Dilma poderia ser mais radical na faxina, diz Economist | Fábio Campana

Dilma poderia ser mais radical na faxina, diz Economist

Da Agência O Globo

A presidente Dilma Rousseff está metida em uma “sórdida e interminável telenovela”. Esta foi a constatação da revista britânica “The Economist” ao tratar dos escândalos de corrupção que já derrubaram cinco ministros em menos de um ano. Em artigo da próxima edição, a publicação indica que a presidente poderia, apesar das demissões, ser mais enérgica na condução da política entre governo e base aliada.

Para a “Economist”, a “faxina” iniciada pelo Planalto é popular e a própria presidente desfruta de um prestígio nunca antes conquistada por ela. No entanto, a situação política que permite a troca de benesses prejudica o seu desempenho.

O texto ressalta que todos os presidentes, desde a redemocratização, “fizeram variadas coligações para obter maioria no Legislativo”. Porém, hoje, o “sistema” é nítido: partidos participam dos ministérios em troca do voto no Congresso e detêm o poder de fundos públicos para expandir os seus tentáculos no poder.

Dilma é ilustrada nas páginas da revista com uma vassoura na mão tentando conter porcos amontoados no entorno Congresso Nacional.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é o personagem identificado como o próximo alvo – sua saída “parece ser apenas uma questão de tempo”. O comportamento que já o levou a ser chamado de “fanfarrão” por parlamentares também chamou atenção da revista. O artigo cita o momento em que Lupi mentiu na Câmara e a frase polêmica proferida pelo admirador de Leonel Brizola: “só saio a bala”.

A revista diz que Dilma é mais moderada em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando trata do Orçamento. Ela contemplaria com menos vontade os políticos por meio das emendas parlamentares.

No último parágrafo, a publicação sugere um novo caminho político para Dilma: A maior parte da agenda política da presidente -melhorar educação e saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em infraestrutura – não requer aprovação do Congresso. Ela poderia ser mais radical em sua política de limpeza”


4 comentários

  1. tony
    sexta-feira, 25 de novembro de 2011 – 16:54 hs

    Se o ministro do Trabalho fosse realmente admirador do velho Brizola, ele não seria capaz de tanta baixeza para se segurar no cargo. Se o Brizola fosse vivo, ele já teria metido a mão na cara deste sem vergonha na cara. ACarlos

  2. Zangado
    sexta-feira, 25 de novembro de 2011 – 18:19 hs

    O problema com a presidente é que ela se dedicou ao “lulismo” e, neste, os culpados são os outros, os maracutistas são os outros – enfim, os “outros” é que incomodam !!!!

  3. Vgilante do Portão
    sábado, 26 de novembro de 2011 – 0:39 hs

    FAXINA?

    KKKKK

    é mENTIRA.

    Mais uma mentira do PT.

    O comprometimento é grande, não dá para fazer faxina.

    Quando é INEVITÁVEL, muda um ministro, permanecendo com o mesmo grupo partidário.

  4. luiz
    sábado, 26 de novembro de 2011 – 8:20 hs

    Cansei dessas críticas, parece que são feitas para deixar tudo como está.
    A verdade é que o Governo de plantão precisa se capitalizar para financiar a sua manutenção no Poder, para azeitar as estruturas, ou seja, nenhum partido irá manter-se no poder se não tiver dinheiro.
    A tradição da nossa sociedade já provou, que aqui só se faz política com dinheiro do povo. Pior para nós porque irão sempre desviar dinheiro público, fazendo acordo com as empresas, contratos viciados, ITAIPÚ, PETROBRÁS, DETRAN, FUNDOS, CONCESSIONÁRIAS e todo tipo de empresa pública.
    Como se fará campanhas políticas milionárias só com o dinheiro contabilizado!? Chega de hipocrisia.

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