Mensalão em julho não dá | Fábio Campana

Mensalão em julho
não dá

Do Lauro Jardim:

Marco Aurélio Mello (foto) está receoso quanto à data do julgamento do Mensalão. Há, no STF, quem defenda uma convocação extraordinária no recesso de julho para o caso.

Crítico à ideia, Marco Aurélio diz que o Mensalão é um caso como qualquer outro. Para ele, a solução, muito antes de se convocar sessões em julho, passa por aproveitar melhor o tempo da Corte. Diz Marco Aurélio:

– Se não atrasasse tanto o início das sessões e reduzisse a pausa do cafezinho daria tempo para tudo.


18 comentários

  1. Anônimo
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 18:42 hs

    Voces querem matar os homens do stf de trabalhar? Julho eh mes de ferias e passeios na europa e eua.

  2. caio brandao
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 19:07 hs

    É lamentável ouvir do Ministro que o processo do Mensalão é igual a qualquer processo. Em que país vive o Ministro Marco Aurélio? Será que os tais outros processos a que o Mnistro se refere são aqueles cujo destino vem sendo, como regra, a prescrição e a impunidade?. Fato é que, agora que os ministros do STF viraram astros de televisão, a população brasileira está podendo constatar quem são eles realmente, mercê do que pensam e da forma como agem. Que luta!!! Agora, a solução é reencarnar na Flórida, onde tudo pode, mas a Justiça funciona.

  3. Romão Miranda Vidal
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 19:36 hs

    O tempo gasto ou perdido com o cafézinho, é o mais caro do mundo, levando-se em conta o quanto recebe mensalmente um capa preta destes. Não me refiro ao que diz a Lei em relação ao piso salarial máximo, mas a todos os outros benefícios corporativamente atrelados aos proventos mensais. Carros oficiais; quinquênios, decênios, horas extras, sessões extras, recesso do judiciário e etc. Enquanto o mensalão é a cara esculpida do judiciário brasileiro. Não há como negar. Ninguem vai sair condenado. E ainda vão tirar o maior sarro.

  4. mariana
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 19:40 hs

    “A lei é igual para todos” é um princípio Constitucional. O Ministro tem razão: é um processo como qualquer outro. E tem razão também quando diz que que se pararem de enrolar dará tempo. Se houver boa vontade e seriedade, dá tempo sim…

    Ah, estamos no Brasil, onde até o Judiciário tem seus “podres”. Certamente não vai dar “tempo” e os ministros do Supremo não vão conseguir julgá-lo à tempo…vai prescrever…

  5. Borrachada
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 20:16 hs

    Caio Brandão
    Concordo com voce!
    Como o mensalão ( segundo o dignissimo Ministro) é um caso como qualquer outro, só vai ser julgado depois de prescrito.
    E se for julgado antes, o Toffoli vai dar um jeito de pedir vistas até prescrever.
    Este é o nosso Brazil…zil…zil

  6. CAÇADOR DE PETISTAS
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 20:24 hs

    Ao assumir o cargo de presidente do Brasil,o escolhido para o cargo jura cumprir fielmente as leis, compromete-se a honrar até com o sacrifício da própria vida tudo o que prometeu. Quem mente no exercício da função que o povo confiou-lhe comete PERJÚRIO ( abjurar;quebrar o juramento;jurar falso ,segundo Aurélio). Em países de hábitos menos condescendentes, o perjúrio é considerado tão ou mais grave que o fato delituoso que o provocou. No Brasil,não! Tudo é atenuado pela falsa premissa de que todos incorrem nos mesmos “erros” (1),passa-se uma borracha sobre o malfeito, e está tudo “dominado”. Assim, o p aís caminha a passos bêbados,incapaz de alcançar um futuro menos comprometido com maracutaias (este vocábulo foi trazido à luz justamente pelo presidente Lula). Espero que os encarregados de fazer cumprir os ditames da justiça em nosso país fiquem atentos .Punir também é didático. (1) eufemismo brasileiro;crimes.

    PT, O CÂNCER DO BRASIL e LULA o CHEFE DO MENSALÃO DO PT.
    CADEIA.

  7. SILVIO
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 20:44 hs

    Nos últimos tempos (principalmente nos últimos 09 anos), tem ocorrido uma sequência de delação no mundo subterrãneo da corrupção. Os cientistas deveriam estudar o assunto, e tentar saber o que de fato leva um ladrão a delatar o outro. mesmo sabendo que ele vai entrar pelo cano também. Será que é passional? Ciúme? Raiva? Inveja? Delação premiada? Ou será que o negócio é só mesmo por desavenças financeiras no mundo da roubalheira? Durval Barbosa delatou para as autoridades todo o esquema do assalto efetuado aos cofres públicos do DF feito pela quadrilha do governador Arruda. Gravou videos e audios. Não há como negar. Aliás, o Lula foi o único, e parece ainda ser, que não acredita na veracidade da roubalheira que foi realizada no DF. Quem não acredita que o Irã está tentando construir a mesma bomba atômica que Israel já tem há muito tempo é porque não quer acreditar em nada mesmo. Nessa onda de delações, acaba de aparecer um tal de Dino Tofini, ex-empresário do setor de suco de laranja, que resolveu delatar para as autoridades, a tática que o cartel dos “Al Capones” da laranja usava para comprar a laranja por uma mixaria e vender o suco por uma fortuna. Esse golpe começou no inicio dos anos 90, segundo o Dino Tofini. Não devemos nos esquecer de dar os créditos iniciais desta onda de delações ao “glorioso” ex-deputado, Roberto Jefferson, que delatou os chefões do PT, como o Josè Dirceu, por ter colocado oficialmente em pratica, no Congresso Nacional, o lendário, mas sempre vivo e milionário, mensalão. Tudo tambem com provas. Lula, na época, também disse que nunca tinha ouvido falar em mensalão. Presidente, todos sabem que o seu vocabulário é curto, mas não precisa exagerar.RESUMINDO:Lula da Silva é sim o chefe do mensalão do PT.

