OAB pede aos juízes que evitem as 'paixões corporativas' sobre CNJ | Fábio Campana

OAB pede aos juízes que evitem as ‘paixões corporativas’ sobre CNJ

A OAB (Ordem Advogados do Brasil) divulgou nesta segunda-feira uma nota para pedir que os envolvidos na crise do Judiciário “afastem as paixões corporativas” e “limitem o debate às questões institucionais”.

A crise teve início na segunda-feira passada (19), quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar para impedir que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) investigue juízes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta –o que, na prática, suspendeu todas as apurações abertas por iniciativa do CNJ.

A decisão deve ser levada a plenário na primeira sessão do ano que vem, no início de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema.

Na nota divulgada hoje, a diretoria do Conselho Federal da OAB voltou a defender o poder de investigação do conselho.

“O CNJ não é mera instância recursal às decisões das corregedorias regionais de Justiça sendo clara a sua competência concorrente com a dos tribunais para apuração de infrações disciplinares”, diz o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, no texto.

Sobre a polêmica envolvendo associações de juízes e a corregedora do CNJ, Eliana Calmon, a OAB afirma que ele não pode servir para desviar o foco do assunto.

“Nenhuma autoridade está imune à verificação da correção de seus atos, dai porque é fundamental que para além de preservar a competência concorrente do CNJ para apurar desvios éticos, em respeito ao cidadão brasileiro, sejam apurados todos e quaisquer recebimentos de valores por parte de magistrados.”

Na segunda-feira passada, o ministro Ricardo Lewandowski também suspendeu apuração sobre a folha de pagamento de servidores do Judiciário em 22 tribunais. O CNJ averiguava movimentações financeiras atípicas.

As decisões criaram uma crise que abalou a cúpula do Judiciário e que trouxe novamente à tona a discussão sobre a transparência da Justiça brasileira.

As liminares atenderam a pedidos feitos por três associações de juízes. Elas afirmam que o CNJ atuava de forma inconstitucional.

As mesmas associações entraram durante a semana com um pedido para que Procuradoria-Geral da República investigue Eliana Calmon.


4 comentários

  1. Borrachada
    terça-feira, 27 de dezembro de 2011 – 3:56 hs

    Parabéns a OAB.
    Foi o que sobrou de sério neste País!
    Que a máfia da “capa preta” crie vergonha na cara.

  2. Da Silva
    terça-feira, 27 de dezembro de 2011 – 9:37 hs

    A população brasileira deve se manifestar com veemência a favor do CNJ. Sabemos que há sérios problemas no judiciário, e muitos. Juíz não esta acima de qualquer suspeita. E finalmente, “quem não deve não teme”…..
    .

  3. Joao Carlos
    terça-feira, 27 de dezembro de 2011 – 12:59 hs

    DRA. ELIANA CALMON HOJE A MAIOR LIDER DO BRASIL….ESSA MERECE TODO O NOSSO RESPEITO…

  4. tony
    terça-feira, 27 de dezembro de 2011 – 19:53 hs

    A corregedora do CNJ deve ser mágica, porque encomendou um tamanho de carapuça que serve certinho na cabeça dos juízes. Os caras estão loucos de raiva e inveja, porque jamais passou pelas cabeças de Suas Excelências que alguém pusesse o dedo na ferida deles, como o fez a corregedora. Ao dizer que o Judiciário está cheio de bandidos togados ela abriu a caixa de Pandora. E agora não há mais volta. Ou há, porque o STF está louco para voltar ao passado, ao faz-de-conta de que nada aconteceu. ACarlos

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