MP cumpre seis mandados de prisão ligados ao crime do Morro do Boi | Fábio Campana

MP cumpre seis mandados de prisão ligados ao crime
do Morro do Boi

Do MP-PR

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba, com o apoio da Corregedoria da Policia Civil, cumpriu na manhã de hoje (16) sete (dos oito) mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão, expedidos pelo juízo da Vara Criminal da Comarca de Matinhos. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Curitiba, Matinhos e Paranaguá.

Na chamada Operação Posseidon, foram presos, no litoral, quatro policiais militares – Edison Pereira, Edmildo da Silva Mesquita, Paulo Roberto da Graça e Rodrigo Alves Barbosa; em Curitiba, foram presos o policial civil aposentado Altair Ferreira Pinto, conhecido como “Taíco”, e o delegado da Polícia Civil José Tadeu Inocêncio Bello. Também foi preso Dirceu Killian de Paulo Fideles, vulgo Gaivota, que já estava detido desde o ano passado, acusado da prática de crime de tráfico. O policial militar Renato Pereira da Silva, que também teve sua prisão temporária decretada, ainda sendo procurado pelo Gaeco. Todos são investigados pela prática dos crimes de formação de quadrilha, tortura e denunciação caluniosa.

As investigações do Ministério Público demonstraram que os detidos participaram de uma trama criminosa cujo objetivo final era liberar e consequentemente inocentar Juarez Ferreira Pinto, irmão de “Taíco”, autor do chamado “Crime do Morro do Boi”, ocorrido em Matinhos, em 31 de janeiro de 2009.

Segundo o Gaeco, como a vítima do “Crime do Morro do Boi” reconheceu Juarez, em juízo, como o verdadeiro autor do delito, Taíco, com o auxílio de policiais militares do 9º BPM (Paranaguá) e do delegado de Polícia de Matinhos à época dos fatos (Bello), teria elaborado e executado um plano para que Paulo Delci Unfried fosse preso de posse da arma usada no crime.

O plano da quadrilha consistia, de acordo com o Gaeco, em apresentar Unfried não só como o responsável pelo crime, como também autor de outros roubos ocorridos na região do litoral naquele período, os quais sabiam que a vítima não havia praticado.

Também teriam trabalhado para manipular notícias em alguns veículos de comunicação do litoral e de Curitiba, para plantar dúvida na opinião pública sobre o reconhecimento de Juarez pela vítima.

Algumas das prisões temporárias têm validade de 30 dias e, outras, foram decretadas por cinco dias, não estando descartada pelo Gaeco a possibilidade de serem requeridas judicialmente as prisões de outras pessoas, cujo envolvimento está ainda sendo investigado.

Todos os presos estão detidos em Curitiba. Estão sendo ouvidos pelo Gaeco (quatro já foram ouvidos pela manhã e os demais devem passar por oitiva à tarde) e serão, na sequencia, encaminhados para o Centro de Observação e Triagem e para o Centro de Triagem I.


3 comentários

  1. Sérpico
    sexta-feira, 17 de junho de 2011 – 14:31 hs

    Parabéns ao Dr. Cartaxo que sustentou a verdade até o final, mesmo com a opinião pública dividida devido a este embuste.

  2. Questionador
    sexta-feira, 17 de junho de 2011 – 15:32 hs

    -Parabéns para a equipe do Gaeco em descobrir estes atos praticados pelo Taíco e pelo delegado da Polícia Civil José Tadeu Inocêncio Bello!
    -Todos os envolvidos deveriam ser presos e exonerados de suas funções e responder os processos como pessoas comuns. É por estes e outros que nossa Polícia Civil e Polícia Militar do Paraná não se apresente com bons olhos à população.
    -Vergonha!

  3. luiz
    sexta-feira, 17 de junho de 2011 – 16:33 hs

    Esqueceram do chefe da quadrilha o dalmora, e o chefe do tadeu.. rsrsr;;;
    matinhos virou condominio do prefeito dalmora pdt, compprou todos os mercados, postos de gasolina, hotel, aqua park e agora deposito caioba.. he mole..
    e os capangas dele, ameaçando as pessoas de bem..
    me lembra na campanha do beto quanto sofremos e fomos ameaçados, pelos seus capangas, como se estivessemos no nordeste, estamos no seculo 21.. e o gaeco nao faz nada..
    e as denuncias da que a filha dele fez no ministerio publico…

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