Um raro caso lucrativo da "Síndrome de Estocolmo" | Fábio Campana

Um raro caso lucrativo da “Síndrome de Estocolmo”

Existem várias formas de analisar a projetada fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour com financiamento do BNDES. A mais irreverente e gaiata delas sugere que se trata de um raríssimo caso lucrativo da Síndrome de Estocolmo. Aquela em que a vítima procura se identificar e conquistar a simpatia do sequestrador.

Em 1989 o empresário Abílio Diniz, dono do Pão de Açúcar, foi sequestrado por um grupo radical que tinha entre seus componentes simpatizantes do PT. Em 2010 fez campanha por Dilma Rousseff. Segundo a visão gaiata da história, Abílio Diniz se apaixonou pelos seus antigos sequestradores.

Em 2011 o empresário ganha financiamento do BNDES, dinheiro público, para bancar uma fusão do Pão de Açúcar com o francês Carrefour, em uma operação em que ninguém conseguiu entender onde está o interesse público. A Síndrome de Estocolmo começa a dar grandes lucros. Mais do que o suficiente para se ressarcir de qualquer resgate, passado ou futuro.


9 comentários

  1. Dizao
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 15:22 hs

    Mais uma vez, o povo “top top”, o dinheiro a ser investido em saude , educação, e dálhe imposto.

  2. JULIO CESAR DE SISTI
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 16:08 hs

    Pior é a Gleisi vir a púclico e dizer que o BNDES não vai dar dinheiro púclico para a negociata!! Minha cara colega o dinheiro do BNDES VEM DE ONDE????

  3. Sanepariano
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 16:44 hs

    So nao entendi uma coisa, o bndes “entra” com 3 bilhoes, o outro banco com 690 milhoes, certo; hoje as acoes do pao de acucar sao 43 % do carrefour, com todo esse negocio o pao de acucar fica com 50% e o Carrefour fica com 50 %, e o BNDES fica com quanto?????????????????

  4. Zangado
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 17:37 hs

    O engomadinho está decadente, portanto, porque não dinheiro público para escorar a queda ?
    Fácil né ?
    A síndrome é cruel e cobra caro.
    O que tem que se fazer é colocar em cima desses carrefour e pão de açúcar da vida a receita federal, o ministério público federal e a polícia federal, não necessariamente nessa ordem.

  5. verdugo
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 17:54 hs

    é sempre bom se informar. primeiro que não é o BNDES que vai entrar na jogada, é o BNDESPar, braço do BNDES que atua no mercado. segundo que o BNDESPar atua em ramos em que a posição estratégica do país seja importante. não é à toa que o BNDESPar tem participações nos ramos de energia, combustíveis e alimentos. oras, oras, se o brasil está – mesmo que devagar – se firmando como um importante ator no cenário internacional, o que é que as “alvaretes dias” de plantão imaginam ser melhor para o país? ter assento numa das maiores empresas mundiais do ramo de distribuição de alimentos, ou ficara assistindo o domínio estrangeiro da distribuição de alimentos dentro de nossa própria casa?
    por fim, o BNDESPar não utilizará recursos diretos do BNDES para a operação, mas fará trocas de posições no mercado financeiro de modo a lastrear a operação, com isso passará a ter participação em 18% das ações nas operações do futuro grupo dentro do Brasil e 9% das operações no exterior, com assento no conselho de administração, com direito a voto. novamente pergunto: é melhor para o país participar das decisões sobre a distribuição de alimentos no mundo ou ficar escutando o alvaro dias?
    e para encerrar, tem um equívoco na matéria ao dizer que os sequestradores do Abílio Diniz eram simpatizantes do PT. até as folhas das árvores do largo são francisco sabem que quando da libertação de Diniz, a polícia entregou (de propósito) uma camiseta surrada do PT para um dos sequestradores que estavam sem camisa para ser apresentado a imprensa, e para quem não lembra esse “simpatizante” do PT era chileno.

  6. Dirceu Ferreira
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 22:28 hs

    Quando o Pão de Açúcar estava em dificuldades o Cassino ajudou Abílio, agora que o Abílio esta prestes a perder o controle ele tenta virar o jogo. Esse Abílio…….!!!!!!!

  7. OSSOBUCO
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 22:46 hs

    Grande Verduo, pos os pingos nos iiiiiiiiiis, pelo menos não te censuram como fazem comigo!

  8. Christiano Fernandes
    quinta-feira, 30 de junho de 2011 – 23:41 hs

    SR. VERDUGO, DO QUE ADIANTOU? ISSO PRA MIM FOI UM GOLPE BEM DADO E COMBINADO ENTRE AS PARTES INTERESSADAS. AUTORIDADES NACIONAIS SE REALMENTE FOREM BRASILEIROS, CANCELAM TODA ESSA “BRINCADEIRA”. VEJA A NOTÍCIA ABAIXO:
    Casino contra-ataca e compra US$ 1 bi em ações do Pão de Açúcar – Para fazer frente ao que chamou de “golpe de Estado corporativo”, o grupo francês Casino, sócio de Abilio Diniz no comando do Pão de Açúcar, comprou em Bolsa nos últimos dias mais US$ 1 bilhão em ações da rede varejista brasileira e passou a deter mais que o dobro da fatia do empresário na empresa. – Com a compra de ações, o Casino eleva sua participação de 37% para 43,1% no capital total do grupo Pão de Açúcar, enquanto Abilio se mantém com 21% das ações. A posição acionária do Casino no Pão de Açúcar se torna tão elevada que, mesmo se a fusão com o Carrefour sair, ele poderá ter influência decisiva na nova empresa. No desenho original, o Casino teria papel menor que o de Abillio e o do Carrefour.

  9. puaço
    sexta-feira, 1 de julho de 2011 – 14:27 hs

    só o fato do fradeco safado do lingua presa do PALOFFI, por seus dedos sujos e corruptos nesse rolo já esclarece tudo.

    até quando sr verdugo desavisados e mal intencionados como vc vão votar nesses pulhas ladrões do BRASIL

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