Investidores ferroviários são atraídos por oportunidade | Fábio Campana

Investidores ferroviários são atraídos por oportunidade

Já chega a 145 o número de empresas interessadas em estabelecer parcerias e sondar oportunidades de negócios na Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste. O número foi revelado nesta quarta-feira (15), pelo presidente da companhia, Maurício Querino Theodoro, depois de mais duas reuniões de trabalho, em Curitiba, com investidores internacionais. “Isso demonstra a confiança do mercado, nacional e internacional, no governo Beto Richa”, ressaltou Theodoro.

De acordo com o presidente da Ferroeste, as empresas e instituições bancárias do Brasil e do exterior, que tem procurado estreitar relações com o governo do Paraná, com a Secretaria de Infraestrutura e Logística, e com a Ferroeste, “manifestam interesse em investir na ferrovia e estabelecer parcerias em várias áreas”. Segundo ele, muitos também são fornecedores de equipamentos, vagões, locomotivas e serviços.

Os investidores, potenciais parceiros e fornecedores querem conhecer os projetos ferroviários do Estado, feitos em parceria com o governo federal e a Valec. Também realizam sondagens de investimentos futuros nos projetos de expansão da ferrovia para o Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá.

ESPANHA – Pela manhã, a reunião do presidente da Ferroeste foi com um grupo de espanhóis, na sede da Ferroeste, em Curitiba, com a participação do diretor de Produção da empresa, Mauro Fortes Carneiro. Os visitantes eram o presidente do Grupo S90, Juan Antonio Martín, e o diretor da empresa, Gilmar Palenske. Também estavam presentes os representantes da Firmes y Asfaltados del Sul (Faz), Matías Arrom Quetglas, e da MAB Obras Públicas, Iñigo Uriarte.

À tarde, no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o presidente da Ferroeste participou de encontro com o consultor jurídico e representantes do Banco de Infraestrutura, Inovação e Desenvolvimento da Itália (BIIS), Rodrigo Pironti. O objetivo foi discutir parcerias com a instituição financeira italiana, que está interessada em projetos de infraestrutura tanto na área privada quanto governamental, no Paraná.

Estavam presentes na reunião com o BIIS, os diretores do BRDE Jorge Gomes Rosa Filho (financeiro) e Nivaldo Assis Pagliari (recuperação de crédito). Também participaram o diretor geral da Secretaria de Infraestrutura e Logística, Aldair Wanderlei Petry, e os presidentes da Sanepar, Fernando Ghignone, da Codapar, Silvestre Staniszewski e da Compagas, Luciano Pizzatto. Entidades como a Alcopar, Copel, secretarias da Fazenda e de Indústria e Comércio, além da prefeitura de Curitiba, Agência de Desenvolvimento municipal, e Alcopar também se fizeram representar.

Ontem (14) já havia sido realizado outro encontro, na Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, com a participação da Associação Comercial do Paraná (ACP) e empresas norte-americanas interessadas em tratar de investimentos e parcerias logísticas com a Ferroeste.


4 comentários

  1. antonio carlos
    quarta-feira, 15 de junho de 2011 – 20:24 hs

    E do novo traçado da ferrovia entre Curitiba e Paranaguá ninguém disse nada? De que adianta termos trens ultramodernos em trechos velhos de estradas? E os empresários nativos não se interessam pelo assunto? Vão deixar de novo que os gringos continuem nos explorando? Tony

  2. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 16 de junho de 2011 – 8:20 hs

    Agora vai…e que seja bem vindo o tal capital “vadio”.

  3. Questionador
    quinta-feira, 16 de junho de 2011 – 9:03 hs

    -Ótima notícia!!!
    -Finalmente estamos andando no caminho certo!
    -O Governo do Beto Richa adota a prática do diálogo e troca de idéias e isto reflete na credibilidade do Estado!
    -Quanto aos detratores, resta apenar presenciar o Governo do Beto Richa…pois nos 8 anos da Maria Louca, o Paraná perdeu e perdeu muito devido a sua incompetência…se der duas taratrugas para a Maria Louca cuidar, uma foge e a outra engravida!

  4. Paulo Cesar Marciano
    quinta-feira, 16 de junho de 2011 – 17:05 hs

    Porém o Governo do Estado, ainda tem que rever a questão de entregar a ferroeste a iniciativa privada, pois com isso, utilizar os recursos hoje destinados a ferroeste, na sae, educação e segurança.

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