Brasil melhora em relatório sobre corrupção | Fábio Campana

Brasil melhora em relatório sobre corrupção

Da France Presse

O Brasil teve uma ligeira melhora no relatório anual sobre corrupção da organização Transparência Internacional, divulgado nesta quarta-feira (30), evoluindo de 3,7 para 3,8, na comparação com o ano passado. A nota ainda é baixa na escala – de 0, muito corrupto, a 10, nada corrupto.

O Chile é o país menos corrupto da América Latina, revela o estudo, e a Venezuela é o mais. A pesquisa é realizada com base em dados de treze instituições internacionais, entre elas o Banco Mundial.

Dilma em destaque

O diretor para a América Latina da Transparência Internacional (TI), Alejandro Salas, destacou o trabalho da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção, em uma região cada vez menos resignada a viver sob governos corruptos.

Salas estimou que há “uma vontade política de alto nível” para expor “os problemas sob o tapete” no Brasil, onde a presidente Dilma já se livrou de cinco ministros e tem mais um na mira (Carlos Lupi, ministro do trabalho) devido a escândalos de corrupção.

“É um ótimo exemplo, muito positivo”, pois “há um castigo administrativo, mas é preciso ver a longo prazo se vai haver punição ou impunidade. Se a Justiça vai estar a altura das circunstâncias e se vão investigar” para que os culpados tenham o devido processo.

Segundo o diretor do Transparência Internacional, organização não governamental com sede em Berlim, no Brasil ainda coexistem “vários mundos, com setores muito abertos que se inserem no sistema global e jogam pelas regras estabelecidas”, e outros, em âmbitos regionais, baseados em práticas e estruturas do poder “centenárias”, como a compra de votos, nepotismo e caciquismo.

No caso da Venezuela, Salas destaca que seu “governo central muito forte limita de maneira importante a autonomia das demais instituições”, como ocorre “quando se tem um Poder Judiciário submetido à autoridade central” ou “autoridades eleitorais vinculadas às autoridades políticas”, o que é “um campo muito fértil” para a corrupção.

A “exceção” a esta regra parece ser Cuba, que caiu em um ano da 69ª para a 61ª posição, e isto pode ser atribuído a diversos fatores, a começar pelo fato de que a ilha “não tem instituições democráticas, mas há uma institucionalidade forte e uma hierarquia que controla e domina estas instituições”.

No México (100º), onde também persistem estrututas de poder “centenárias”, como compra de votos e nepotismo, o PRI, que governou de maneira absoluta durante sete décadas, poderá voltar ao poder em 2012, após as reformas implementadas pelo PAN para combater a corrupção, mas que frustraram as expectativas sobre o “castigo para os corruptos”.

“É difícil prever” o que ocorrerá com a volta do PRI, mas Salas não acredita na possibilidade “do retorno dos velhos costumes”. “A população obteve importantes avanços, exige coisas diferentes, e mesmo que o velho PRI chegue ao poder, será quase impossível reverter” tais conquistas. “Por outro lado, me preocupa um pouco que para muitos mexicanos existe a ideia de que quando o PRI voltar ao poder, a questão do narcotráfico e da segurança será resolvida” no país, concluiu Alejandro Salas.


3 comentários

  1. fiscal de realeza
    quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 – 19:20 hs

    SE O PSDB NÂO EXISTISSE COM CERTEZA TERIA BEM MENOS CURUPTO NO BRASIL

  2. PK
    quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 – 20:37 hs

    A DILMA ESTA NA VENEZUELA . SERÁ QUE FOI VER COMO NÃO TIRA MINISTRO CORUPTO; OU COMO CURA POLITICO QUE TEM TENDENCIA A CORUPÇÃO. O SR.ALEJANDRO SALAS NÃO DISSE EM QUE COLOCAÇÃO ESTA O BRASIL! Ou SERÁ QUE JA SUMIU DA TABELA?

  3. Mirian Waleska
    sábado, 3 de dezembro de 2011 – 1:11 hs

    Fiscal de Realeza,
    ainda está doendo a derrota do Osmar? Voce vai ter que se conformar e parar de apoiar esse partidinho de ladrão PT.

    Como diz o meu amigo, PT O CÂNCER DO BRASIL

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