Fábrica de R$ 6,8 bilhões da Klabin gera receita para 12 municípios | Fábio Campana

Fábrica de R$ 6,8 bilhões da Klabin gera receita para 12 municípios

O governador Beto Richa recebeu nesta quinta-feira (22) a diretoria da
Klabin Papel e Celulose e prefeitos de doze municípios dos Campos
Gerais e Norte Pioneiro para assinatura de um convênio pelo qual os
municípios concordam em compartilhar o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) proveniente das operações de uma nova
fábrica de celulose que a empresa vai construir no Estado.

O novo empreendimento da Klabin tem investimento previsto de R$ 6,8
bilhões, e será enquadrado no programa de incentivos fiscais Paraná
Competitivo. A produção projetada é de 1,5 milhão de toneladas de
celulose por ano e deve iniciada ao final de 2014.

“Este é o maior investimento do setor privado na história do Paraná e
pode mudar a realidade de uma região muito carente”, afirmou o
governador Beto Richa. Segundo ele, cinco dos dez municípios com menor
Índice de Desenvolvimento Humano do Paraná estão localizados na região
que receberá o empreendimento.

A sede da nova fábrica, que ainda está em estudo, será em um dos 12
municípios conveniados: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú,
Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra,
Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.

O governador elogiou a iniciativa da Klabin em promover a partilha dos
tributos gerados pelo novo empreendimento, em vez de concentrar em
apenas um município. “É uma demonstração de grande senso de
responsabilidade social”, disse.

Ele afirmou que o governo está trabalhando em dobro para recuperar o
tempo e as oportunidades perdidas na atração de investimento de
empresas que geram emprego, renda e riquezas. Como resultado, citou os
R$ 9 bilhões em investimentos anunciados e outros R$ 15 bilhões em
negociação no programa Paraná Competitivo.

Richa reforçou ainda que o Estado está investindo fortemente na
melhoria da infraestrutura, com pacotes de obras rodoviárias, em
aeroportos, no porto de Paranaguá, e a negociação com concessionárias
de rodovias para retomada dos investimentos. “Hoje existe segurança
jurídica, estabilidade política e o Estado têm total interesse nos
benefícios que os investimentos do setor privado podem trazer para a
nossa gente”, afirmou Richa.

APOIO – O diretor geral da Klabin, Fabio Schvartsman, disse que a
decisão sobre a sede do futuro empreendimento deve ser anunciada nos
próximos meses e que a empresa se sente confortável em fazer o
investimento no Paraná, porque recebeu todo apoio necessário do
governo Beto Richa. Ele também elogiou a decisão dos prefeitos, de
abrir mão de parte do imposto para compartilhar com os vizinhos.
“Esperamos que este possa ser o início de um comportamento diferente”,
disse Schvartsman.

O executivo disse que a empresa espera que toda a região passe por um
surto de desenvolvimento. “Não faz sentido ter apenas uma ilha de
prosperidade, como herança do Brasil antigo. Esta é a semente de um
Brasil novo, que compartilha, e de empresas com responsabilidade
social e preocupação com o desenvolvimento regional”, afirmou.

De acordo com o diretor, o clima e o solo da região paranaense onde o
empreendimento será implantado são os melhores do mundo, porque
propiciam o crescimento rápido das florestas de eucalipto (para fibra
curta) e pinus (fibra longa), que serão usados na nova fábrica. “É um
fator que torna nossos custos mais baixos e permite competir por igual
com empresas de qualquer parte do mundo, mesmo em ambiente de crise”,
afirmou.

DIVISÃO — Cada município aprovou uma lei pela qual concorda com a
divisão do Valor Adicionado para o retorno do Imposto Sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS), considerando-se o princípio da mútua
colaboração de natureza fiscal, previsto no Código Tributário
nacional. O município sede da indústria ficará com 50% do tributo e os
50% restantes serão partilhados entre todos os municípios fornecedores
de matéria prima.

A divisão atende critérios que consideram o volume de madeira
abastecido às fábricas da Klabin no Paraná, o número de habitantes e a
evolução municipal do Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM),
indicador que mede o desempenho da gestão e ações públicas dos 399
municípios paranaenses.

A nova unidade da Klabin, empresa que é líder no mercado de papéis na
América Latina, é o único projeto em andamento no Brasil que combinará
a produção de celulose de fibra curta e de fibra longa. Todos os
projetos são de fibra curta, que é insumo para papel de impressão,
papel higiênico e outros. A fibra longa, que será produzida a partir
do pinus, é usada para embalagens, absorventes higiênicos e fraldas,
por exemplo.

O prefeito de Tibagi, Sinval Ferreira da Silva, disse que o momento é
histórico para a região, porque demonstra que o modelo antigo,
implantado há mais de 50 anos, está sendo modificado. Ele elogiou os
prefeitos pelo esforço para aprovação das leis nas câmaras municipais.
“Esperamos o desenvolvimento, a melhoria do IDH na nossa região e que
gostaríamos que este modelo fosse replicado para outras regiões que
estão recebendo investimentos”, disse Silva.

Para o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul,
Ricardo Barros, a iniciativa pode ser replicada para setores como a
indústria integrada de produção de carne de frangos e de suínos. “É
preciso distribuir a riqueza e esse exemplo é fantástico, por isso
vamos repetir no estado, ampliando as oportunidades para os
paranaenses”, disse Barros.

O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, disse que a Klabin é um
grupo muito forte, que contribui com o Paraná há muitos anos, e que
apresentou uma proposta nunca vista. “É uma posição histórica, de
grande importância e que mostra que a empresa está integrada com o
novo Paraná”, afirmou Hauly.