  8. segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 21:06 hs

    O Mensalão PTista foi um dos maiores crimes da desse país, onde lesaram muitas pessoas trabalhadoras e contribuintes, que matou inúmeras pessoas de fome, falta de saúde, e o ministrinho com essa má vontade, quer favorecer quem ?

    DIGA NÃO AO MENSALÃO E JULGAMENTO JÁ !

  9. sergio silvestre
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 22:32 hs

    Um dia este cara disse que eu era patrão.Voces lembram?
    Se eu fosse patrão deste cara o colocaria no olho da rua.

  10. Ernesto
    segunda-feira, 2 de abril de 2012 – 23:09 hs

    O mensalão foi um caixa 2 de campanha, o resto foi empulhação da Veja e Cachoeira, até o Roberto Jefferson disse que foi inventada a história que era mesada pra votar com o governo.
    Os políticos devem pagar pelo caixa 2, assim como Tani guchi que foi condenado inclusive. Agora, esse papo de mensalão foi montado para tentar acabar com o governo Lula.
    Deu tão certo que Lula deixou o país com aprovação recorde e a grande maioria da população ao caiu na lorota da oposição sem rumo e da grande mídia.
    Agora as 200 ligações do Cahoeira com o jornalista Policarpo da Veja mostra os verdadeiros motivos que levaram Cackoeira a term montada essa farsa em conjunto com demóstenes e Roberto Jefferson.

  11. Vigilante doi Portão
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 3:02 hs

    Nem julho, nem agosto, nem depois….

  12. Jeremy Clayton
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 8:32 hs

    Corta o café e inaugura a chibata. Coloquem essa gente para trabalhar, se é que eles sabem o significado disso.

  13. Geraldo
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 9:34 hs

    Quer dizer se houvesse empenho no trabalho né, dava tempo prá… bem, dexa prá lá.

  14. PEDRÃO
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 10:03 hs

    Se suas Excelências gastassem menos tempo em tecer elogios diários aos seus colegas, tenho certeza que faltariam processos para serem julgados.

  15. Ocimar
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 13:06 hs

    ESSE VAGABA TAMBÉM FAZ PARTE DA QUADRILHA PETISTA,FAZ DE TUDO PRA QUE ESSE PROCESSO PRESCREVA,E ASSIM AJUDAR O LULADRÃO QUADRILHEIRO E OS DEMAIS BANDIDOS DO pt A SE SAFAREM,COMO SEMPRE.

  16. silvajr
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 14:12 hs

    Trabalhador otário acredeita em Veja, Demóstenes e Cachoeira.
    Vá ler a Privataria Tucana, com provas anexas, e saberá o que foi a maior roubalheira ocorrida no Brasil.

  17. silvajr
    terça-feira, 3 de abril de 2012 – 14:14 hs

    O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.

    Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo.

    Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro.

    Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes.

    Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade.

    A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado, atribuindo essa prática a uma “ imprensa marrom”), que é alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferido a ele credibilidade de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. No final de uma explosão de pânico como essa, o consumo de uma tapioca torna-se crime contra o Estado, e é colocado no mesmo nível do que uma licitação fraudulenta. A mentira torna-se verdade pela repetição. E a verdade é o segredo que Demóstenes – aquele que decide, com seus amigos, quem vai ser o alvo da vez – não revela.

    Convenha-se que, nos últimos anos, no mínimo ficou confusa a medida de gravidade dos fatos; no outro limite, tornou-se duvidosa a veracidade das denúncias. A participação da mídia na construção e destruição de reputações foi imensa. Demóstenes não seria Demóstenes se não tivesse tanto espaço para divulgação de suas armações. Os jornais, tevês e revistas não teriam construído um Demóstenes se não tivessem caído em todas as armadilhas construídas por ele para destruir inimigos, favorecer amigos ou chantagear governos. Os interesses econômicos e ideológicos da mídia construíram relações de cumplicidade onde a última coisa que contou foi a verdade.

    Ao final dos fatos, constata-se que, ao longo de um mandato de oito anos, mais um ano do segundo mandato, uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia que, com ou sem consciência dos profissionais de imprensa, conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás.

    Interesses da máfia dos jogos transitaram por esse esquema de poder. E os interesses abarcavam os mais variados negócios que se possa fazer com governos, parlamentos e Justiça: aprovação de leis, regras de licitação, empregos públicos, acompanhamento de ações no Judiciário. Por conta de um interesse político da grande mídia, o Brasil tornou-se refém de Demóstenes, do bicheiro e dos amigos de ambos no poder.

    Não foi a mídia que desmascarou Demóstenes: a investigação sobre ele acontece há um bom tempo no âmbito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, os meios de comunicação foram reféns de um desconhecido personagem de Goiás, que se tornou em pouco tempo o porta-voz da moralidade. A criatura depõe contra seus criadores.

  18. segunda-feira, 16 de abril de 2012 – 16:57 hs

    O fundamentalismo religioso ou político cega, até mata. É fácil perceber isso. A história da humanidade confirma. Mas não precisa ir longe. Pelo lulopetismo tudo se justifica: o mensalão é coisa de “político e não de bandido” então pode, pois todo mundo faz. Pura hipocresia! O dinheiro desviado é nosso! Há um cara de pau que disse que foi invenção do FHC. Outro aqui disse que foi invenção da imprensa. Recomendo tirar o filtro dos pesados óculos vermelhos. Viva a mídia livre!

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