Governo negocia investimentos de R$ 12 bi com Paraná Competitivo | Fábio Campana

Governo negocia investimentos de R$ 12 bi com Paraná Competitivo

Foto:Aen

O Governo do Estado negocia a concessão de incentivos fiscais do programa Paraná Competitivo com cerca de 70 grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Os investimentos previstos chegam a R$ 12 bilhões. São empreendimentos em setores como tecnologia da informação, cadeia automotiva, madeira, papel e celulose, combustíveis, energia, reciclagem, alimentos, química e outros.

Com o recente anúncio do investimento de R$ 170 milhões da multinacional Caterpillar no município de Campo Largo, o programa Paraná Competitivo já contabilizou inversões de R$ 2 bilhões para implantação ou ampliação de plantas industriais no Estado, com a geração de 6.600 empregos diretos. O programa foi lançado no final de fevereiro com o objetivo de tornar o Paraná mais competitivo e atraente para receber investimentos nacionais e estrangeiros.

“Os anúncios sistemáticos de instalação de novas empresas de porte em várias partes do Paraná demonstram a mudança de postura do governo, que está aberto ao entendimento com a iniciativa privada”, afirma o governador Beto Richa. Segundo ele, todas as empresas que tenham interesse em trazer riquezas e gerar empregos no Estado serão bem recebidas. “Todas as regiões paranaenses têm condições de atrair investimentos e é isso que vai garantir que o Paraná volte a ser uma terra da promissão, uma terra de oportunidades”.

Para o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, os resultados do programa Paraná Competitivo demonstram uma nova atitude na condução de assuntos do interesse dos paranaenses. “O Paraná criou o melhor ambiente para negócios no Brasil. Estamos competitivos para atrair empresas nacionais ou estrangeiras. Temos um Governo que é amigo do capital e que garante segurança jurídica para os investidores”, acrescenta.

O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, destaca que além de incentivos fiscais as condições geográficas e econômicas do Paraná são atributos decisivos para receber empresas. “O governo tem fortalecido as empresas e cooperativas do Estado, ao mesmo tempo em que apóia as corporações estrangeiras. É com esse entendimento, e seguindo orientação do governador Beto Richa, que vamos buscar novos investimentos para o Paraná”, completa.

ANUNCIADOS – Entre os principais empreendimentos enquadrados no Paraná Competitivo desde fevereiro estão a Sumitomo, empresa japonesa que vai investir mais de R$ 500 milhões na fabricação de pneus em Fazenda Rio Grande; a chilena Arauco que vai ampliar a produção de placas de MDF em Jaguariaíva, com aporte de R$ 272 milhões; a norte-americana Cargill vai construir uma unidade de processamento de milho com a aplicação de R$ 360 milhões em Castro.

A alemã Supremo Cimento constrói uma unidade no município de Adrianópolis, no Vale do Ribeira, com mais R$ 290 milhões. A Volvo, em Curitiba, investe R$ 200 milhões na ampliação da sua linha de produção e a chilena Masisa já anunciou o investimento de R$ 278 milhões para a expansão da linha de MDF em Ponta Grossa.

Ainda há a paranaense Potencial Combustíveis que está construindo uma Usina de Biodiesel na Lapa, com investimentos de R$ 100 milhões. No Litoral, a italiana Techint foi a primeira empresa a anunciar o início das atividades de fornecimento para a indústria do pré-sal. A empresa investe R$ 25 milhões na modernização da unidade em Pontal do Paraná para construir, de imediato, duas plataformas de extração de petróleo na costa paranaense.

Na avaliação de Ricardo Barros, o trabalho apresentado até agora é só um início de um grande processo de geração de renda e emprego que atingirá todo o Estado. “O Paraná vive hoje um novo ciclo de industrialização”, diz. Ele reforça que uma das principais preocupações do governador Beto Richa é a distribuição dos investimentos pelo interior do Estado, principalmente nos pequenos e médios municípios.

