Dilma sanciona LDO 2012 com vetos | Fábio Campana

Dilma sanciona LDO 2012 com vetos

Presidente vetou dispositivo que assegurava recursos para aposentados.
Também foi vetada obrigação do Tesouro declarar emissões no orçamento.

Alexandro Martello do G1

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (15), em publicação no “Diário Oficial da União”, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, que estabelece as regras básicas para o orçamento do ano que vem, com mais de 30 vetos.

Entre eles, a presidente da República vetou o dispositivo que assegurava os recursos necessários para dar ganhos reais (acima da inflação) para as aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor do ganho ainda seria definido com as centrais sindicais e com representantes dos aposentados.

“Não há como dimensionar previamente o montante de recursos a serem incluídos no PLOA-2012, conforme determina o caput do art. 48, uma vez que, até o seu envio, a política em
questão poderá ainda não ter sido definida”, informou o governo, ao explicar a razão do veto.


Déficit nominal
Também foi vetado pela presidente o dispositivo que limitava o chamado “déficit nominal” das contas públicas, conceito que considera as receitas e todas as despesas, inclusive aquelas relacionadas com os juros da dívida pública, em 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a previsão do governo para o indicador no ano que vem. O mercado financeiro, porém, projeta um déficit nominal bem acima disso (2,25% do PIB para 2012).

Segundo despacho da Presidência da República, o estabelecimento de um teto para o resultado nominal, sendo que já existe uma meta para superávit primário (antes da contabilização dos juros da dívida pública, de R$ 139,8 bilhões para 2012) para o setor público, limitaria “o campo de atuação da política monetária [definição de juros] para fins de cumprimento da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional [de 4,5% para o ano que vem]”.

De acordo com o governo, resultado nominal, e o estoque da dívida do setor público, são apenas “indicativos [e não metas], por sofrerem influência de fatores fora do controle direto do governo”. “Entre os fatores que estão fora do controle do governo e que afetaram recentemente os resultados nominais destacam-se: crise financeira internacional de 2008; crise fiscal em diversos países da Área do Euro; e aumento do preço das commodities em função da maior demanda de economias emergentes”, informou.

Também foi vetado o dispositivo da LDO que dizia que a programação orçamentária e financeira de 2012 observaria, como redutor da meta primária, o montante constante na lei. Segundo o governo, o veto aconteceu porque o artigo retiraria a “discricionariedade do Poder Executivo em não abater o PAC da meta de superávit primário durante a execução orçamentária e financeira”.


2 comentários

  1. tony
    segunda-feira, 15 de agosto de 2011 – 18:58 hs

    Vovôs e vovós, a tia companheira não é tão boazinha quanto o companheiro. E quem se deixou levar por aquela estorinha de, mãe do PAC, vai ajudar o governo a ter superávit em 2012, as custas das suas aposentadorias e pensões. Tony

  2. PK
    segunda-feira, 15 de agosto de 2011 – 22:21 hs

    É quem votou na companheira alugada pelo pt esperando o aumentinho nos salarios e pensões acima da inflação caiu da égua, o pt arrumou a canadura do rumo da grana. os velhinhos estão ganhando bem, ja tem medicos hospital e remedios de graça sem precisar enfrentar fila e ficar esperando mais de um mes para uma consulta. estamos fritos!

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