Popularidade presidencial segue confiança do consumidor | Fábio Campana

Popularidade presidencial segue confiança do consumidor

Blog de José Roberto de Toledo

Na falta de uma pesquisa mensal e pública sobre a quantas anda a popularidade presidencial, o melhor proxy -indicador por aproximação- disponível é o Índice de Confiança do Consumidor (Inec) da CNI/Ibope. Ele guarda uma forte correlação estatística com a aprovação do presidente de plantão. Assim, a leve queda do Inec de fevereiro é má notícia para Dilma Rousseff – ao menos em tese.

A queda foi de apenas 0,7%, mas interrompeu uma tendência de alta que já se estendia por cinco meses. Isso significa que a popularidade de Dilma, que cresceu no final de 2012 (Datafolha), também parou de melhorar? A resposta curta é um frustrante “talvez”. Vale tentar entender o porquê.

No histórico dos últimos 11 anos, o coeficiente de correlação entre o Inec e o saldo de aprovação presidencial (“ótimo/bom” menos “ruim/péssimo”) é de 0,83 num máximo de 1. É uma correlação muito forte.

Grosso modo, há 8 chances em 10 de os dois indicadores oscilarem na mesma direção: se um sobe, o outro sobe junto, e vice-versa. Mas há uma correlação ainda mais forte.

O Inec é composto por seis índices, que medem diferentes perspectivas econômicas do entrevistado: suas expectativa quanto à inflação, e ao desemprego, seu grau de endividamento, sua intenção de comprar bens caros, sua situação financeira pessoal e a expectativa quanto ao que vai acontecer com sua renda. Desses seis, os dois últimos são os mais intimamente ligados à popularidade dos governantes.

A média desses dois índices, que medem o volume do bolso do brasileiro, tem uma correlação de 0,88 com o saldo de aprovação do presidente de plantão: ou seja, em 9 de cada 10 vezes eles variam juntos, para baixo ou para cima. Essa média caiu 0,6% em fevereiro, mas ainda é superior à de fevereiro de 2011.

O problema de se usar uma proxy para analisar a popularidade presidencial é que ela é um indicador seguro apenas para as tendências de médio e longo prazos. Variações pontuais podem não ter significado algum.


Um comentário

  1. Robert
    sexta-feira, 2 de março de 2012 – 13:26 hs

    E a atuação do SINCLAPOL (Sr. Gutierrez) e do SINDIPOL (Ademilson Batista), o que vcs. acham???????

    Se estivéssemos em 2014, o salario inicial de um policial civil em Mato Grosso seria de 5.165,00; salário em final de carreira (1ª classe) R$ 11.000,00.

    Lá tem sindicalista de verdade que liderou a classe num movimento vitorioso. Aqui no Paraná, bem, a coisa desandou……………………

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