PPS apoia Eliana Calmon e concorda que Justiça tem bandidos de toga | Fábio Campana

PPS apoia Eliana Calmon e concorda que Justiça tem bandidos de toga

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno PR), afirmou nesta quarta-feira que a bancada do partido é contra qualquer iniciativa que retire poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e anunciou que a legenda vai apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que garante ao órgão o poder de investigar e punir juízes. O Supremo Tribunal Federal (STF) julga hoje ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) pedindo a restrição das funções do CNJ.

O parlamentar manifestou ainda total apoio do partido à cruzada em defesa do CNJ capitaneada pela Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. Na última terça-feira, ela afirmou que diminuir a competência do conselho é o “primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”.

“A ministra Eliana Calmon está correta em seu ponto de vista. Parte da Justiça é formada por verdadeiros bandidos vestidos de toga, não tenho nenhuma dúvida disso. Basta ver aí integrantes de tribunais inteiros sendo afastados. O CNJ é que tem dado o aporte para isso e liderado o enfrentamento contra a corrupção na Justiça em nome da ética, da moral e do respeito ao judiciário que todos nós devemos ter”, afirma o líder do PPS.

Rubens Bueno lembra que o Conselho Nacional de Justiça já foi criado, em 2004, em meio a grande polêmica, onde os próprios magistrados eram contra a sua implantação. “Mas a sociedade como um todo e o Parlamento defenderam a criação do Conselho. Para quê? Para exatamente não permitir a contaminação das diferentes instâncias judiciárias e evitar que aqueles bandidos acobertados pela toga da Justiça viessem a ampliar ainda mais a corrupção dentro do judiciário”, ressalta o líder do PPS.


7 comentários

  1. palha assada
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 15:29 hs

    Todos os poderes devem se submeter a fiscalização, caso contrário seria um regime ditatorial sem limites.
    Ainda mais o judiciário que carregam a pecha de semi deuses, intocáveis, transformando em um reduto blindado.
    A justiça tem o dever exemplar de zelar pela ética e a boa conduta, principalmente, nas suas entranhas.

  2. JULIO CESAR DE SISTI
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 15:40 hs

    O CNJ na verdade não serva para nada, mas ruim com ele e muito pior sem ele!!!!

  3. valéria prochmann
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 15:43 hs

    Também concordo com Eliana Calmon. Em 2008 produzi o editorial abaixo para a revista Ágora Administração (CRA-PR).

    Choque de gestão e círculos de paz

    Parte integrante e indispensável da democracia republicana, o Poder Judiciário desaponta a sociedade pela sua morosidade. Em recente artigo publicado em jornal de grande circulação nacional datado de 10 de março do corrente, o ex-presidente da OAB, Rubens Approbato Machado, apresentou a conta desse gargalo: 43 milhões de processos aguardando julgamento, sendo 32 milhões destes no primeiro grau de jurisdição. Há casos que levam 10, 15, 20 anos para serem solucionados. As justificativas vão desde a falta de juízes, desvios de comportamentos de agentes, escassez de recursos humanos, financeiros e tecnológicos.
    A análise é precisa ao apontar o problema de gestão como fator preponderante do crônico emperramento do Judiciário. O articulista reconhece que os operadores do Direito – entre os quais o próprio se inclui – não estão preparados para lidar com a Administração. “Torna-se necessária a busca de uma gestão profissional, altamente qualificada, nos tribunais, para que possam conquistar maior eficácia”, afirma, concluindo que o Poder Judiciário está à espera de um choque de gestão. A OAB-SP, por sua vez, lança este mês uma campanha para que advogados reajam contra as arbitrariedades de delegados e juízes, por meio de uma cartilha ensinando os profissionais a representarem contra essas autoridades quando as mesmas erram, se omitem ou cometem abuso de poder.
    No Paraná, temos o lamentável exemplo do Tribunal Regional do Trabalho que lançou um concurso público cujo edital desrespeitava notoriamente a Lei n° 4.769/65 que regulamenta a profissão de Administrador, admitindo a inscrição, a prestação de provas e a admissão de pessoas graduadas em “qualquer curso superior” para exercer funções exclusivas do Administrador. Contra isso se insurgiu o CRA/PR, enfrentando o próprio Poder Judiciário, a fim de resguardar os direitos dos administradores. Note-se o paradoxo: justamente a Justiça Trabalhista desrespeitando a legislação federal de proteção aos trabalhadores da Administração.
    Outra abordagem diz respeito à importância de disseminar o conceito da justiça restaurativa, fundada no diálogo, na inclusão, na responsabilidade social e na busca do entendimento para a solução dos conflitos, mudança de condutas, ressarcimento de danos e restauração de relacionamentos, em lugar de punições baseadas na idéia de retaliação. De acordo com este novo conceito, por meio de processos voluntários e colaborativos denominados “círculos de paz”, conduzidos por pessoas capacitadas em técnicas de comunicação, diálogo, mediação e negociação, a vítima, o transgressor e a comunidade procuram meios para restaurar a relação esgarçada e evitar a reincidência. Eis mais um campo em que a Administração poderá contribuir para aprimorar a eficiência e a eficácia da justiça brasileira.

  4. gersonluisaugusto@hotmail.com
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 15:55 hs

    Este Rubens Bueno é um ótimo ator representa o tempo todo ,fala muito e faz pouco .mostre com quem tu andas e direi quem tu es.

  5. gersonluisaugusto@hotmail.com
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 15:59 hs

    Este Rubens Bueno. é um ótimo ator representa o tempo todo ,fala demais e não faz nada .Como diria um certo ex governador “muito limpinho este rubens.”

  6. Cajucy
    quarta-feira, 28 de setembro de 2011 – 16:00 hs

    Parabéns à ministra e ao líder do PPS. Isso sim é defender a sociedade, o cidadão brasileiro, a ética.

    O resto que tem se visto por aí, é arremedo de intenções dúbias. Parabéns. Com louvor, como diria minha professora do primário.

    Aliás, primário de boa lembraça que ajudava a formar verdadeiros cidadãos.

  7. terça-feira, 24 de julho de 2012 – 12:42 hs

    Sei sim, tem bandidos em todos os lugares, salvo quando há uma equipe de juízes, promotores e funcionários dignos. Hoje é muito comum ter bandidos na advocacia, nos tribunais como juízes e promotores e demais. Acho que faz isso é a rivalidade de classes, interesses pessoais, medo, ou a tendência criminosa mesmo com o abuso do seu cargo. Diversas são as circunstâncias dentro do bandidismo na justiça.

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