Francischini impede aclamação de presidente e relator da CPMI | Fábio Campana

Francischini impede aclamação de presidente
e relator da CPMI

Os membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito oficializaram na manhã desta quarta-feira (25) a instalação da CPMI que investigará as relações entre o contraventor Carlos Cachoeira e agentes públicos e privados.

Tanto o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) indicado para presidir a Comissão, como o deputado Odair Cunha (PT-MG), indicado relator, só não foram eleitos por aclamação porque não tiveram o voto do deputado Fernando Francischini, do PSDB do Paraná, que foi o único a se opor, cobrando mais equidade, já que o comando da CPMI ficou todo na mão de governistas.

Ambos os parlamentares foram indicados por seus partidos, o PMDB e o PT respectivamente, que, pela regra da proporcionalidade prevista no Regimento do Congresso, têm a prerrogativa de designar parlamentares para os dois cargos. Francischini disse que, como oposição, tem suas convicções e uma delas é a de que uma CPMI com composição de presidência e relatoria apenas por parlamentares da base do governo não representa a pluralidade necessária para a melhor realização dos trabalhos da Comissão.

“Meu voto contrário não é pela pessoa do relator ou pela pessoa do presidente da CPMI, mas por achar que seria mais democrático se a oposição também pudesse conduzir os trabalhos”, explicou ele.
A CPI é formada por 32 membros. A escolha do vice-presidente da comissão foi adiada e deve ocorrer na próxima sessão administrativa, marcada para o dia 2 de maio, contrariando a oposição.
A reunião da CPMI aprovou requerimentos solicitando os inquéritos das operações Las Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, que se encontram no Supremo Tribunal Federal. Também serão enviados requerimentos para a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Policia Federal (PF) para que ambas enviem documentos relativos a essas duas operações.
Neste primeiro dia da CPMI do Cachoeira, os tucanos cobraram também criação de sub-relatorias. Titular do PSDB na CPMI do Cachoeira, Fernando Francischini defendeu a criação de sub-relatorias para auxiliar o relator nas investigações que buscarão desvendar as relações do contraventor com agentes públicos e empresários. Para o tucano, a providência é fundamental para o sucesso da comissão de inquérito. Delegado licenciado da Polícia Federal, o deputado tucano alerta que a Comissão receberá uma enxurrada de documentos. “O relator sozinho não vai conseguir verificar as informações das operações Vegas e Monte Carlo. Por isso é preciso a designação de sub-relatores para sistematização dos dados. Não podemos sentir cheiro de pizza no ar”, alertou, ao citar as duas investigações da PF, Monte Carlo e Las Vegas, que serão referência inicial das investigações. Com experiência em operações importantes de combate ao crime organizado, o tucano pondera que é enorme a quantidade de quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico em apurações desta natureza.
Na sua ação parlamentar, Francischini tem se valido dessa sua experiência de policial, seja na proposição de leis para a institucionalização das normas e instrumentos para combater as organizações criminosas, quanto no exercício da função de fiscalização e controle dos outros poderes da república e dos atos do governo. Sua atuação parlamentar como fiscal das ações do Poder Executivo Federal, denunciando a corrupção de autoridades do governo, foi determinante para o afastamento do ministro da Casa Civil Antônio Palocci; do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e de mais de 20 funcionários da cúpula do DNIT; do ministro Pedro Novais, do Turismo; do ministro da agricultura Wagner Rossi; do ministro do esporte Orlando Silva, e do ministro Carlos Lupi, do Trabalho.
Recentemente Francischini requereu a prisão do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por malfeitos tanto no período que foi ministro dos esportes, do qual é acusado de desvios de recursos no programa segundo tempo daquele ministério, bem como por corrupção quando diretor-presidente da ANVISA.
Uma auditoria interna do Ministério da Justiça confirmou denuncia que dois policiais, a serviço do governo do distrito federal acessaram dados pessoais de Francischini, quebrando seu sigilo. Segundo a auditoria, a quebra ilegal foi feita um dia depois de o deputado protocolar pedido de prisão do governador Agnelo Queiroz na Procuradoria Geral da República por suspeita de lavagem de dinheiro. Tal fato provocou a criação de uma CPI na Câmara Legistativa do DF, na última terça-feira (24) para apurar o esquema de grampos e bisbilhotagem instalado no governo do DF contra adversários políticos e jornalistas críticos a Agnelo.
Representantes do PSDB também protocolaram na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na tarde desta segunda-feira (23), pedido de afastamento imediato e abertura de processo de impeachment contra o governador Agnelo Queiroz. Agora já são três os pedidos de investigação protocolados contra o governador.


7 comentários

  1. Gilmar Trento
    quinta-feira, 26 de abril de 2012 – 17:07 hs

    Tá com medo deputado, ou todo os outros deputados estão errados só o Sr esta certo

  2. Helena
    quinta-feira, 26 de abril de 2012 – 17:15 hs

    Carríssimo Deputado Francischini, cada vez temos orgulho em tê-lo como nosso representante no Legislativo. Federal,Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!grande abraço e que Deus continue abençoando o Sr. e sua família.

  3. joao marcos
    quinta-feira, 26 de abril de 2012 – 17:15 hs

    NA CAMARA MUNICIPAL DE CURITIBA O PSDB DO FRANCISQUINE USOU ESTA PRATICA E AQUI ELE DEVE TER CONCORDADO POIS SO DEU PSDB NA CPI DO DEROSSO AQUI PODENE DEPUTADO

  4. Gilmar
    quinta-feira, 26 de abril de 2012 – 21:59 hs

    Vai fundo Mister F. q a tua ta assando, expulsa o Derosso do PSDB que quero conhecer o teu calcanhar…

  5. Carlos Spillere
    quinta-feira, 26 de abril de 2012 – 22:49 hs

    Estou de pleno acordo com o deputado Francisvhini.

  6. luiz
    sexta-feira, 27 de abril de 2012 – 7:56 hs

    Como é que alguem pode saber se a nota que está recebendo na hora da compra é falsa? Afinal quem usa documento falso é a empresa não o comprador!

  7. Mariana dos Santos
    sexta-feira, 27 de abril de 2012 – 9:42 hs

    Tenho orgulho do meu “VOTO” Esse é o meu Deputado Federal.
    Agradeço a Deus por mantê-lo firme no parlamento…

    “Que a Bondade, Misericórdia e o Amor do Deus Td Poderoso, confunda o poder humano…”.

    Bom dia a todos!

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