Bovespa opera em forte queda e dólar sobe, após rebaixamento dos EUA | Fábio Campana

Bovespa opera em forte queda e dólar sobe, após rebaixamento dos EUA

Do UOL Economia, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) operava abaixo dos 50 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2009 nesta segunda-feira (8) e chegou a cair mais de 9%. Por volta das 16h20, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) tinha perda de 6,66%, aos 49.423,91 pontos (siga no UOL Economia gráfico da Bovespa com atualização constante).

Este é o primeiro dia de operação dos mercados após a agência de risco Standard & Poor’s rebaixar a nota dos Estados Unidos. Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

No acumulado da semana passada, a Bolsa teve queda de 9,99%, a pior desde a semana de 17 a 21 de novembro de 2008 (quando perdeu 12,68%).

A cotação do dólar comercial tinha alta de 1,79%, a R$ 1,61 na venda, (veja no UOL gráfico com as últimas atualizações). Na semana anterior, a moeda norte-americana teve valorização de 1,97%.

O euro tinha valorização de 1,59%, vendido a R$ 2,28.
Bolsa para automaticamente se cair 10%

A Bovespa tem uma ferramenta chamada “Circuit Breaker”, também usada em outros mercados no mundo, que entra em ação para amortecer movimentos bruscos das ações.

Se o índice Ibovespa cair 10%, o instrumento é acionado automaticamente, e os negócios são paralisados por 30 minutos. A Bovespa define o instrumento como “proteção à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado”.


As Bolsas de Valores asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira, apesar de esforços das autoridades globais para impedir o colapso da confiança do investidor depois do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu em um ponto o rating de longo prazo dos EUA, tirando sua classificação “AAA” e encerrando uma semana em que os mercados mundiais perderam US$ 2,5 trilhões em valor diante das preocupações sobre a economia norte-americana.

Líderes financeiros do G7 prometeram tomar as medidas necessárias para estabilizar os mercados, que perderam a fé na capacidade dos políticos para combater a crise de dívida na Europa e nos EUA.
Reunião do Fed ganha mais importância

Depois do pânico da semana passada, todos os olhos estão voltados ao Federal Reserve (Fed), banco central americano, que amanhã apresenta sua decisão de política monetária.

A reunião, que já era o evento mais aguardado entre os investidores, ganha importância ainda maior depois que os Estados Unidos perderam a nota “AAA” segundo a métrica da Standard & Poor’s (S&P).

Com esse rebaixamento de nota, que pode piorar ainda mais as perspectivas para a economia americana, cresce a expectativa quanto alguma ação por parte do Fed para estimular o crescimento, seja via compra de títulos ou outros instrumentos.

Boa parte da desesperança da semana passada veio da degradação de perspectivas com relação à economia americana depois que o congresso aprovou um plano de austeridade e os indicadores econômicos ficaram abaixo do previsto.
Boletim Focus

O mercado reduziu a projeção de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevendo avanço de 6,28%, segundo estimativa do boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado hoje. Na leitura da semana passada o levantamento apontava inflação de 6,31% para 2011.

A atual projeção reduziu a expectativa de inflação para este ano após as três leituras anteriores do relatório do BC apresentarem estabilidade, e também diminui as perspectivas de inflação para 2012, que ficou em 5,27%, contra 5,30% na semana passada.

Para os próximos 12 meses o mercado aumentou a expectativa de inflação para 5,42%, após previsão de 5,40% na semana passada.


Um comentário

  1. CAÇADOR DE PETISTAS
    segunda-feira, 8 de agosto de 2011 – 18:48 hs

    Que é isso cumpanhero, isso é apenas uma “marolinha”.

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