Isaías revivido | Fábio Campana

Isaías revivido

Ensaio de Aroldo Murá sobre livro de Fábio Campana “A Árvore de Isaías”.

Na Revista Ideias

Avaliei bem, não exagero, ao garantir que estão ecoando bem aqui, neste Terceiro Planalto, novos sons e premonições semelhantes àqueles que justificaram a entrada de Isaías e sua obra no rol dos livros canônicos formadores da Bíblia.

Para essa avaliação, vou às fontes: divido-me entre as traduções de Jerônimo, que se embrenhou na Terra Santa para catar palavra por palavra a obra que depois seria conhecida como a Vulgata, e a do Rei James.


Acho a Vulgata, que consigo mesmo ler em certos trechos no original, acaba sendo-me mais familiar, até por herança cultural. Alguém, afinal, me introduziu a ela, nos anos 1950, quando criança; daí então me “vicei” em cantar certos salmos naquela versão. Um deles, o mais conhecido: “Dominus regit me, e nihil mihi deerit. In locu pascuae ibi me colocavit…” É o 23 ou 22 ou 24, dependendo da edição. “O Senhor é meu pastor…”

A tradução de James tem as britânicas solenidades esperáveis, mas dela desisti desde que tentei entender as beligerâncias de grupos protestantes ultraconservadores em torno do significado de meia duzia de versículos da tradução.

Direta mesmo é a tradução de João Ferreira de Almeida, que foi padre, a preferida dos evangélicos brasileiros.

Hoje, munido de certa paciência, o que não é exatamente a minha característica, releio versículos do profeta Isaías nessas traduções. Afinal, era preciso metabolizar, da forma mais produtiva possível, as admoestações preciosas da “A Árvore de Isaías”, o fértil e impressionante documento, em forma de livro, recém lançado por (Luiz) Fábio Campana, jornalista e escritor curitibano.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*