Afif Domingos abre debates do PSD e lança Rede 55 em Curitiba | Fábio Campana

Afif Domingos abre debates do PSD e lança Rede 55 em Curitiba

Amanhã, o Partido Social Democrático (PSD), criado em menos de seis meses no ano passado sob a liderança do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, começa o debate para elaborar o seu programa partidário. Os pessedistas querem enterrar de vez a pecha de que o partido “não é de centro, nem de esquerda e nem da direita” – conforme definição dada no início do projeto pelo próprio Kassab.

“O plano do PSD é mostrar que é diferente e independente. Não vai fazer oposição por oposição. Nem vai se alinhar com o governo federal. Vai, sim, avaliar cada projeto em tramitação no Congresso e escolher se apoia ou não, de acordo com a conveniência para o país”, adianta o presidente da Fundação Espaço Democrático, vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, escalado por Kassab para presidir o instituo de estudos políticos do partido e liderar um “road-show” pelo país para ouvir as bases e a sociedade em geral.

Os seminários do PSD começam nesta sexta-feira (03) em Curitiba, a partir das 9 horas, no Hotel Bourbon, e vão ser realizados em todos os estados nos próximos meses. Ao mesmo tempo, o Espaço Democrático constituiu 18 Conselhos Temáticos que estão discutindo diversos aspectos da organização social e econômica brasileira e que também apresentarão relatórios propositivos. Dois paranaenses presidem esses Conselhos. O deputado Eduardo Sciarra vem tratando de Infraestrutura e Energia e o deputado Reinhold Stephanes coordena o tema Previdência Social.

Na mesma sexta-feira, durante a tarde, o PSD vai ativar a Rede 55, ferramenta interna de comunicação digital. De acordo com Afif Domingos, as redes sociais contribuirão para o debate sobre o novo programa do partido. Abaixo a íntegra da entrevista:

Fábio Campana – Por que o PSD sentiu a necessidade de criar uma fundação de pesquisa e estudos políticos? Como ela funcionará?

Guilherme Afif – A legislação brasileira obriga todos os partidos a manterem fundações para difundir os seus programas e doutrinas. Mas a Fundação Espaço Democrático do PSD pretende ir muito além do que determina a Lei. Ela funcionará por meio de cursos, eventos, debates e estudos nas áreas de formação política, comunicação e administração pública. E tudo isso será disponibilizado para todos os cidadãos em plataformas digitais (site e redes sociais do partido).

FC – Como o Espaço Democrático pretende influenciar nos destinos do PSD?

Guilherme Afif – A Fundação Espaço Democrático, juntamente com os demais órgãos do partido, será responsável pela elaboração do programa do PSD. Isso será feito por meio de uma série de seminários estaduais ao longo dos próximos meses que começarão em Curitiba, na próxima sexta-feira (3). Durante esses encontros, as diretrizes e princípios adotados desde a criação do partido servirão de base para a elaboração das propostas que vão integrar o futuro programa partidário.

FC – Muitos problemas são localizados, de dimensões regionais. Como a fundação articulará os estudos de seus Conselhos Temáticos com as realidades especificas? Como absorverá essas demandas?

Guilherme Afif – Os coordenadores dos Conselhos Temáticos são personalidades de expressão nos diferentes setores da vida nacional, assessorados por especialistas recrutados em vários estados da federação. As demandas regionais serão monitoradas por meio dos seminários estaduais e da participação da nossa militância digital. O Conselho Temático de Infraestrutura e Energia, presidido pelo deputado Eduardo Sciarra, do Paraná, já realizou uma primeira reunião no começo de janeiro e iniciou estudos sobre o assunto em todas as suas dimensões. Tive a oportunidade de participar e perceber que o direcionamento dado está correto. Estamos no caminho certo.

FC – O PSD tem argumentado que os partidos se afastaram da opinião pública, que surge como alternativa a essa falta de diálogo entre políticos e sociedade. Qual o plano para fazer a população voltar a acreditar em política e nos políticos?

Guilherme Afif – O plano do PSD é mostrar para a população que é um partido diferente, pois é independente e não vai fazer oposição por oposição. Também não vai fazer alinhamento automático com o governo federal mas, sim, avaliar cada projeto em tramitação no Congresso e escolher se apoia ou não, de acordo com a conveniência para o país. Se a proposta for positiva para o Brasil, terá apoio do PSD. Outros aspectos importantes são os seguintes: o partido vai ouvir a sociedade para, depois, elaborar um programa de governo, e vai manter contato permanente utilizando os meios tradicionais de comunicação e a tecnologia digital. Vamos lançar, em Curitiba, a Rede 55 e inaugurar uma ferramenta de comunicação digital interna do partido.

FC – Como o PSD vai colocar em prática essas propostas temáticas debatidas no âmbito do Espaço Democrático?

Guilherme Afif – As propostas serão discutidas nas redes sociais e entre os parlamentares. Em alguns casos, a Fundação também poderá realizar seminários específicos sobre determinados temas. Uma vez amadurecido o assunto, a proposta deverá ser incorporada ao programa partidário.

FC – O Espaço Democrático dará direcionamentos também no processo eleitoral?

Guilherme Afif – O Espaço Democrático está programando a realização de cursos online e presenciais que poderão auxiliar seus filiados no processo eleitoral. Os municípios têm realidades muito distintas e não há como dar um direcionamento único. Vamos, isso sim, dar informações por meio de cursos sobre aspectos jurídicos, marketing político, comunicação, pesquisas, mídias digitais, enfim, tudo aquilo que possa auxiliar nossos candidatos numa trajetória eleitoral exitosa.

FC – O surgimento do PSD surpreendeu pela quantidade de deputados federais que agrupou em todo o país. Afora a direção paulista, o partido é carente de expressões nacionais. O partido trabalha ainda filiações com olhos nas eleições de 2014?

Guilherme Afif – Como todo grande partido político, o PSD terá interesse em lançar candidatos próprios nas eleições de 2014. Mas isso vai depender da conjuntura e das alianças que serão feitas. O que podemos afirmar é que o PSD será a grande novidade das próximas eleições – uma terceira via, uma alternativa para quem quer mudança.


Um comentário

  1. Seu Cleomilson, de Pontal do P
    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 – 9:19 hs

    Partido patrocinado por Lula e Cia. Ltda. Feito para enterrar de vez alguma possibilidade de oposição.

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