Comissão de Segurança Pública debate a polêmica das "algemas" | Fábio Campana

Comissão de Segurança Pública debate a polêmica das “algemas”



Francischini alega que toda a polêmica do uso das algemas na Operação Voucher tem como objetivo desviar o foco das denúncias

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) e o deputado Mendonça Prado (DEM-SE), reuniram lideranças representantes dos policiais federais – delegados, agentes, peritos, papiloscopistas e administrativos – para participar da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).

A polêmica sobre a investigação da PF ressurgiu durante a ‘Operação Voucher’, deflagrada no início do mês, quando 38 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo foram presas acusadas de desvio de verbas públicas ocorrido em 2009.

Para o deputado Francischini as críticas relacionadas ao uso de algemas têm como objetivo desviar o foco das denúncias e desqualificar a atuação da Polícia Federal, assim como em 2008, quando as algemas foram criticadas durante a “Operação Satiagraha”.


“As algemas na maioria das vezes são necessárias e preservam a vida do policial e do preso. Quando a família, os amigos e defensores do acusado não conseguem defendê-lo, citam as algemas para tentar desqualificar o trabalho. Além do que as algemas só foram utilizadas durante o transporte aéreo. A legislação aeronáutica diz que tal medida é obrigatória. Infelizmente, passou a ser delito maior que desvio de milhões dos cofres públicos”, afirmou.
As entidades classistas denunciaram a situação alarmante que atingiu a Polícia Federal, diante dos cortes no orçamento da União para 2011 e que acabam por reduzir o deslocamento de policiais em operações.

O orçamento do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Fenapol), previsto inicialmente em R$ 479 milhões, foi reduzido em 28%. Gastos com diárias, transporte, hospedagem e alimentação de policiais federais em missão ou operações oficiais, custeados pelo fundo, foram limitados a R$ 58 milhões este ano – uma redução de cerca de 35% em relação aos R$ 89,8 milhões utilizados em 2010.


7 comentários

  1. Politiquinha
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 14:07 hs

    Cara! Finalmente concordei com o Francischini! Achei que isso jamais aconteceria. Correto!

  2. carlos rocha
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 15:14 hs

    ORA SE ATÉ O PRESIDENTE DO FMI FOI ALGEMADO NOS EUA, POR ACUSAÇÃO DE ESTRUPO, PORQUE CORRUPTOS NÃO DEVEM SER ALGEMADOS, DAQUI A POUCO ATÉ FERNANDINHO BEIRA MAR NÃO VEI QUERER USAR ALGEMAS PORQUE CONSTRANGE SUA MORAL.

  3. Alaor
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 15:45 hs

    ALEM DE ALGEMAS ELES DEVERIAM APANHAR NA CARA, SÃO LADRÕES COMO QUALQUER OUTRO, TALVEZ PIOR PORQUE A ELES FOI CONFIADO A GUARDA DO DINHEIRO PUBLICO,

  4. leila
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 16:34 hs

    Francischini: como sempre direto e objetivo.

  5. caruncho
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 16:40 hs

    esse deputado devia pendurar uma melancia no pescoço,pois ele só quer aparecer

  6. Lucas Garcia
    sexta-feira, 19 de agosto de 2011 – 19:24 hs

    Tenho orgulho de ter votado no Delegado/Deputado Francischini.
    Um dos poucos político honestos da Câmara Federal.

  7. Interior do Paraná
    sábado, 20 de agosto de 2011 – 11:40 hs

    Mais uma vez me orgulho do voto que fiz para Deputado Federal, Francischini mostrando a que veio…conte com os votos nao so de Curitiba porque o interior também está observando seu trabalho..

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