A briga na Câmara de Curitiba agora é pelas vagas na CPI do Derosso | Fábio Campana

A briga na Câmara de Curitiba agora é pelas vagas na CPI do Derosso

Roger Pereira do Estado do Paraná

Instaurada a CPI do Derosso na Câmara Municipal de Curitiba, começou, no plenário da Casa, uma disputa pelos nove postos na comissão que investigará e sugerirá a punição do presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB) caso comprovadas as irregularidades nos contratos de publicidade do legislativo municipal, que teriam beneficiado a mulher do vereador, Cláudia Queiroz. De acordo com a regra da proporcionalidade, três vereadores do PSDB, mesmo partido de Derosso, participarão da CPI, enquanto a oposição, proponente da CPI, só terá garantido um membro.

Com 14 vereadores, o PSDB indicará três membros, tendo um terço da CPI. Os partidos com três vereadores (PT, PDT, DEM e PSB) indicarão um vereador cada. A maior discussão está na montagem dos blocos de partidos que, sozinhos, não teriam uma vaga na CPI por ter menos que três vereadores na Casa.

A Mesa Diretiva dividiu, previamente, os outros oito partidos com representatividade na Câmara em dois blocos, cada um deles podendo indicar um integrante para a CPI. Mas, em um bloco, foram colocados os quatro partidos com dois vereadores (PPS, PMDB, PV e PP) e, em outro, os partidos com um vereador: PRB, PRP, PSC e PSL.

“É um absurdo matemático, um grupo de oito vereadores indica o mesmo número que um grupo com quatro. E, de quebra, colocaram no mesmo grupo, eu, a vereadora Renta Bueno (PPS) e o vereador Paulo Salamuni (PV), três dos que mais atuaram para que houvesse essa investigação. Assim, só um de nós, ou, até, nenhum, participará da CPI”, disse o líder da oposição, Algaci Túlio (PMDB).

“Com um, ou no máximo dois vereadores da oposição nesta CPI, são grandes as chances de aliados do presidente Derosso assumirem a presidência e a relatoria da CPI. Temo pelo bom andamento e pelo resultado da comissão”, acrescentou.

Líder do PSDB na Câmara e já indicado pelo partido para compor a CPI, o vereador Emerson Prado negou que o partido reivindicará os principais cargos da CPI para aliados. “Como líder da bancada, já propus que nenhum vereador tucano candidate-se para a presidência ou a relatoria. Também não vamos reivindicar que sejam membros da bancada de apoio. Vamos deixar os vereadores livres para decidir”, disse.

O PSDB já indicou seus três membros para a CPI. Além de Emerson Prado, destacou Jair César e Paulo Frote para acompanhar as investigações. Do DEM, foi indicado Denílson Pires, enquanto o PDT já definiu que Tito Zeglin fará parte da comissão. Os outros partidos ainda não definiram seus indicados.


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