Suspeito preso sexta-feira não participou de chacina, diz delegado | Fábio Campana

Suspeito preso sexta-feira não participou de chacina, diz delegado

Valmir Assis Cabral foi apontado pela PM como suspeito na morte de cinco pessoas, entre elas o ambientalista Jorge Grando. Polícia Civil confirmou que o detido ainda estava preso na data do crime


de Felippe Aníbal e Vitor Geron da Gazeta do Povo

A Polícia Civil descartou nesta segunda-feira (11) a participação de Valmir Assis Cabral na chacina ocorrida em Piraquara, em 23 de abril, que teve cinco vítimas, entre elas o ambientalista e ex-secretário de Meio Ambiente de Pinhais Jorge Grando. De acordo com a delegacia do município da região metropolitana de Curitiba, o suspeito preso na última sexta-feira (8) estava detido no dia do crime e não teria envolvimento na morte, como foi divulgado pela Polícia Militar (PM).

Segundo o delegado Amadeu Trevisan Araújo, o homem de 34 anos era fugitivo da Colônia Penal Agrícola, mas documentos do sistema penitenciário comprovam que ele esteve detido em regime fechado até o dia 5 de maio. Cabral cumpria pena por roubo desde 2009 e fugiu assim que o regime foi alterado para semiaberto. O homem foi preso na Vila Macedo, em Piraquara.

De acordo com o delegado, as investigações sobre a chacina continuam, mas Araújo admite que o caso seja complicado. Algumas linhas de investigação já foram descartadas e a polícia trabalha com duas hipóteses principais que não podem ser reveladas. Para o delegado, a preocupação da polícia não é buscar suspeitos e sim provas sobre o crime.

As investigações seguem com o apoio do Setor de Inteligência da Polícia Civil e do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

Crime

Na época do crime a Polícia Civil informou que a chacina teria ocorrido em um galpão ao lado da casa dos Grando, onde as cinco vítimas estavam fazendo um churrasco e teriam sido rendidos. Eles foram conduzidos até a pequena cozinha da casa, amarrados com as mãos para trás com fios de luz e arames e baleados na cabeça. Na residência do ambientalista, foi encontrado um estojo de munições de calibre nove milímetros.

Além de Jorge Grando, estavam entre as vítimas seu irmão, Antônio Luís Carvalho Grando, o funcionário da Sanepar Albino Silva, o empresário Gilmar Reinert e o agente da Penitenciária Central do Estado Valdir Vicente Lopes.

Em 26 de maio amigos e familiares do ambientalista realizaram um ato em sua homenagem. Na manifestação realizada na Boca Maldita, em Curitiba, também estiveram presentes índios da aldeia Araçaí, de Piraquara, e pessoas ligadas ao movimento ambiental.


3 comentários

  1. Cidadão
    terça-feira, 12 de julho de 2011 – 11:59 hs

    É o que dá Polícia Militar se metendo em assunto que não é de sua competência. “Cada macaco no seu galho”. Enquanto isto o policiamento ostensivo, obrigação da PM, não existe em todo o Estado.

  2. Dizao
    terça-feira, 12 de julho de 2011 – 16:30 hs

    entoa sorta o homi

  3. marcello
    quarta-feira, 13 de julho de 2011 – 8:36 hs

    Soltar como se o homem morreu? Agora quero ver!!!!

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