Maia diz que pediu à corregedoria para checar se Lupi foi 'fantasma' | Fábio Campana

Maia diz que pediu à corregedoria para checar se Lupi foi ‘fantasma’

Do G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), afirmou nesta segunda-feira (28) que fez à corregedoria da Casa um pedido de análise do período em que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, atuou como funcionário da Câmara, lotado na liderança do PDT, entre dezembro de 2000 e junho de 2006 .

Segundo reportagem publicada no sábado (26) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Lupi estava na folha de pagamento, mas não comparecia ao local de trabalho, em Brasília. De acordo com o jornal, ele se concentrava em atividades partidárias no Rio de Janeiro. A assessoria do ministério informou que o ministro não vai se pronunciar sobre a denúncia.

“Fiz um pedido ao corregedor da Câmara para que analise a situação do ministro Lupi, ex-funcionário da Câmara dos Deputados. E à luz do que era a legislação da época, nós vamos fazer uma análise para ver se cabe ou não algum tipo de sindicância ou investigação mais aprofundada sobre a situação, que leve a algum tipo de punição por parte da Câmara dos Deputados”, disse Maia, que participou nesta segunda (29), em São Paulo, de um almoço-debate com empresários.

De acordo com o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), é “natural” que assessores de deputados não compareçam ao Congresso para trabalhar. “A maioria dos assessores dos parlamentares trabalha nos estados desses deputados. Os escritórios dos deputados são nos estados. Toda denúncia tem que ser investigada, mas não acho que seja real”, disse.

Representação
O PPS ingressou, nesta segunda-feira (28), com uma representação na Procuradoria da República do Distrito Federal pedindo investigação de atos de assessores de Lupi.

O partido quer que o MP apure um suposto esquema de extorsão no Ministério do Trabalho para concessão de registro sindical. Segundo afirmou reportagem da edição deste final de semana da revista “Veja”, um assessor teria pedido R$ 1 milhão para registrar um sindicato.

Lupi não é alvo da representação do PPS. A assessoria do ministério afirmou que só vai se manifestar sobre a representação contra os servidores após ser notificada oficialmente da representação.

‘Campanha’
Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a presidente Dilma Rousseff não irá se pautar por “campanhas” de desmoralização ao decidir sobre o futuro político do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

“Existe uma campanha contra o Lupi e não acho que a presidente vá se pautar por campanhas contra ministros”, afirmou.

O líder do governo disse não achar necessário que Lupi volte a prestar explicações no Congresso diante da nova denúncia. “Acho que não é preciso. Mas a hora em que a oposição quiser convidar o ministro, nós seremos favoráveis.”

Ele afirmou que a postura do governo é de “investigar toda denúncia publicada na imprensa” e cobrar explicações dos ministros alvo de suspeitas de irregularidades. “Mas até agora não tem nada de concreto contra o ministro Lupi, só contra assessores”, disse o deputado.


Um comentário

  1. celso freitas
    terça-feira, 29 de novembro de 2011 – 14:52 hs

    Fabio, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
    Aqui mesmo no Paraná tem um dirigente bancário regional que foi “fantasmão” na ALEP enquando “acumulava” a função de tesoureiro e arrecadador de uma agramiação “limpinha”,e que agora está tomando as dores de Brasilia, em caso assemelhado.
    Olho vivo, pois cavalo não desce escada… Dizia o Ibrahim…

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