besteira de 5 – 15 metros, os omis não aprovem, e muito menos nois que somos da Roça, com muito Orgulho. Se eles aprovarem, nois vamos fazer o que é certo.

  19. las
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 18:44 hs

    gostei mesmo, a Dilma fez os fortes do agronegocio baixa o topete, onde ja se viu anistiar multas, so dos grandese e os pequenos?

  20. LEAD
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 20:32 hs

    Conseguiram criar a Lei Frankstein!

  21. Peter Bad Hazar Thess
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 20:58 hs

    Nho Xicu – Hoje, ninguém se chama Nho Xicu e nem escreve ou fala dessa maneira no campo.
    Nos sítios, chácaras e fazendas, hoje os seus moradores se chamam Roberto, Alexandre, Paola, Madeleine, Gabriel, Tatiana. E lá, todos tem o seu celular, muitos um note-book, e aos sábados nada de bailes debaixo de lonas de encerado. Cada povoado tem o seu clube, onde rola de Beatles a Banda Mais Bonita da Cidade, de Xitão e Irmão a Teló, Fafá, Ivete e Preta Gil. Da rodovia dá prá gente ver as antenas parabólicas. E o menino que foi prá faculdade de Agronomia, chegando em casa e falando pro pai da importância da mata ciliar e o pai lhe mostrando o biodigestor que transforma o esterco da porcada em energia prá ligar a tevê, a geladeira, e iluminar a casa inteira. Cê deve estar num cafundó bem brabo, hein?

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