Vereador Oliveira da Ambulância alega ser vítima de armação | Fábio Campana

Vereador Oliveira da Ambulância alega ser vítima de armação

Roger Pereira do Estado do Paraná

Uma nova versão da filmagem do flagrante em que o Gaeco prendeu o vereador de Colombo, Oliveira da Ambulância (PTB) é o principal trunfo da defesa do vereador no processo em que é acusado de se apropriar indevidamente de parte dos salários de seus assessores de gabinete.

No vídeo, aparece um momento em que um dos policiais do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, entrega um maço de notas de R$ 50,00 a um dos assessores de Oliveira que o coloca em seu bolso. A defesa alega que esta cena prova que o flagrante foi montado.

A tese da defesa do vereador seria que o flagrante foi armado por um casal de assessores de seu gabinete que queria prejudica-lo. Um dos denunciantes seria o homem que aparece colocando o dinheiro no bolso.

Procurado pela reportagem, o vereador avisou, através de um amigo que atendeu seu telefone celular que “não abrirá a boca até a conclusão do processo”. Esse mesmo amigo, que não se identificou, disse que os advogados de Oliveira já anexaram o vídeo ao processo e esperam uma reviravolta no caso.

A assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado informou que o vídeo é o mesmo disponibilizado pelo Gaeco no dia do flagrante e que “não há nada na gravação que descaracterize o flagrante”.

Segundo o MP, o vídeo foi feito justamente para dar transparência à diligência e que o que ocorre na cena contestada pela defesa de Oliveira é que o policial revista o assessor, encontra e retira o dinheiro e, depois de concluir a revista, devolve. “A contagem, verificação e apreensão do dinheiro só ocorreu na sequência, já na sede do Gaeco, no ato da lavratura do flagrante”, explicou a assessoria do MP.

Oliveira da Ambulância foi preso em flagrante pelo Gaeco em seu gabinete, na Câmara Municipal de Colombo, no dia 25 de agosto, no momento em que fazia a distribuição do pagamento de seus assessores.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Oliveira exigia que os assessores retirassem o pagamento do banco e entregassem o valor integral a ele. O vereador repassava cerca de R$ 1,2 mil aos funcionários. No dia 30 de agosto, após pagar fiança, Oliveira foi solto e passou a responder o processo em liberdade.

Em 12 de setembro Oliveira voltou a ser preso pelo Gaeco, acusado de forjar provas e influenciar testemunhas. Com um habeas corpus, recuperou a liberdade no último dia 24.


7 comentários

  1. Pedrão
    terça-feira, 11 de outubro de 2011 – 15:09 hs

    Olha, eu venho dizendo, esse pessoal do gaeco tem que ser investigado. É só reparar bem na imagem…. O policial, pelo que vejo, usa um insignia da PM, dá um masso de dinheiro pro rapaz que está sendo revistado… Promotores, queremos uma resposta. Oliveira da Ambulância, contrate um bom advogado e cobre 4 milhões por danos morais. Que vergonha!!!!

  2. Ricardo
    terça-feira, 11 de outubro de 2011 – 16:04 hs

    É Pedrão, a PM tá ganhando muito bem pra plantar dinheiro!!!! kakakakakakakakakakaka!!!!!
    Quando se faz uma busca pessoal, os objetos localizados em posse do revistado, são separados em um canto até que todos os bolsos estejam vistoriados. Finda a revista, os objetos já devolvidos ao revistado. O dinheiro entregue para o revistado esta apenas sendo devolvido, junto com os demais objetos retidados na revista, é isso que a imagem mostra.
    É Pedrão, se o Oliveira quiser mais dinheiro, vai ter que trabalhar!!!!!

  3. Reinoldo Hey
    quarta-feira, 12 de outubro de 2011 – 8:38 hs

    É, meu amigo, é muito dinheiro para um simples assessor.
    Mas… bem pesquisadinho, em Curitiba” pode existir” tia de vereador que” pode ser gasparzinho da câmara” . E também ” pode ter devolvido muto dinheiro ao sobrinho”.
    Não é minha função pesquisar. MP: investigue!

  4. Pedrão
    quarta-feira, 12 de outubro de 2011 – 9:29 hs

    Ricardo, primeiro lhe agradeço pela forma educada em que comentou o que eu escrevi. São discussões como essas que coroam a democracia. Parabéns.
    Mas, o dinheiro não estava com o Oliveira e, sim com o assessor.

  5. Santinho
    quarta-feira, 12 de outubro de 2011 – 19:30 hs

    Tem uma vereadoara curitibana q faz a mesma coisa com os seus assessores e nada acontece. Ao contrario, disso, mandaram q o principal acusador e que tinha parte do seus salários surrupiado pela mesma, ficar quieto, pois poderia vir a sofrer o peso da mão familiar.

  6. Osvaldo
    quarta-feira, 12 de outubro de 2011 – 21:33 hs

    Não há nada que descaracterize o flagrante.
    A maior parte do dinheiro foi encontrado na gaveta do vereador, não no bolso de assessor.
    De qualquer forma, mesmo que o flagrante fosse armado, a única consequencia seria o RELAXAMENTO do flagrante, algo que não ocorreu, inclusive posteriormente fora concedida liberdade provisória ao vereador. O crime persiste, as diversas evidências e testemunhos de outros assessores terão o condão de fundamentar eventual sentença condenatória. As pessoas sabem muito bem que esta prática é corriqueira nas câmaras de vereadores, porém não levam ao conhecimento das autoridades para que seja investigado este crime de CONCUSSÃO (Art. 316 do Código Penal), como diversamente está ocorrendo neste caso, o que é um grande avanço.

  7. quinta-feira, 13 de outubro de 2011 – 9:58 hs

    Bem, na minha opinião se existe mesmo o fato cujo o qual o vereador está sendo acusado, existe também algo muito estranho em relação a ação destes policiais. Na imagem a gente pode observar que todos os policiais estão agindo de forma estranha, e que se um deles repassa um masso de dinheiro ao revistado, é com o aval dos outros pois tem um que está exatamente na linha de visão da mão esquerda do rapaz que guarda o pacote no bolso.

    Se o vereador é culpado, ou não por ficar com parte do salário dos seus assessores, cabe a justiça averiguar, investigar e cassar o mesmo se tiver culpa, mas que também seja investigada a ação dos policiais que agiram de forma estranha, pois pelas imagens podemos observar que tem “caroço neste angú”.

    Abraços

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