Região do Centro Cívico é tombada como patrimônio histórico | Fábio Campana

Região do Centro Cívico
é tombada como patrimônio histórico

Foto: SMCS Curitiba

A Secretaria de Estado da Cultura (Seec) acaba de decidir pelo tombamento da região do Centro Cívico de Curitiba. Passam a integrar a relação de bens considerados patrimônios históricos do Paraná as seguintes construções: Palácio Iguaçu, Grupo Escolar Tiradentes, Praça 19 de Dezembro, Prefeitura Municipal, Casa da Criança, Tribunal do Júri, Palácio da Justiça, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Edifício Castelo Branco (anexo Museu Oscar Niemeyer) e toda a extensão da Avenida Cândido de Abreu (sem incluir as construções em seu entorno). A decisão foi tomada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, composto por membros de notório conhecimento nas áreas de patrimônio natural, histórico e artístico no Estado.

Alguns dos bens citados, além da Biblioteca Pública do Paraná e do Teatro Guaíra, que já eram tombados, constituíram as obras de comemoração ao Centenário da Emancipação Política do Paraná, em 1953. O Centro Cívico foi o primeiro centro administrativo do poder público projetado em linguagem moderna no Brasil, antecedendo em quase uma década a realização de Brasília. Na região, outras construções já eram tombadas, como o Colégio Estadual do Paraná, o Passeio Público, o Palacete Leão Júnior e o Parque Estadual Papa João Paulo II (Bosque do Papa).

“O conjunto urbanístico e arquitetônico do Centro Cívico se fez e se faz presente à comunidade paranaense como o proscênio para a realização de manifestações cívicas, sociais, políticas, artísticas e religiosas, desde sua idealização nos anos 50, cabendo na atualidade o reconhecimento da importância deste conjunto como parte integrante da história do Paraná e a formalização da garantia de sua conservação futura”, explica Marcos Venício Alves Meyer, membro do Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.

Escolas – O Conselho também decidiu pelo tombamento dos edifícios do Grupo Escolar D. Pedro II (Avenida Bispo Dom José, 2.567), do Grupo Escolar Dr. Xavier da Silva (esquina da Rua Marechal Floriano com a Avenida Silva Jardim) e do Grupo Escolar Cruz Machado (Avenida Bispo Dom José, 2.006), onde atualmente funciona a Delegacia de Antitóxicos.


6 comentários

  1. segunda-feira, 29 de agosto de 2011 – 17:15 hs

    EU CONCORDO POIS UMA CIDADE QUE TEM SEUS PATRIMONIOS HISTÓRICOS DEVEM PRESERVALOS SIM..POIS FICARÁ PARA Á POSTERIDADE…………………………………………………………………….

  2. Jango
    segunda-feira, 29 de agosto de 2011 – 17:37 hs

    OK, essa é uma boa medida; mas deveria ser alterada a lei que impede alteração na região da Rua Riachuelo – onde não existe sequer resquício aproveitável de edificios históricos preserváveis – de ser revitalizada urbanísticamente. O feito pela Prefeitura é somente uma pincelada de fachada, dentro os imóveis estão perecendo, quiçá já para forçar os proprietários a vendê-los por preço baixo e depois vem a alteração benefiando novos proprietários e não aqueles que até agora arcaram com as consequências da nefasta lei municipal …

  3. VERDADE
    segunda-feira, 29 de agosto de 2011 – 18:07 hs

    Porque não aproveitam e fazem um literal “tombamento” da Assembléia Legislativa???

  4. Politiquinha
    terça-feira, 30 de agosto de 2011 – 9:42 hs

    O calçadão do Ducci tá cancelado? Ou é patrimonio histórico mas alteram como bem entendem?

  5. Luciana Menezes
    terça-feira, 30 de agosto de 2011 – 11:06 hs

    Este tombamento é muito importante, e com esta medida previne-se que se façam novas e danosas intervenções, como foi o caso da descaracterização do Palácio Iguaçu pela reforma feita recentemente.

  6. Anônimo
    domingo, 26 de outubro de 2014 – 17:13 hs

    EU QUERO BER DE RUINAS

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