Justiça concede habeas corpus para dois presos no caso do Morro do Boi | Fábio Campana

Justiça concede habeas corpus para dois presos no caso do Morro do Boi


O julgamento de um recurso da defesa de Juarez Ferreira Pinto pedindo a anulação da sentença de 65 anos de prisão foi adiado para dia 25

da Gazeta do Povo

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu, nesta quinta-feira (18), habeas corpus a dois presos por suspeita de fraudar provas no caso que ficou conhecido como Crime do Morro do Boi. Outros dois envolvidos tiveram os pedidos de liberdade negados.

Foi determinada a expedição dos alvarás de soltura do delegado José Tadeu Bello, ex-titular da delegacia de Matinhos, e do guarda municipal Marcelo de Mello Coradin. Eles foram presos em junho suspeitos de envolvimento em uma trama para inocentar Juarez Ferreira Pinto, condenado no ano passado a 65 anos de prisão pelo ataque a um casal de namorados no litoral do Paraná, em 2009.

Já o investigador da Polícia Civil aposentado, Altair Ferreira Pinto, conhecido como Taíco, e o policial militar Renato Pereira da Silva tiveram os pedidos de liberdade negados. Taíco é irmão de Juarez. Outros quatro policiais militares também foram detidos por envolvimento no caso. Ele foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusados de fraude processual com objetivo de tentar incriminar o vigilante Paulo Delci Unfried no lugar de Juarez.

Também estava na pauta do TJ-PR um recurso pedindo a anulação da sentença que condenou Juarez à prisão. Mas a pedido da própria defesa de Juarez o julgamento foi adiado para a próxima sessão, marcada para a quinta-feira (25). O advogado Mário Lúcio Filho disse que o pedido sustenta que seu cliente não teve direito à ampla defesa. “Temos testemunhas que não foram ouvidas pois o juiz as considerou irrelevantes para o processo. No entanto, o depoimento destas pessoas mudam totalmente os rumos do caso”, afirmou.

Crime

O casal de namorados Osíris Del Corso e Monik Pegorari de Lima estava na trilha quando foi atacado, no dia 31 de janeiro de 2009. O rapaz recebeu um tiro no peito e morreu após tentar salvar a namorada Monik, que também foi baleada. A polícia reconheceu o suspeito após recolher pistas e ouvir depoimentos de Monik.

Juarez Ferreira Pinto foi preso no dia 17 de fevereiro de 2009 e o caso foi encerrado. Em junho daquele ano, Paulo Delci Unfried foi preso por invadir uma casa e violentar uma mulher, em Matinhos, e confessou ter matado Osíris e baleado Monik. Ele voltou atrás e disse que foi forçado a confessar o crime.

Em junho de 2011, seis policiais foram presos, acusados de fraude processual no caso. O grupo é investigado pelos crimes de formação de quadrilha, tortura e denúncia caluniosa.

Testemunhas foram ouvidas durante todo o ano de 2009 e a sentença foi proferida no ano seguinte. Juarez Ferreira Pinto foi condenado a 65 anos e cinco meses de prisão, em fevereiro de 2010.


2 comentários

  1. ricardo crovador
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 11:50 hs

    Vergonha. O ministério público e a imprensa tem de ficar de olho nisso. Como fica a segurança das testemuhas? Das famílias das vítimas? Da prórpia vítima sobrevivente?

  2. Jansen
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 13:41 hs

    Ih…começou a palhaçada.

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