Chapa de Rocha Loures sofre 40 pedidos de impugnação | Fábio Campana

Chapa de Rocha Loures sofre 40 pedidos de impugnação

Impugnações são baseadas em problemas na documentação, não aprovação de contas no TCU e propaganda eleitoral antecipada. De acordo com o regulamento eleitoral da FIEP, se mais de 1/3 da chapa (19 integrantes) sofrer impugnação o registro é cancelado.

O Sindicato da Construção Civil do Noroeste e o Sindicato da Indústria de Produção de Biodiesel protocolaram, nesta terça-feira (19), 40 pedidos de impugnação contra a chapa da situação de Edson Campagnolo, Rodrigo Rocha Loures e Carlos Walter.


Dos 40 recursos, 37 são individuais e justificados por problemas na documentação dos candidatos, um abrange a chapa completa e dois são referentes a não aprovação das contas no Tribunal de Contas da União (TCU) e por propaganda eleitoral antecipada. De acordo com o regulamento eleitoral da FIEP, se mais de 1/3 da chapa (19 integrantes) sofrer impugnação o registro é cancelado.

De acordo com representantes dos sindicatos, as impugnações não têm caráter pessoal, mas a busca do equilíbrio de condições na campanha, na medida em que a chapa de Rodrigo Rocha Loures teve acesso à chapa de oposição seis dias antes e vistas à documentação três dias antes.

O que causou estranheza é que a maior parte das irregularidades deveria ter sido verificada pela comissão eleitoral da FIEP no momento do registro da chapa. São falhas visíveis que não foram detectadas no momento oportuno e abriram espaço para os pedidos de impugnação, sem a possibilidade da substituição dos documentos irregulares.

Os recursos foram protocolados na Federação e serão analisados pela comissão eleitoral em até 48 horas. O julgamento deve ser feito pela diretoria da FIEP, que tem 29 integrantes com suspensão solicitada já que participam de uma das chapas.

DOCUMENTAÇÃO – Os 38 pedidos – 37 individuais e 1 geral – são baseados em diversas irregularidades como ausência de dados, informações inconsistentes, falhas nas documentações, erros no preenchimento das fichas de habilitação, entre outras.

TCU – Entre as ações, também foram feitos novos pedidos de impugnação dos candidatos Rocha Loures, Edson Campagnolo e Carlos Walter devido a não aprovação das contas do SESI e do SENAI pelo TCU.

As contas de 2004 (nº 004.531/2004-5) e 2006 (nº 016.490/2006-00 na gestão de Rocha Loures na FIEP e quando Campagnolo era o coordenador do SESI e Carlos Walter do SENAI não foram aprovadas pelo Tribunal. Entretanto, o estatuto da Federação é claro ao exigir que o candidato tenha suas contas aprovadas definitivamente para ser considerável elegível.

“Art. 7º. Parágrafo Único. Não Podem ser eleitoral para cargos de administração, fiscalização ou representação da Federação, nem permanecer no exercício destes cargos, nem ser votado ou participar de chapas:

A – os que não tiverem definitivamente aprovadas as suas contas de exercício em cargos sindicais;”, traz o texto.

PROPAGANDA ANTECIPADA – Há ainda um pedido de impugnação por propaganda antecipada e abuso do poder econômico da FIEP em benefício do candidato Campagnolo.

Segundo a ação, as campanhas publicitárias promovidas pela FIEP, em sua totalidade, trazem a figura de Edson Campagnolo, como se ele fosse a “única voz” da FIEP.

“As indagações que se fazem são as seguintes: porque somente o impugnado é o “garoto propaganda da FIEP”? porque somente o impugnado é escolhido para falar em nome da FIEP em detrimento de outros 14 (quatorze) vices-presidentes?”, diz o texto.


Um comentário

  1. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 20 de julho de 2011 – 1:01 hs

    O Rocha Loures deve ter lido o livro:

    “Como fazer amigos…”

    KKKK:

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