Julgamento de psicólogos | Fábio Campana

Julgamento de psicólogos

Um psicólogo, dublê de pastor evangélico e terapeuta – qualidade que
sempre usou para fixar a propaganda de seus cursos de casais – estará em
julgamento, amanhã, pelo Conselho de Ética do Conselho Regional de
Psicologia.

O processo está na segunda fase de audiência das testemunhas da queixosa
– uma ex-cliente do psicólogo, que alega ter com ele se iniciado, no
consultório desse seu ex- terapeuta, na vida afetivo-sexual que finalizou
em união conjugal dos dois ; e, de outro, as testemunhas do acusado,
psicólogo AF.

Curiosamente, uma das testemunhas do acusado é membro do Conselho
Deliberativo do Conselho Regional de Psicologia, e – pasmem – sócio da
empresa de psicologia do pastor-psicólogo, também atuando em pastorais
evangélicas de atendimento de casais. Foi arrolado igualmente como
testemunha do acusado AF um pastor Batista (Igreja do Bacacheri),
igualmente sócio de AF.

FEZ CASAMENTO
As surpresas éticas do processo são muitas. A acusadora, advogada CRB,
alega que o pastor chegou a casá-la com o antigo marido, em cerimônia
religiosa feita – pasmem de novo – no próprio consultório psicológico,
entre uma sessão de análise” e pausa para preces.”
Estão sobrando surpresas no imbroglio: já a atual mulher do
pastor-psicólogo de origem menonita, comemora em rede social “nossa
vitória, escrevendo:”Estamos vencendo no Conselho de Psicologia. Deus está
conosco. Deus é fofo”.

As barbaridades vão aparecendo nesse processo , como o e.mail reconhecido
como original em cartório, em que outra ex-cliente, e também ex-seguidora
do pastor-psicólogo, conta que recebia “amassos e beijos durante
consultas, além de promessas de casamento”.
A advogada sofredora, pois se apaixonara pelo antigo analista com quem
coabitou por dois anos, precavida, temendo a prevalência de espíritpo
corporativista na análise de questões tão fundamentais com “médicos do
espírito”, já entrou, em todo caso, com ação civil contra AF.


5 comentários

  1. marco antonio souza filho
    terça-feira, 22 de novembro de 2011 – 7:26 hs

    É isso que dá: a mulher poderia estar sossegada mas foi acender o “pito” justamente num grupo conhecido por trabalhar carências afetivas e doenças do espírito. São os religiosos travestidos em “psicólogois”. São pastores – sobretudo. E alguns padres.
    Ela fez bem, ao procurar, agora, a justiça.

  2. evangelico
    terça-feira, 22 de novembro de 2011 – 9:12 hs

    Psicólogo que se envolve com religião já tem problemas de ética e caráter…

  3. Duds
    terça-feira, 22 de novembro de 2011 – 9:53 hs

    Esse conselho de psicologia da capital só serve pra cobrar pagamento anual. Não vê os abusos cometidos por profissionais, tampouco por empregadores na área. Pasmem: o CRP custa tanto quanto o custo anual da OAB. A diferença é que a OAB oferece inúmeros serviços para os advogados, que eu nem ousaria mencionar pra não causar vergonha e constrangimento aos psicólogos, que recebem apenas uma agenda horrorosa e um “tô nem aí” quando procurados para qualquer tipo de consulta.

  4. terça-feira, 22 de novembro de 2011 – 11:37 hs

    Não entendi bem, a queixosa então, era ex-esposa ou apenas ex-caso?

  5. Juliane
    terça-feira, 22 de novembro de 2011 – 18:05 hs

    Acho esta estória toda muito triste e muito pouco divulgada infelizmente. O psicologo e ex-pastor Albert Friesen, envolvido nk caso continua dando aulas na ITECNE e FATADC em Curitiba. O que será que ele ensina nas aulas?? Faculdades sérias deveriam verificar quem contratam antes de expor seus alunos a professores com questões sérias éticas pendentes.

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