ONG paranaense deve quase R$ 8 mi aos cofres públicos | Fábio Campana

ONG paranaense deve quase R$ 8 mi aos cofres públicos

De O Globo:

Entidades, governos estaduais e prefeituras que firmaram convênio com o Ministério do Esporte, de 2006 até o primeiro semestre deste ano, terão que devolver ao governo federal R$ 49,19 milhões. Esse dinheiro corresponde ao total de 67 convênios do ministério com essas entidades.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), os recursos foram mal gastos e não houve comprovação dos investimentos. As organizações não governamentais respondem pela maior parte do débito: R$ 41,62 milhões (85%). A dívida das prefeituras e estados soma R$ 7,57 milhões (15%).

O maior pedido de ressarcimento é contra a Universidade do Professor, do Paraná, no valor de R$ 7,5 milhões.

Na época, o secretário estadual de Educação era Mauricio Requião.

O Instituto Rumo Certo, do Rio de Janeiro, precisará depositar R$ 5,16 milhões nos cofres públicos. A Associação João Dias de Kung Fu e a Federação Brasiliense de Kung Fu devem, juntas, R$ 4,7 milhões. Ambas são de Brasília. As entidades são comandadas pelo policial João Dias, que denunciou à imprensa supostas práticas de corrupção por parte do ministro do Esporte, Orlando Silva.

Entre as maiores devedoras também estão o Movimento de Resgate, Ação e Cidadania, do Rio de Janeiro, com uma dívida de R$ 4,3 milhões; e a Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, com R$ 3,5 milhões. Na relação, aparece até mesmo a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, com R$ 2,5 milhões.

São crescentes as irregularidades verificadas pela CGU nos convênios com a pasta. Em 2006, não foi verificado nenhum problema em convênios com empresas. Naquele ano, houve irregularidades em apenas duas prefeituras – que, juntas, tiveram cobrados R$ 148.729,46 em ressarcimentos. Em 2007, foram encontrados problemas em convênios com uma empresa e duas prefeituras, totalizando débito de R$ 452 milhões. Em 2008, oito convênios foram condenados, referentes a duas ONGs e quatro prefeituras. O total cobrado foi R$ 9,98 milhões.


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