Operadoras têm 3 meses para começar a oferecer internet por R$ 35/mês | Fábio Campana

Operadoras têm 3 meses para começar a oferecer internet por R$ 35/mês

Da Banda B

Em até 90 dias, as concessionárias de telefonia fixa deverão começar a disponibilizar para os clientes a internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35 por mês. O acordo foi fechado nesta quinta-feira (30) entre as operadoras Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC e o Ministério das Comunicações.

As empresas devem assinar ainda hoje um termo de compromisso com o governo para oferecer a banda larga nos moldes combinados. Também deve ser assinado um decreto presidencial que institui o novo Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia Fixa (PGMU 3), que faz parte da renovação dos contratos de concessão.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o cronograma de oferta do serviço ainda não foi fechado, mas o serviço deve estar disponível em todo o país e em cerca de 70% dos domicílios até 2014. A velocidade também deve aumentar para até 5 Mbps.

Na avaliação do ministro, o acordo com as empresas é um “grande negócio”, pois o preço é a metade da média adotada no país. “Achamos que isso vai ser muito atraente, claro que se fosse mais barato seria melhor, mas não conseguiríamos fazer isso sem subsídio e não optamos por isso neste momento. Este plano não terá recursos públicos”, disse Bernardo.

O acordo com as empresas não estabelece metas de qualidade da internet a ser ofertada, mas Paulo Bernardo garantiu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai votar até outubro um regulamento para estabelecer regras que devem ser seguidas por todas as empresas que oferecem a internet fixa e móvel.

Bernardo também explicou que as sanções a serem aplicadas às empresas, por descumprimento do acordo com o governo, podem ser convertidas em obrigações de novos investimentos e, em último caso, em multas pecuniárias. Nos locais onde as empresas não conseguirem oferecer o serviço banda larga fixa, haverá a possibilidade de oferta de internet móvel.

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que, por não ter subsídios do governo, as empresas terão que “usar técnicas criativas” para atender aos termos do acordo. “Esses novos valores vão possibilitar que novas famílias possam ter acesso a esse serviço, e esse é o principal objetivo”, disse.


7 comentários

  1. Estatística
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 11:36 hs

    Pago R$ 70,00 por 10 MbPS.

    Me engana que eu gosto. :(

  2. jobalo
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 13:13 hs

    Esse governo do pt é muito bonzinho, 35 mensais, sendo que na fazenda rio grande tem uma empresa, que cobra 29.90, e com assistencia técnica, na prropria cidade, eles querem faturar até em cima dos menos favorecidos financeiramente.

  3. Maria
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 13:44 hs

    Que gracioso, eles vivem em outro planeta ou país, aqui no Brasil, tem operadora oferecendo 10 mega por 39,90.
    1 mega por 35 é ruim de pagar, estes políticos precisam viver no mundo real e fazer comparação de preços nas operadoras, assim como nós cidad@s fazemos pra poder chegar no fim do mês.

  4. Banda
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 14:35 hs

    É galera mas estamos falando do Brasil e não de Curitiba, no norte do Brasil há quem paga R$ 400 por 1 ou 2 mega. Este projeto além de determinar um valor acessível para banda larga no TERRITÓRIO NACIONAL, tbm tem o objetivo de aumentar a abrangência da oferta deste serviço, que, até pouco atrás, estava indisponível em diversas regiões de Curitiba, independente do preço.

  5. Dalila
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 17:33 hs

    Que bom que vcs dos comentarios acima pagam pouco na internet, pois aqui nas cidades pequenas do PR, não se consegue internet por menos de R$ 60,00, a velocidade de 1 mbps

  6. tony
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 17:42 hs

    Este valor está muito caro, porque uma operadora de tv a cabo oferece televisão local+internet+telefone por menos de 50 Reais. O Governo insiste em sempre estar sempre atrasado, muito aquém das necessidades da sociedade. Tony

  7. Maria
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 18:42 hs

    Dalila,

    isto se deve a muitas cidades não terem a infraestrutura mínima, com a privatização a situação piorou muito, se não compensa financeiramente as empresas não controem nada, deveria ser obrigatório pra todas elas oferecerem serviços no estado inteiro, elas estão comendo só a carne e se esquecem que neste pacote também se terá osso.
    Cadê as agências pra controlar e fiscalizar garantindo concorrência de preços e serviços por igual? Cadê os representantes que também recebem votos de cidades pequenas?
    O Paraná e o Brasil não são só as capitais e grandes cidades.

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