Falta vilão ao enredo da criação de tributo para saúde | Fábio Campana

Falta vilão ao enredo da criação de tributo para saúde

Do Josias de Souza – Líder de Dilma na Câmara, Cândido Vacarezza esteve no Planalto. Participou de reunião da presidente com a turma da “coordenação” do governo.

Na saída, Vaccarezza (PT-SP) jurou que o governo não vai propor a criação de um novo imposto em 2011.

“Não terá nenhuma iniciativa do governo neste ano para imposto, como está se discutindo.” Hummmm…

O deputado disse que o governo já injeta na saúde mais verbas do que manda a lei. Falou “melhorar a gestão.” Arrematou:

“Depois de tudo isso, lá no futuro, nós vamos discutir com a sociedade se os recursos […] são suficientes para dar um atendimento de qualidade e universal para a saúde.”

O leitor há de concordar com o repórter: falta a esse debate sobre o financiamento da saúde pública brasileira um vilão.

Não um vilão qualquer. Não, não. Abolutamente. Tem que ser um vilão clássico, daqueles que trazem a maldade impressa na cara, sem ambiguidades.

Do modo como a coisa caminha, a platéia perde a meada da trama. O Congresso diz que aprovará o projeto que reforça as arcas da saúde.

Dilma afirma que convém definir a fonte das verbas. Os governadores correm um abaixo-assinado. Mas são todos mocinhos.

Alguém precisa entrar em cena disparando tiros a esmo e gritando para a diligência: “Mãos ao alto. Isso é um assalto”.


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