“Mesmo sabendo que a localização é uma decisão do empresário – que leva em conta a infraestrutura, a qualificação da mão de obra e a realidade sócio-econômica do local – estamos trabalhando para criar alternativas para distribuir melhor os investimentos pelo interior do Paraná”, destaca o secretário.

Linhas de ação – O Paraná Competitivo foi criado para articular diferentes linhas de ação para tornar o Estado mais atraente ao setor produtivo. São cinco vertentes principais: política fiscal, qualificação de mão de obra, infraestrutura, internacionalização e desburocratização.

Além da secretaria de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, também participam do Paraná Competitivo as secretarias da Fazenda, Assuntos Estratégicos, Planejamento, Meio Ambiente, Trabalho e Emprego, Infraestrutura e Logística, a Agência de Fomento, BRDE, Copel, Compagás, Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Lactec, Ipardes.

“É um grande programa de Governo que também leva em consideração as demandas e sugestões do setor produtivo. Temos boas parcerias com as Federações e Associações”, frisa Ricardo Barros.

BOX

Números PR Competitivo

Investimentos anunciados:

R$ 2 bilhões

Postos de Trabalho: 6,6 mil empregos diretos

Principais empresas – Arauco do Brasil S.A. , Caterpillar, Cargill, Sumitomo, Potencial, Supremo Cimento, Techint, Volvo e Masisa

Investimentos em negociação: R$ 12 bilhões


7 comentários

  1. Borduna
    domingo, 14 de agosto de 2011 – 12:34 hs

    E para os empresários locais também, ha incentivos? Ou só pras multis?

  2. Carlos Pedrini
    domingo, 14 de agosto de 2011 – 13:28 hs

    O Beto Richa e todo o secretariado está de parabéns.Vale lembrar que sem os incentivos fiscais concedidos todo este investimento industrial iria para outros estados.Isto, sim, é que é visão de futuro!

  3. domingo, 14 de agosto de 2011 – 14:53 hs

    NOSSO GRANDE GOVERNADOR BETO RICHA, ESTÁ SEGUINDO OS PASSOS DO GOVERNADOR DA CALIFÓRNIA NOS EUA..GERANDO MILHARES DE EMPREGOS,QUE ALEM DE DAR ESTABILIDADE FINANCEIRA AO ESTADO, ATRAVÉS DE IMPOSTOS, GERA EMPREGO QUE AJUDA A DIMINUIR Á VIOLENCIA…O PARANÁ JÁ FOI TIDO COMO O ESTADO MAIS RICO DO BRASIL, E PODERÁ VOLTAR Á SER

  4. domingo, 14 de agosto de 2011 – 15:03 hs

    JERRY BROUWN INCLUSIVE É O INDICADO Á SER O ESCOLHIDO PARA ENFRENTAR OBAMA NAS PRÓXIMAS ELEIÇOES PRESIDENCIAIS INCLUSIVE COM CERTO FAVORITISMO

  5. Jack
    domingo, 14 de agosto de 2011 – 18:40 hs

    Pois é, tudo é sempre encaminhado para as mesmas regiões.
    O norte, noroeste, sudoeste, entre outras, sempre ficam com migalhas.
    Nem quando o Secretário não é da capital, como agora, as coisas não mudam. Acho que o jeito mesmo é separarar o Estado de vez, como estão querendo fazer lá no norte e nordeste. Plebiscito já!

  6. Revoltado
    segunda-feira, 15 de agosto de 2011 – 8:25 hs

    Concordo com o Jack o interior esta abandonado.
    Quanto vai ser investido no Oeste do Paraná?
    Que saudade do Requião e do Pesuti.

  7. segunda-feira, 15 de agosto de 2011 – 11:46 hs

    Enfim o estado em boas mãos…tudo voltou ao normal, depois de anos de abstinencia de inteligência….empresas, significam mais empregos e impostos que acabam por virar maior arrecadação e bem estar pra todos….tivessemos tido isso nos últimos 8 anos, hoje, teriamos muito mais segurança, mais saúde, mais infra-estrutura…..

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