Servidores em greve ameaçam invadir reitoria da UFPR | Fábio Campana

Servidores em greve ameaçam invadir reitoria da UFPR

Paralisação, que começou em 15 de junho, pode adiar início das aulas

Do Bem Paraná

A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que começou em 15 de junho, pode adiar o retorno das aulas na instituição, previsto para 1º de agosto. Ontem, o Centro de Computação Eletrônica (CCE), no Centro Politécnico, foi fechado pelos grevistas e os poucos servidores que ainda trabalhavam também aderiram à paralisação. Hoje, em assembleia marcada para as 8 horas no Restaurante Universitário Central, os grevistas decidirão se vão ocupar o prédio da Reitoria e como seria a ocupação. Às 9 horas, eles farão ato no local.

As matrículas dos estudantes pelo site da UFPR estavam marcadas para entre 11 e 15 de julho mas não aconteceram. A assessoria de imprensa da instituição informou que as matrículas poderão ser feitas manualmente, mas ainda não há informações.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest) divulgou nota pelo site onde pede desculpa aos estudantes pelos transtornos. “O comando de greve tem ciência dos problemas causados aos alunos com a interrupção nas atividades. Entretanto, a greve é a única ferramenta de que dispomos”, diz a nota.

A paralisação também afeta o Hospital de Clínicas do Paraná (HC) que, desde 16 de junho, não recebe novos pacientes no Pronto Atendimento. A coleta ambulatorial, assim omo exames de raio-x também foram suspensos em 27 de junho. Os poucos servidores que trabalham no hospital atendem os casos de emergência, como o de pacientes transplantados e da quimioterapia.

Os servidores querem a reabertura de 130 leitos no HC, que teriam sido fechados por falta de pessoal. Além disso, os técnicos administrativos pedem que o governo federal estabeleça e coloque em prática um plano de cargos e salários para a categoria. Eles também querem aumento do piso salarial de R$ 1.034 para R$ 1.635 e o aumento de benefícios como o vale-alimentação, além da correção de distorções.

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) afirmou ontem que o governo ainda não abriu para negociações com os servidores. O único comunicado oficial foi solicitando a suspensão da greve para que a negociação comece. Essa proposta foi negada pelos grevistas, que decidiram na última semana dar continuidade ao movimento.


Um comentário

  1. Ed
    quinta-feira, 21 de julho de 2011 – 14:42 hs

    Ué, eles não votaram em massa na Dilma?

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