Não há dúvida sobre quem matou Louise Maeda, diz delegado | Fábio Campana

Não há dúvida sobre quem matou Louise Maeda, diz delegado

Terceiro e último suspeito foi ouvido por cinco horas nesta quinta (23). Polícia não responde perguntas sobre a arma do crime, por exemplo.

Vinícius Sgarbe do G1 Paraná

O delegado da Vigilância e Capturas de Curitiba, Marcelo Lemos de Oliveira, disse na tarde desta quinta-feira (23) que não tem dúvidas sobre a autoria do crime que matou a estudante Louise Maeda. Para ele, os três presos até agora são os responsáveis.

Depois de ouvir por cinco horas o terceiro suspeito, preso também nesta tarde, considerou que ainda são necessários esclarecimentos sobre participação de cada um: “Resta-nos a individualização do que aconteceu naquela noite”.

Louise desapareceu na noite de 31 de maio deste ano, em Curitiba, depois de sair do trabalho. O corpo, encontrado mais de duas semanas depois, em avançado estado de decomposição, com dois tiros na cabeça – segundo laudo do Instituto de Criminalística – foi cremado também nesta quinta.

Para o delegado, o depoimento deste terceiro preso trouxe “detalhes substanciosos”. O jovem se entregou, acompanhado do pai e do advogado, com os quais depôs. A polícia enxergou “detalhes interessantes”, mas não respondeu aos repórteres nenhuma pergunta sobre a arma do crime, por exemplo.

“Mas quanto à autoria, desde o início não há nenhuma dúvida [de que os três presos até agora são os responsáveis]. (…) Temos resolvidas as questões da materialidade e autoria”, finaliza.

Ele prometeu novas informações para a próxima segunda-feira (27). Deve haver reconstituição, porém a acareação está descartada.

No sábado (18), duas colegas de trabalho de Louise foram presas. O jovem que se entregou é namorado de uma delas.


Um comentário

  1. Francisco
    sexta-feira, 24 de junho de 2011 – 16:52 hs

    O papel da imprensa, que tem certas prerrogativas, como de poder escarafunchar mais que os cidadãos comuns, tem que ir para cima para ver se esse inquerito vai andar corretamente. Não se pode deixar tudo nas mãos do GAECO, como foi o caso do morro do Boi, aonde estaria sendo urdido um inquerito, para inocentar o verdadeiro culpado, e nossa imprensa (quase toda chapa branca quando se tratat de casos policiais), não se ateve ao fato. Parabens ao GAECO, que não deixou que mais uma entre tantas injustiças, fosse cometida por alguns maus policiais, que as vezes aflora no seio da policia parananense.

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