Para Cassiana Lacerda, centenário da UFPR é incipiente e provinciano | Fábio Campana

Para Cassiana Lacerda, centenário da UFPR é incipiente e provinciano

Do Aroldo Murá:

As palavras da professora Cassiana Lacerda (foto), a propósito das inexpressivas comemorações dos 100 anos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), não poderiam ser mais incisivas e cheias de autoridade:” Acho tudo incipiente e provinciano. Estou com o Coelho (Manoel Isidro), professor da UFPR, profissional brilhante. O relógio parou e é preciso ficar atento para que não retroceda”.

Para Cassiana ainda, Maria Elisa Ferraz de Carvalho, membro da Comissão dos 100 Anos da UFPR, “fala como alguém de fora”. Rigorosa, Cassiana vai à raízes francesas do que seja comemorar, citando um “monstro” da historiografia, Nora: “Nessa linha, deve-se transformar uma idéia em símbolo e não num passeio nostálgico.”

TRABALHOS BENEMÉRITOS

“Aroldo, Li sua coluna. Naturalmente a Maria Elisa fala como alguém “de fora”. Cursou a UFPR e faz trabalhos beneméritos elogiáveis no HC. Desconhece o cotidiano cruel de professores, alunos, fortuna crítica dos cursos. Ser professor, viver a universidade como sua casa nos leva a uma triste constatação: a rotina leva à ruína.

Sobre a participação do GRPCOM é importante, mas o mesmo participa de todos os eventos ligados ao Paraná, dentro de limites do rememorar.”

IDEIA EM SÍMBOLO

E assinala Cassiana: “Ademais boas campanhas devem ser financiadas, para traduzirem uma proposta da instituição. Quando falo em comemorar, uso o termo na acepção de Pierre Nora, um monstro sagrado da historiografia francesa, autor de “Le lieux de La mémoire”. Nessa linha, deve-se transformar uma idéia em símbolo e não num passeio nostálgico. Na França, onde comemorações são levadas a sério, existe uma política para este fim, isto é, para as Comemorações Nacionais.”

CLIMA DE ALDEIA

E prossegue a professora emérita da UFPR: “Se a UFPR ficar no clima de aldeia nunca reproduzirá um trabalho do tempo tornando-a um símbolo do patrimônio do saber, não apenas local, mas nacional e, certamente, internacional, pois temos linhas de pesquisa que ultrapassam os limites da província. Mas, confesso não ter qualquer esperança pois uma comemoração desse porte exigiria o início de atividades há pelo menos 3 anos. Apresentar projetos junto à Lei de Incentivo (até a Betânia consegue aprovar R$1.500.000,00), buscar patrocínio, convite a nomes internacionais e nacionais. De preferência arrecadar mais do que uma contora popular.”

CONCORDA COM COELHO


11 comentários

  1. cansada
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 11:11 hs

    AIAIAIAIAIAI, por que não usar uma linguagem normal, menos $ifrada…o que essa academica quis dizer???????????

  2. Suely Walter
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 12:28 hs

    Confesso que tbém não entendi nada …
    Ela é contra, a favor ou muito pelo contrário?????????

  3. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 12:32 hs

    Ora, esta terra é incipiente e provinciana. Nunca se libertou do complexo de inferioridade crônico face os vizinhos, que se emanciparam muito antes. Basta ver as lideranças daqui: as mesmas há quarenta anos em quase todos os setores da vida pública. Terra salgada.

  4. salete cesconeto de arruda
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 13:36 hs

    Tudo tão curitibano…
    Saudades do Gilda, da mulher peidorreira, do Dalton que se fecha com seus fantasmas…
    Saudades dos estudantes que levantavam a POERIA DA CIDADE na luta contra a ditadura e em busca das diretas…
    Melhor estar em Nova York e conferir como se governa na base do terror.
    SALVE A LIBERDADE ARMADA DOS AMERICANOS!
    Ironicamente falando é claro!
    Dia legal no Central Park.

  5. Anônimo
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 13:42 hs

    Poderá ser um passeio nostálgico em clima de aldeia, provincianismo e blábláblá, o que importa é não passar batido o centenário da UFPR

  6. CURUTIBANO ROXO
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 13:49 hs

    Poderá ser um passeio nostálgico em clima de aldeia, provincianismo e……. blábláblá.
    O que importa é não passar batido o centenário da UFPR, rememorar que foi criada por paranaenses ilustres e que tinham sim uma visão de futuro, e com essa atitude, projetaram virtuosamente nossa cidade e nosso estado.
    A questão da política interna é outra questão !!!

  7. BANANA DA ILHA
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 14:39 hs

    Nostalgia é observar toda essa estrutura atual da UFPR, e sendo um simples acadêmico ser notado como um número qualquer para as linhas das cartilhas das “porcentagens” do Ministério da Deseducação.

    Em pensar que grandes personalidades aqui “propuseram” um elevar intelectual de nossa gente, brasileira… Ó Nostalgia!

  8. Hugo
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 17:21 hs

    Esta emérita professora já esqueceu o quanto foram incipientes e provincianas as comemorações dos trezentos anos de Curitiba coordenadas por ela…

  9. Eneias José Olinto
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 17:39 hs

    Olha o Pref Belmiro do alto de sua sabedoria, experiência e lógica disse tudo sobre a nossa federal. Pena que o Professor, por motivos que não consigo entender baixou o tom face o patrulhamento do PT e demais politicos que infestam e só causam danos a UFPR. Que pena!!!!!

  10. Deutsch
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 19:19 hs

    Doutor Prolegômeno está certo, eta terrinha atrasada.

  11. Flávius
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 21:17 hs

    Todo esse clima quer dizer o quê? Que tal todos – TODOS – desarmarem o espírito e só comemorar?

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