Governo apoia luta do Paraná pela mudança do mar territorial | Fábio Campana

Governo apoia luta do Paraná pela mudança do mar territorial

da AEN

O Paraná deve se unir e lutar por justiça na questão do mar
territorial, cujo traçado prejudica a costa paranaense em favor de
Santa Catarina e de São Paulo, afirmou o secretário da Fazenda, Luiz
Carlos Hauly, em reunião do Movimento Pró-Paraná nesta segunda-feira
(30). A disputa entre os estados pelos direitos sobre a faixa de mar
ligada ao seu litoral é antiga e ganhou importância desde a descoberta
de poços de petróleo na camada pré-sal, que gerarão royalties nos
próximos anos.

“São duas questões separadas que hoje convergem”, diz o presidente do
movimento, Jonel Chede. O grupo, existente há dez anos, é conhecido
pela defesa de causas que afetam o Paraná. De acordo com Hauly, o
governador Beto Richa apoia a luta pela mudança da legislação
referente ao mar territorial, que deve se desenrolar no Congresso
Nacional, onde tramitam projetos de lei tanto a favor como contra o
pleito paranaense.

Geógrafos e geólogos presentes à reunião afirmaram que todos os
tratados internacionais se valem de linhas paralelas para definir
limites e fronteiras – critério que, se utilizado no Brasil, ampliaria
o mar territorial paranaense. O problema é que a mudança mexe com
interesses de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que são os
estados mais beneficiados pelos royalties do petróleo e gás.

O critério cartográfico usado atualmente pelo IBGE prejudica os
estados de litoral côncavo, como é o caso do litoral paranaense e do
Piauí. Nestes dois estados, as linhas usadas para definir o mar
territorial se aproximam à medida em que se afastam da costa, formando
um triângulo, enquanto as linhas dos estados vizinhos se expandem.
“Por muito menos um país declara guerra a outro”, ponderou Hauly.

No triângulo paranaense existe apenas um poço de petróleo, o
Caravelas, ainda assim reivindicado por Santa Catarina desde 1991.
Hauly alertou sobre a necessidade de embasamento técnico para
argumentar a favor do Paraná. E lembrou que muitas vezes o assunto vem
à tona e depois é esquecido. “Temos a necessidade imperiosa de
persistência”, disse o secretário.


5 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 31 de janeiro de 2012 – 15:45 hs

    Como uma das menores áreas de litoral do país, o Paraná pretende ampliar seu mar “territorial” (sic). Essa é muito boa. Só falta agora o governo aprovar compras de belonaves, porta-aviões, etc. para garantir a “soberania” sobre as águas. Bom, avião já comprou. Não é um bombardeiro ou caça, mas, serve para um passeio até Caiobá, descendo em Guaratuba. A força áerea paranaense pode confiscar o heliponto do iate de Caiobá para as operações militares, enquanto o chefe come um camarão rosa no bar. Coisas do Paraná.

  2. PAPAGAIO DE PIRATA
    terça-feira, 31 de janeiro de 2012 – 20:52 hs

    DISCORDO DO DOUTOR PROLEGÕMENO- tem que fazer valer os seus direitos sim senhor, se não concorda e problema do senhor, nós paranaense apoiamos.

  3. Luciano
    terça-feira, 31 de janeiro de 2012 – 21:41 hs

    O Paraná sempre é prejudicado pelo Governo Federal…

  4. Guima
    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 – 8:34 hs

    Sempre imaginei que se moramos no mesmo estado, devemos lutar pelas coisas que les são caras. Os do “contra” deveriam se mudar. Aqui neste Estado, somos lutadores e acho que devemos ir à luta, sim. Mostrar a esse País que merecemos ser melhor tratados na Federação.

  5. Questionador
    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 – 12:13 hs

    -O Paraná possui o menor litoral do Brasil, com 98 Km.
    -Se este projeto fosse aprovado, o Paraná poderia expandir sua posse para além dos limites atuais, gerando royaltes da exploração da camada de pré-sal.
    -É uma questão difícil mas vale a pena a tentativa, mas precisamos de melhores argumentos e embasamento técnico.

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