Paranaenses têm destaque no segundo escalão do governo | Fábio Campana

Paranaenses têm destaque no segundo escalão do governo

Da Gazeta do Povo

Passam pelo comando de mulheres paranaenses três dos desafios sociais mais complexos do governo Dilma Rousseff. As secretárias nacionais Denise Colin (Assis­­tência Social), Paulina Duarte (Políticas sobre Drogas) e Lygia Pupatto (Inclusão Digital) estão na linha de frente do combate à pobreza extrema, ao consumo de crack e à falta de acesso à informática. Todas seguem a linha técnica da presidente e refletem o aumento da participação feminina nos escalões secundários da administração federal.

Denise é gestora de uma das fontes de recursos mais polpudas do governo, o Fundo Na­­­cional de Assistência Social (FNAS), que está sob o guarda-chuva do Ministério do Desen­­volvimento Social e Combate à Fome. Neste ano, o fundo trabalha com um orçamento de R$ 26 bilhões, quase o dobro dos R$ 14 bilhões destinados para o Bolsa Família. “O FNAS é uma conta que financia as contas da política de assistência social. A estrutura é imensa, são programas espalhados pelos 5.565 municípios brasileiros”, diz a secretária.

Os recursos integram a base do programa Brasil sem Miséria, que pretende tirar 16,2 milhões de brasileiros da extrema pobreza até 2014. “É uma missão difícil? É. Essas pessoas são desprovidas de quase tudo o que o ser humano precisa, mas se houver um esforço conjunto de toda sociedade chegamos lá”, completa Denise, que é assistente social formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), além de mestre e doutora em Sociologia pela Univer­­­sidade Federal do Paraná (UFPR).

Antes de assumir a Secretaria de Inclusão Digital, órgão vinculado ao Ministério das Co­­­municações, Lygia Pupatto foi vereadora em Londrina, deputada estadual, reitora da Uni­­versidade Estadual de Londrina e secretária estadual de Ciência e Tecnologia. Ela explica que seu principal desafio no governo é a criação das Cidades Digitais, projeto ligado ao Plano Nacional de Banda Larga. “Queremos usar a comunicação pela internet como um espaço de cidadania, vinculado ao desenvolvimento regional”, explica.

Drogas

Por último, Paulina Duarte, que nasceu em Santa Catarina, mas fez carreira no Paraná, ocupa uma das pastas mais sensíveis do governo Dilma. Ela assumiu a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas no fim de janeiro no lugar de Pedro Abramovay, que deixou o cargo por defender o fim da prisão para pequenos traficantes. Logo na posse, ela enfatizou que sua prioridade seria o fortalecimento do Plano Nacional de Enfren­­­ta­mento ao Crack.

Paulina, no entanto, envolveu-se em uma polêmica ao de­­­clarar que o Brasil não vive uma “epidemia de crack”. Segundo ela, o que existe é uma “grande especulação”. A fala gerou reações duras, principalmente do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) – a capital paulista abriga a maior “cracolândia” do mundo. (AG)


Um comentário

  1. SILVIO
    domingo, 19 de junho de 2011 – 11:09 hs

    Dilma técnica? em que?
    Conseguiu falair uma loja de 1,99 no Rio Gradnde do Sul ao tentar ser empresária.
    O programa minha casa minha vida é uma fraude tão grande que somente conseguiu colocar no pape em 04 anos 10% do prometido. Parem de falar besteira.

    Dilma é uma mentira assim como o PT.

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