Espanhol esganou namorada em apartamento do Batel, conclui delegada | Fábio Campana

Espanhol esganou namorada em apartamento do Batel, conclui delegada

Laudo do IML apontou que mulher foi morta por asfixia mecânica e por inalação de monóxido de carbono. Polícia pretende indiciar o acusado pelo homicídio

Felippe Anibal da Gazeta do Povo

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Carolina Paschoal, de 31 anos, foi morta por asfixia mecânica e por inalação de monóxido de carbono. A mulher morreu na madrugada de 10 de abril, no apartamento do namorado dela – um homem de 39 anos, de nacionalidade espanhola -, no bairro Batel, em Curitiba. A delegada responsável pelo caso, Aline Manzatto, adiantou que vai indiciar o espanhol por homicídio.

“Sem dúvida, houve a esganadura. Além da vítima, só havia ele no apartamento e testemunhas disseram que ouviram gritos altos durante a madrugada”, justificou a delegada.


Na noite anterior à morte, a mãe da vítima havia recebido um telefonema do espanhol, informando que Carolina estaria passando mal. Na manhã seguinte, a mulher foi ao apartamento e encontrou a filha morta, deitada na cama, de bruços e com roupas normais. O espanhol dormia na sala, de acordo com relatos da mãe da vítima. No banheiro, havia vestígios de vômito.

No apartamento, foram encontradas garrafas vazias de bebidas alcoólicas e uma pequena porção de droga. O exame do IML, no entanto, aponta que Carolina não tinha consumido drogas nem álcool.

A delegada informou que vai tentar ouvir o espanhol novamente, antes de concluir o inquérito policial. “O advogado dele disse que o acusado se manifestaria quando o laudo do IML ficasse pronto”, contou. Após o depoimento, Aline pretende concluir as investigações e remeter o caso ao Ministério Público. Apesar disso, a polícia não deve pedir a prisão do suspeito.

Na ocasião da morte, a mãe da vítima apontou que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de seis meses. O suspeito teria passado um curto período na França e, ao retornar, teria manifestado interesse em se casar com a vítima. De acordo com informações da DH, o espanhol trabalha como auditor de uma empresa de telefonia em Curitiba. O homem chegou a ficar preso por cinco dias, mas a Justiça relaxou a prisão.


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