Eliana Calmon contra os togados impunes | Fábio Campana

Eliana Calmon contra os togados impunes

Do Ricardo Kotscho

A corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon, baiana arretada que esta semana arrostou a classe dos “bandidos togados”, já não está sozinha na sua luta contra a impunidade dos magistrados que, em benefício próprio, desrespeitam as leis no lugar de zelar pelo seu cumprimento.

A boa notícia foi publicada na coluna de Mônica Bergamo de ontem: “Racha no CNJ (Conselho Nacional de Justiça): seis de seus 15 integrantes se arrependeram de ter endossado às pressas a nota divulgada pelo presidente do colegiado e do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, contra a corregedora Eliana Calmon. E devem divulgar nova manifestação para esclarecer seu posicionamento.

De acordo com vários relatos, Peluso estava muito nervoso com as declarações de Eliana Calmon de que há ” bandidos escondidos atrás da toga”. Chegou a bater as mãos na mesa ao discutir a nota. Por isso, ela teria sido aprovada “de afogadilho” pelos demais conselheiros”.

O que tanto irritou o valente presidente do STJ e do CNJ, egresso do Tribunal de Justiça de São Paulo, o mais corporativista reduto do Judiciário brasileiro?
Em resumo, o que Peluso e seus aliados indignados com Eliana Calmon querem é tirar o poder da corregedoria do CNJ para investigar os crimes praticados por juízes, delegando a tarefa aos tribunais regionais, onde eles seriam julgados por seus pares, no cafofo do compadrio que garante a impunidade.

Peluso deve ter ficado particularmente incomodado com uma comparação feita pela corregedora, quando ela diz que “o Tribunal de Justiça de São Paulo só vai se deixar ser investigado no dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro”.

Pois é isso mesmo, como sabem todos os que não entenderam as declarações de Eliana Calmon como uma acusação generalizada à Justiça, mas apenas uma constatação sobre os abusos e privilégios de uma casta de supertogados, que se acham acima do bem e do mal.

Os donos do poder do Judiciário não admitem qualquer controle _ nem externo, nem interno. Julgam-se inimputáveis, como as crianças, os idosos e os índios. Dos 33 juízes punidos pelo Conselho Nacional de Justiça, desde a sua criação, em 2005, o Supremo Tribunal Federal já concedeu liminares suspendendo as penas de 15 deles.


8 comentários

  1. Ed
    sábado, 1 de outubro de 2011 – 21:36 hs

    Pelo jeito seis caras sensatos!

  2. DECIO
    domingo, 2 de outubro de 2011 – 10:12 hs

    È como diz o jornalista da Band, isto é uma vergonha, tô com a corregedora, abaixo a podridão e a bandidagem do judiciario, ninguém neste país deve ficar impune ao contrariar as leis.

  3. Rock
    domingo, 2 de outubro de 2011 – 11:13 hs

    Parte desses Juízes pensam que são Deuses, outra tem sim conduta suspeita , esperamos que a parte correta puxe a orelha de quem não valoriza o que representa.

  4. luiz
    domingo, 2 de outubro de 2011 – 11:32 hs

    Depois da Dilma!
    Eliana Calmom para ‘Presidenta’

  5. luiz
    domingo, 2 de outubro de 2011 – 11:35 hs

    Eu sabia que a Bahia tinha que produzir alguma coisa boa para o BRASIL!

  6. domingo, 2 de outubro de 2011 – 17:00 hs

    Vcs ja pararam p pensar essa baiana como presidente do país ? o congresso seria fechado p uma total limpeza porque haja sujeira.

  7. JR
    domingo, 2 de outubro de 2011 – 17:40 hs

    Juizes e Promotores e Alguns Delegados julga-se seres superiores.
    Não passam de pessoas mediocres que se agarram em seus cargos para subjulgar as pessoas.
    Mas um dia a vida vai cobrar com juros toda essa mediocridade.

  8. Pedrão
    segunda-feira, 3 de outubro de 2011 – 11:25 hs

    A única coisa que eles fazem muito bem é reclamar por aumento de salários, pelo que e como fazem, ganham demais. Está na hora de passar um rodo nesse poder. Parabens Eliana Calmon.

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