Irregularidades no Porto causaram prejuízo de R$ 20 bilhões ao Paraná | Fábio Campana

Irregularidades no Porto causaram prejuízo de R$ 20 bilhões ao Paraná

A má administração do porto de Paranaguá durante os oito anos do governo de Roberto Requião causou um prejuízo de mais de R$ 20 bilhões aos produtores paranaenses. E o setor mais prejudicado foi o agronegócio. Só em 2005, o prejuízo chegou a R$ 2 bilhões. Foi o que afirmou nesta quinta-feira (6) o economista Luiz Antonio Fayet, durante depoimento à CPI que investiga irregularidades nos portos do Paraná.

Fayet, que é membro do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá também apontou falhas graves em licitações para a dragagem do porto, queda na eficiência operacional, diminuição do volume de exportação, aumento na taxa de risco, além de falhas em contratos, desrespeito às leis ambientais brasileiras e um suposto esquema de propina que funcionava em Paranaguá. Segundo Fayet, as empresas que tentaram denunciar a prática acabaram sendo perseguidas. “Algumas até deixaram de operar porque as irregularidades não interessam a quem quer trabalhar de forma correta e sem surpresas”, garantiu.

Entre os desvios de cargas, Fayet falou sobre o desaparecimento de cerca de seis mil toneladas de soja que sobram anualmente da chamada reserva técnica. E de um guindaste chamado cabria, capaz de levantar uma carreta carregada.

O economista disse ainda que a maioria das denúncias encaminhadas pelo CAP ao ministério público estadual e federal, aos tribunais de contas do estado e da união, ao ministério dos Transportes e até ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sequer foram investigadas.

E citou uma possível indústria das ações trabalhistas no porto, com a possível participação de integrantes da APPA. “As irregularidades só continuaram porque não houve punição”, garantiu.

“A inércia e a falta de medidas legais contra os maus administradores contribuíram para o prejuízo enorme que o Paraná e o Brasil sofreram nos últimos anos. E estes órgãos fiscalizadores precisam explicar que medidas foram adotadas ou os motivos que impediram que elas fossem tomadas”, explicou.


8 comentários

  1. Leopardo
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 15:50 hs

    O povo que paga esta conta e irão prender quem por este roubo ?

  2. fred
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 16:04 hs

    miaaaaauuu

  3. anonimo
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 16:10 hs

    Esse é um maluco, fica jogando números para a platéia sem consistência, como numa palestra que um funcionário da Fetaep, contestou os dados que ele havia exposto. Um bom falante…

  4. Questionador
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 16:15 hs

    -Infelizmente as agências reguladoras e fiscalização ficam a mercê de lobby’s e a indicação política!!!
    -O Paraná perdeu não só na questão financeira, mas perdeu em todo o processo que envolve a exportação de grãos pelo Porto de Paranaguá, desde os produtores até os exportadores!!! O Brasil, que não possui uma boa imagem perante a opinião pública internacional não foi tão afetado, pois como dizem, já está com o “filme queimado”!!!
    -O que falar do maior administrador de portos do planeta??? Acho que prisão seria uma pena leve demais, isto se fosse em um país dito civilizado, mas para quem tem irmão senador, o cenário muda rapidamente, de réu para vítima!!!

  5. AGUAVE
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 16:29 hs

    Gostaria de aprender a fazer esse cálculo. Nóis é jacu la no interior, e não aprendemo calculá valor de maracutáia.

  6. Nhengo
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 17:06 hs

    tô imaginando quantos guarda-roupas esse povo recheou…

  7. Rafael
    quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – 18:25 hs

    Vamos fazer a CPI do Porto então!

  8. Ana
    sexta-feira, 7 de outubro de 2011 – 9:06 hs

    Governo de farras e loucurasss… agora quem paga???

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