Segundo ele, o estado está desenvolvendo as cadeias produtivas em
conjunto com as entidades do setor produtivo e os programas de
desenvolvimento como o Paraná Competitivo estão sendo consolidados.

Participaram do encontro os deputados estaduais Alexandre Curi e
Cleiton Kielse, os prefeitos de Congoinhas, Luiz Henrique Cursino;
Imbaú, Lauir de Olveira; Ortigueira, Geraldo Magela do Nascimento;
Reserva, Frederico Bittencourt Hornung Neto; Rio Branco do Ivaí, Rui
Manoel Lopes dos Santos; São Jerônimo da Serra, Carlos Sutil; Telêmaco
Borba, Eros Danilo Araújo; Tibagi, Silval Ferreira da Silva; e de
Ventania, Ocimar Bahanert de Camargo; além dos diretores Klabin na
área jurídica, Joaquim Miro Neto; planejamento, Francisco Razzolin; e
o diretor florestal, José Artemio Totti.


12 comentários

  1. fred
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 9:12 hs

    fábrica de papel deveria ficar na sombra, é um monstro poluidor,existem muitas outras alternativas, uma fábrica de papel é um equívoco gigantesco… pergunta lá se a população gosta, é um pesadelo ambiental pra qualquer município, não deveria ser celebrado. minha opinião

  2. Valentim
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 9:51 hs

    Parabéns KLABIN pela idéia inovadora, isso me enche de orgulho pois nasci nesse município e fui funcionário dessa grande empresa. Quem ganha é o nosso ESTADO que
    ficou inerte por gestões anteriores. Parabéns governador BETO RICHA pelo apoio a esses empresários ousados.

  3. VLemainski -Cascavel-PR
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 11:05 hs

    Parabéns ao governo e à região beneficiada. Essa “proposta nunca vista” é estranha somente para alguns paranaenses, pois em outros estados é bastante comum… Serve também para o Oeste do Paraná, onde está previsto um investimento no aeroporto regional e o governo ao invés de pensar grande e num futuro promissor quer desapropriar menos da metade da área prevista, ou seja somente 60 alqueires… Acho até que é um desrespeito e uma ofensa aos oestinos que mandam um boi e recebem um bife… Os oestinos esperam muito do governo e, para isso apoiaram maciçamente o Beto… Aguardamos investimentos…

  4. Interior do Paraná
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 12:18 hs

    Recebemos com muito entusiasmo a notícia de investimentos na região trazendo recursos importantes para o desenvolvimento regional. Quanto a opinião do ” fred ” vemos uma clara visão de quem desconhece da realidade de como uma empresa como a Klabin atua no mercado. Suas florestas são certificadas pelo FSC sendo suas práticas ambientalmente, economicamente e socialmente corretas ainda no quesito florestas cerca de 50 % de suas áreas florestais são de áreas nativas bem ao contrário de setores ruralistas que só querem cortar e desmatar cada vez mais e ainda não aceitam recompor suas áreas de preservação permanente. A Klabin está entre as melhores empresas para se trabalhar, gera recursos e impostos para a sociedade portanto só temos a ganhar com mais esse investimento. Quanto a questão de poluição a fábrica possui sistemas de tratamento de água eficientes e monitorados periodicamente coisa que no passado era um fator negativo outro fator que a madeira utilizada no processo é proveniente totalmente de florestas plantadas.

  5. anonimo
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 12:22 hs

    Esta notícia é requentada, pois já na época do Requião, foi noticiada na ESCOLINHA, que a Klabin iria fazer este investimento………

  6. Ao fred
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 13:30 hs

    Vai estudar FRED, KLABIN certificada com FSC nas florestas, ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (MEIO AMBIENTE), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde)… Pense, pesquise e pense de novo antes de escrever baboseiras!

  7. sexta-feira, 23 de março de 2012 – 14:11 hs

    hehe..Na escolinha do Requião então devem ter anunciado que a Klabin desistiu de se intatar no PR…e foi motivos de festa…imagina o capital promovendo progresso e gerando empregos….o comunismo nunca admitiria isso…….Parabéns ao PR, ICMS compatilhado não é tão novo assim, mas pra uma região com vários municipio entre os piores IDH do PR, é um baita progresso…

  8. pdavidactba
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 20:17 hs

    Sandro não fale besteira, o que está sendo feito ou foi licitado ou foi conveniado no gov do Req e do Pessuti, apenas estão seguindo o que estava programado…..

  9. luiz
    sexta-feira, 23 de março de 2012 – 21:01 hs

    Será que gera mesmo? Na ponta do lápis, crédito, poluição, subemprego, etc e tal?
    Às vezes é vantagem declinar do investimento….
    Nada como a transparência dos números para esclarecer.

  10. fiscalde realeza
    sábado, 24 de março de 2012 – 10:33 hs

    O PRESIDENTE LULA FOI QUEM VIABELIZOU ESSA ENORME ALAVANCA
    PARA TELEMA COBORBA E O PARANA
    HOJE O BETO QUER PEGAR UMA CARONA PARATENTAR DIZER QUE É PROJETO DELE COMO FEIS COM O GRECA NO PROJETO
    MÂE CURITIBANA

    PARANÁ COM REQUIÂO FOI MAIS OBJETIVO E CONSTRUTIVO

    LERNER DESTRUIU
    REQUIÂO REVOLUCIONOU
    BETO DESMANCHA

    GLEISSE IRA REFAZER COM CERTEZA

  11. Washington
    sábado, 24 de março de 2012 – 10:44 hs

    Herança do Requião! Parabens

  12. pdavidactba
    quinta-feira, 29 de março de 2012 – 19:56 hs

    Parabéns Requião e Pessuti, afora a unidade de 2,2 bilhões esta veio na esteira do que voces plantaram, ….. e tem gente querendo carona……

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