Juízes federais e trabalhistas do Paraná vão aderir à paralisação | Fábio Campana

Juízes federais e trabalhistas do Paraná vão aderir à paralisação

De Joyce Carvalho do O Estado do Paraná

Os juízes federais e do Trabalho que atuam no Paraná vão aderir à paralisação nacional da categoria, programada para esta quarta-feira (30). As audiências marcadas para amanhã serão remarcadas. Estima-se que 20 mil audiências ficarão suspensas em todo o País por causa do protesto. Deve ser mantido apenas um plantão para casos emergenciais.

A primeira reivindicação dos juízes federais e do Trabalho é o respeito à Constituição para a reposição das perdas inflacionárias. Isto não ocorreu nos últimos cinco anos. A paralisação quer chamar a atenção para o Congresso Nacional, que precisa aprovar a reposição dos vencimentos.

“Todo ano o presidente do Supremo Tribunal Federal envia o projeto de lei para o Congresso Nacional pedindo que o teto salarial seja corrigido conforme a inflação. Compete ao Congresso votar a lei. Mas não faz isto. O governo diz que não dá para conceder aumento para ninguém. Todos estes anos estamos dialogando. Mas chega o momento de defender nossos direitos”, afirma Carlos Augusto Penteado Conte, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra) do Paraná.

A associação divulgou que, entre 2006 e 2011, a inflação oficial ficou acumulada em 31%, enquanto a reposição parcial determinada apenas em 2009 foi de 9%. As perdas chegam a quase um quarto do poder de compra.

“Agora, neste momento em que várias categorias já tiveram a sua reposição inflacionária, queremos fazer esta sensibilização para a correção dos salários dos juízes”, explica o juiz federal Anderson Furlan, presidente da Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe).

Os juízes também reivindicam mais segurança no trabalho. “Não existe uma mínima estrutura de segurança para auxiliar os juízes ameaçados por criminosos”, comenta Furlan.

De acordo com ele, há muita cobrança para não deixar casos impunes, mas não existe a contrapartida para a estrutura da segurança dos juízes. Muitos são obrigados a tomar atitudes por conta própria, como viajar, para escapar das ameaças.

A categoria ainda pede mais atenção para a saúde do magistrado. Uma pesquisa da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) indica que o juiz do trabalho tem um índice de adoecimento maior em relação à média nacional. Segundo Conte, são muitos casos de depressão e insônia.


3 comentários

  1. ivanowski
    terça-feira, 29 de novembro de 2011 – 22:22 hs

    . VEJA O QUE ACONTECE EM NOSSO PAÍS, COM O GRANDE JUDICIÁRIO.

    . JUIZES QUE ‘JULGAM’ SE AS GREVES SÀO LEGAIS, FAZEM GREVE AGORA.

    . GANHAM MAL …

    . E VIVA ‘LA DEMOCRACIA’ …RSRSRS …

  2. Porecatu
    quarta-feira, 30 de novembro de 2011 – 10:14 hs

    Poderiam estender a paralisação por no mínimo seis meses, pois sem essas “travas” o Brasil deslancharia nesse período.

  3. sergio silvestre
    quarta-feira, 30 de novembro de 2011 – 13:43 hs

    Impressionante!A carga tributária chegando a trilhão e meio,quase a metade do pib é impostos,pagamos luz ,agua,telefonia das mais caras do mundo,e temos uma democracia fundada nisso que ai está.
    Este judiciario podre,inoperante,conivente com tudo que envolve atos ilicitos,e a lei só funcionando para escravisar o contribuinte a ser sócio
    do estado,sem levar nada em troca.
    Igual aos politicos,a maioria dos magistrados se lixa para o salário de
    mais de 20 mil reais,as malas e as caixinhas complementam muito mais que isso.

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