Juiz se recusa a dar sentenças e deixa 170 processos parados | Fábio Campana

Juiz se recusa a dar sentenças e deixa 170 processos parados

O juiz Bento de Azambuja Moreira se recusa a dar sentenças e deixa 170 processos parados no Paraná. Magistrado da Justiça do Trabalho diz que não tem assistente de gabinete. Corregedoria o advertiu e deu quatro meses para que ele resolva os casos.

Do G1 PR com informações da RPC TV Foz do Iguaçu:

Cerca de 170 processos judiciais estão parados em uma das varas do Trabalho em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, porque o juiz se recusa a dar a sentença. Em um ofício enviado por ele ao Tribunal Regional do Trabalho, o magistrado afirma que está sem assistente de gabinete desde agosto de 2011 e que o funcionário designado para o cargo não tem experiência.

No mesmo documento, ele encaminhou os processos para serem decididos pelo TRT. Em alguns casos, pessoas estão esperando há quase dois anos pela decisão.

A corregedoria do TRT advertiu o juiz pela reclamação junto ao Tribunal. Os processos também retornaram à vara de responsabilidade do juiz. Ele recebeu prazo até o começo de junho para que 35 casos sejam resolvidos. O magistrado deverá, ainda, resolver todos os outros processos em até quatro meses, sem atrasar a entrada de novos casos.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Foz do Iguaçu, quer que o juiz seja transferido para outra cidade. “A Ordem, em razão da continuação desses fatos, que já é insustentável, pretende, mais uma vez, pedir a remoção do magistrado”, afirma o presidente da OAB em Foz, Gilder Neres.

O juiz é o mesmo que suspendeu uma audiência em Cascavel, também no oeste do Paraná, porque um agricultor estava de chinelos. Já em Foz, ele cancelou outra audiência porque um pedreiro estava de bermudas.


11 comentários

  1. Doido
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 10:18 hs

    Se vira dotô!!!

  2. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 10:32 hs

    A JT é o único ramo do judiciário em que as corregedorias puxam as orelhas dos seus juízes de modo efetivo, sem pena, nem dó, e sem arranjar as desculpas esfarrapadas de sempre. Quem ganha mais de 20 mil reais por mês do erário tem que esfolar os joelhos e esfregar o chão.

  3. Jorge
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 10:33 hs

    Tem que aposentar esse indivíduo de uma vez e assim abrir espaço para pessoas que querem trabalhar. Digo aposentar porque desta teta ninguém abre mão. Ele não é o único, tenho um processo desde 2006 na vara cível e leva um ano para darem um oi e depois mais um ano para darem outro oi no processo. Vou morrer e não vou ver o fim disso, vai ficar para meus netos resolverem.

  4. Parnanguara sabido
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 11:16 hs

    Morro e não vejo tudo

  5. Pedro Rocha
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 11:57 hs

    Juiz no Brasil se considera deus! – Pouquíssimos, após receberem a toga, mantêm a ponta do dedinho mínimo apoiada sobre a terra! A maioria levita!
    E ainda são contra o CNJ!

  6. Zangado
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 12:39 hs

    Houve um tempo em que só burro empacava …

  7. PAULO
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 12:49 hs

    PIOR QUE ISSO ..E O POVO QUE FICA ESPERANDO A BOA VONTADE DESSES PROFISSIONAIS….TENHO UM PROCESSO DESDE 2004 ATE HOJE AGUARDANDO ..ISSO SEM CONTAR AS MILHARES .DE PESSOAS QUE DEPENDEM DE UMA SIMPLES SENTECA…

  8. Paty
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 14:30 hs

    QUE DIFERENÇA VAI FAZER SE A JUSTIÇA DESSE PAÍS É UMA COMÉDIA.

  9. jacaré
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 16:01 hs

    É…..
    Não dá para acreditar.
    O MM. está assoberbado de trabalho.
    Que injustiça.
    Nos bons tempos o saudoso Edumar Pires (grande professor)
    era Juiz de Comarca de entrancia intermediária (atendia 8 municípios), não tinha computador, não tinha internet para poder recortar e colar as jurisprudências, e NÃO TINHA NINGUEM PARA LHE AUXILIAR, e os processos de todas as áreas (Civel, Crime, Eleitoral) corriam com naturalidade.
    E diga-se de passagem MUITO BEM JULGADOS.
    E à noite ainda era professor.
    E dos melhores que já pisaram na magistratura paranense.
    Se o MM ler este meu comentário, que tenham um pouco de respeito aos pobres coitados que necessitam desesperadamente de suas sentenças e trabalhe assim como trabalham milhões de brasileiros em condições muito mais precárias e com salários (não dá nem para comparar) míseros.
    Que funcione a chibata da corregedoria

  10. antonio carlos
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 18:18 hs

    Mas este juiz não está sozinho não, tenho um processo rolando contra a União que até que ia andando bem. Ai um juiz do tipo deste resolveu que eu posso esperar pelo que é por direito. É que o que eu vou ganhar é o que ele ganha por semana. Depois os nossos nobres togados, do alto das suas arrogâncias não entendem porque a choldra não põe fé neles. ACarlos

  11. Salário
    quinta-feira, 24 de maio de 2012 – 21:08 hs

    Fazer o homem trabalhar é simples: não trabalha, não recebe salário

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